O Aviso de Merlin e a Decisão Inevitável

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Capítulo 18: O Aviso de Merlin e a Decisão Inevitável

O sol mal havia se erguido sobre o Império do Portão da Morte quando Kilua e Ashura receberam uma visita inesperada. No centro da sala do trono, uma presença poderosa e antiga se manifestou, como se o próprio ar estivesse sendo rasgado. Merlin, o lendário mago de Britânia, apareceu diante dos dois governantes, sua expressão grave e carregada de urgência.

"Kilua, Ashura," Merlin começou, sua voz baixa, mas firme. "Não tenho muito tempo. Lancelot está liderando um exército de Britânia em direção ao seu império. Ele vem para capturar Astrid e Arthuria. O Olimpo decretou a execução delas, e Lancelot não descansará até cumprir essa ordem."

Kilua arregalou os olhos, seu coração disparando. Arthuria e Astrid eram mais do que suas discípulas; eram como filhas para ela. Perder uma delas seria devastador, mas ambas? Era um pensamento insuportável.

"Merlin," Kilua falou com determinação, lutando para manter a calma. "Eu confio em você. Leve Arthuria, mas também leve Astrid. Eu não posso protegê-las aqui, não contra o Olimpo e certamente não contra Lancelot. Por favor, ajude-me a salvá-las."

Merlin, que havia conhecido Arthur Pendragon pessoalmente e o considerava um grande amigo, olhou nos olhos de Kilua e assentiu. "Eu vou levá-las, Kilua. Não se preocupe. Eu as manterei seguras."

Ashura, que havia ficado em silêncio até aquele momento, sabia que o tempo estava contra eles. Sem dizer uma palavra, ele saiu rapidamente do salão, voltando momentos depois com Moon e Astrid. As duas jovens estavam confusas, especialmente Moon, que ainda estava se acostumando com o mundo à sua volta.

Ao ver Merlin, Moon franziu a testa, tentando entender a familiaridade no olhar do mago. De repente, flashes de memória a atingiram como uma onda, e ela se lembrou do dia em que Merlin a declarou sua filha no Templo dos Deuses. Um misto de emoções passou por seus olhos antes de ela correr para abraçá-lo.

Merlin envolveu Moon em seus braços, sua expressão suavizando por um breve momento. "Minha filha, eu vim buscá-la. Vamos sair daqui antes que seja tarde demais."

Moon, ainda confusa, olhou para Kilua e Ashura. "Eu não entendo… o que está acontecendo?"

"Moon," Kilua começou, sua voz embargada de emoção, "você e Astrid precisam ir com Merlin. É a única maneira de mantê-las a salvo. Por favor, façam o que ele disser."

Moon e Astrid, percebendo a gravidade da situação, assentiram em silêncio. Elas se despediram de Kilua e Ashura, acenando uma última vez antes de Merlin fazer um gesto com a mão, criando um círculo de teletransporte que brilhou intensamente antes de engolir as três figuras, desaparecendo em um flash de luz.

Assim que Moon e Astrid estavam em segurança, Ashura voltou sua atenção para Arthuria e Sans, que estavam esperando ao lado, confusos com a situação caótica. Ele entregou a cada um deles um saco pesado de moedas de ouro.

"Há cem moedas de ouro aí," Ashura explicou, sua voz firme, mas com um toque de gentileza. "Vocês precisam sair daqui também. Não quero que vocês sejam capturados. Vocês são importantes demais para mim e para o futuro desse império."

Sans, sempre o mais perspicaz, pegou o saco de moedas e olhou para Ashura, seus olhos refletindo uma determinação feroz. "Nós voltaremos, mestre. E quando voltarmos, seremos mais fortes do que nunca."

Ashura sorriu para o garoto, uma expressão rara de afeto em seu rosto. "Eu sei que serão. Agora, cuidem-se. Eu os enviarei para o Continente de Fall. Lá, vocês estarão sob a proteção dos maiores impérios, incluindo o Império Comercial de Lux e o Império da Igreja da Deusa da Luz, Rem. Fiquem longe do Olimpo."

Com um último gesto, Ashura ativou outro círculo de teletransporte, enviando Sans e Arthuria para longe. Ele sabia que eles estariam seguros por enquanto, mas o perigo ainda não havia passado.

Depois que os portais foram fechados, Ashura destruiu os círculos de teletransporte para garantir que não houvesse como os inimigos os usarem contra eles. Kilua, ainda atordoada com a rapidez dos eventos, se aproximou, suas mãos tremendo ligeiramente.

"Você acha que eles estão seguros?" Kilua perguntou, sua voz baixa.

Ashura assentiu. "Sim. Mas agora temos que lidar com Lancelot."

Como que em resposta às suas palavras, Lancelot chegou ao portão do castelo, sua figura imponente cercada por seus guerreiros mais leais. Seus olhos eram frios, calculistas, e ele não perdeu tempo em declarar suas intenções.

"Kilua, Ashura," Lancelot começou, puxando um pergaminho de dentro de sua armadura. "O Olimpo exige que entreguem as sucessoras de Arthur Pendragon. Elas devem ser executadas pelo bem da paz."

Kilua, mantendo uma calma exterior, mas sentindo o desespero fervilhar dentro de si, respondeu firmemente. "Elas não estão aqui, Lancelot. Eu as enviei para longe, para um lugar onde você nunca as encontrará. Se quiser, pode vasculhar meu império, mas não as encontrará."

Lancelot, desconfiado, ordenou que seus homens vasculhassem o castelo e o território ao redor. Depois de horas de buscas infrutíferas, ele finalmente desistiu, mas não sem deixar uma ameaça velada. "O Olimpo não esquece, Kilua. Cedo ou tarde, elas serão encontradas."

Antes que Lancelot pudesse sair do território, uma presença ainda mais avassaladora fez o ar vibrar. Poseidon, o Deus dos Mares, apareceu diante deles, irradiando uma pressão tão esmagadora que Kilua e Ashura foram imediatamente forçados de joelhos. O poder do deus era opressor, quase insuportável.

"Vocês têm duas opções," Poseidon declarou, sua voz ecoando como o rugido das ondas. "Ou se submetem ao Olimpo, ou serão apagados da existência."

A pressão assassina era insuportável. Kilua e Ashura começaram a vomitar sangue, seus corpos tremendo sob a força esmagadora do deus. Kilua, incapaz de suportar a pressão, desmaiou, deixando Ashura sozinho para tomar a decisão que poderia salvar ou condenar seu império.

Apesar da dor e do peso esmagador, Ashura sabia que não poderia deixar que o trabalho de Kilua fosse destruído. Com grande esforço, ele pegou uma pena e assinou o tratado que transformava o Império do Portão da Morte em um vassalo do Olimpo.

Poseidon, satisfeito com a submissão dos governantes, desapareceu com um sorriso cruel no rosto. A paz havia sido garantida, mas o preço foi terrivelmente alto.

Agora, Kilua e Ashura precisariam lidar com as consequências de sua decisão, e encontrar uma maneira de se libertar do jugo do Olimpo sem perder tudo pelo que lutaram.

Acima dos Deuses Histórias para pegar e não largar. Descubra agora