Capítulo 43

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Capítulo 43: A Pedra de Maná e a Runa Protetora

Após deixar o santuário de mármore onde Toga o havia cuidado com tanta dedicação, Sans sentiu algo peculiar no ar. Havia uma leve flutuação de energia que não deveria estar ali. Ele parou por um momento, os olhos se estreitando enquanto tentava identificar a origem da perturbação. Seu instinto logo o levou a perceber o que estava acontecendo: uma runa de proteção ao redor do santuário estava absorvendo maná diretamente de Toga.

Sans franziu o cenho. Isso não deveria acontecer. As runas mágicas que ele havia criado eram para proteger o santuário e todos os que estivessem dentro dele, sem causar um fardo a ninguém. Porém, essa runa em específico parecia estar sugando as energias de Toga, drenando lentamente o maná que fluía em sua essência.

Sem perder tempo, Sans avançou em direção à runa. Seus olhos brilharam em azul, enquanto ele examinava cuidadosamente a estrutura mágica que havia erguido. Ele reconheceu que o erro estava em uma pequena imperfeição no desenho original da runa. Algo que havia passado despercebido enquanto ele trabalhava na matriz de proteção.

— "Isso vai precisar de um ajuste," — murmurou Sans para si mesmo.

Ele estendeu a mão e começou a trabalhar, mas em vez de apenas corrigir a runa, Sans decidiu criar uma solução mais avançada. Ele canalizou seu poder e, com um gesto suave, começou a condensar maná puro em sua palma. Uma pequena pedra de maná começou a se formar, brilhando com uma luz azul intensa. Essa pedra, porém, não era como as comuns; era uma versão melhorada, um núcleo que ele havia projetado para ser muito mais eficiente e poderoso.

A pedra de maná que ele estava criando agora não apenas forneceria energia suficiente para manter as defesas do santuário, mas também garantiria que nenhuma energia fosse drenada de Toga ou de qualquer outra entidade dentro do perímetro protegido.

Depois de alguns minutos de foco intenso, a pedra estava completa. Ela flutuava levemente em sua mão, irradiando uma luz suave e pulsante.

— "Isso deve resolver o problema," — Sans murmurou.

Ele caminhou até o centro da runa e com um movimento firme inseriu a pedra de maná no núcleo da formação mágica. A runa reagiu instantaneamente, absorvendo a nova fonte de energia e se estabilizando. A luz que antes flutuava ao redor da runa se intensificou por um momento e depois se ajustou, se tornando quase invisível, mas muito mais forte do que antes.

Toga, que ainda estava dentro do santuário, percebeu de imediato a mudança. O fluxo constante de maná que antes ela sentia sendo puxado de seu corpo cessou abruptamente. Ela franziu o cenho por um momento, antes de entender o que havia acontecido.

— "Ele resolveu isso tão rapidamente..." — ela pensou, com um leve sorriso de admiração.

Sem hesitar, Toga saiu do santuário, seus passos leves e graciosos sobre o mármore do templo. Seu olhar encontrou o de Sans, que agora estava ao lado da runa, ainda inspecionando seu trabalho.

— "Você percebeu o que estava acontecendo, não foi?" — perguntou ela, enquanto se aproximava.

Sans assentiu, sem desviar os olhos da runa. — "Sim, havia uma falha no desenho. A runa estava sugando seu maná para se manter estável, o que não era a intenção. Mas agora está tudo resolvido."

Toga olhou para a pedra de maná que agora flutuava no centro da runa, sentindo a força poderosa que ela emitia. — "Essa pedra... ela é muito mais forte do que as que você costuma criar."

— "É uma versão melhorada," — explicou Sans. — "Eu projetei para garantir que as defesas do santuário sejam ainda mais eficientes, sem depender de ninguém para manter a energia fluindo."

Toga assentiu lentamente, impressionada. — "Você sempre encontra uma maneira de tornar tudo mais eficiente, jovem mestre."

Sans deu um leve sorriso diante do comentário, mas sua expressão ainda mantinha um traço de seriedade. Ele se aproximou de Toga, observando-a com cuidado.

— "Eu não queria que você fosse prejudicada pelas proteções que criei. Meu objetivo é garantir que todos aqui estejam seguros, inclusive você."

Toga sorriu gentilmente, seus olhos verdes e roxos cintilando à luz suave das runas ao redor. — "Eu entendo, Sans. E agradeço por cuidar de mim, assim como eu cuido de você."

Sans assentiu, satisfeito com o resultado e com a resposta de Toga. A sensação de que algo estava errado havia passado, e agora ele podia se concentrar em outras tarefas sem se preocupar com o esgotamento de sua aliada mais recente.

— "Agora que tudo está em ordem, podemos seguir em frente com os próximos passos," — disse ele, voltando seu olhar para o horizonte, onde as outras montanhas flutuantes estavam visíveis.

Toga o observou por alguns segundos, percebendo o peso que ele carregava em seus ombros, mesmo que ele não o demonstrasse diretamente. Sans era jovem, mas seu espírito era antigo e carregado de responsabilidades. Ela se sentia honrada por fazer parte do mundo dele e, de certa forma, por poder aliviar parte desse fardo.

— "Vamos, então," — disse ela, com um sorriso confiante. — "O que você precisa que façamos agora?"

Sans deu um leve sorriso. — "Primeiro, descansar. Depois disso, temos muito a planejar para o futuro das montanhas."

Os dois caminharam lado a lado, deixando o santuário para trás, agora protegido pela pedra de maná que Sans havia colocado. Enquanto seguiam para os próximos desafios, Toga sentia-se ainda mais ligada ao jovem mestre, sabendo que seu papel seria crucial nas batalhas e nas criações que viriam a seguir.

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