Capítulo 39: A Forja de Novos Aliados
Após um intenso dia de treinamento mágico, Sans se sentiu satisfeito com o progresso de seus subordinados. Cada um deles dominou com excelência as magias que ele havia ensinado. O treinamento foi rigoroso, mas os resultados valeram o esforço. Ao encerrar a sessão, Sans ordenou que todos descansassem até o dia seguinte, quando novos desafios aguardariam.
Com seus aliados voltando para suas respectivas casas, Sans se dirigiu para sua cabana. Ele tinha outros planos em mente, e dessa vez, envolviam um encontro com um antigo residente de sua alma: o Coelho Dourado.
Sentando-se em sua cadeira, Sans fechou os olhos e focou em sua mente, tentando estabelecer contato com o Coelho Dourado. Para sua surpresa, a resposta veio quase de imediato.
“Finalmente resolveu me chamar, pirralho?” A voz do Coelho Dourado ecoou no subconsciente de Sans, carregada de sarcasmo e impaciência.
“Eu preciso falar com você sobre um assunto,” Sans começou, hesitante. “Existe uma maneira de transferir sua alma para um novo corpo? Um corpo que eu possa criar?”
O Coelho Dourado ficou em silêncio por alguns segundos antes de responder. “Sim, existe. Mas é um processo perigoso, tanto para você quanto para mim. No entanto, ficar no corpo de um moleque como você está longe de ser agradável, então aceito a proposta.”
Com a permissão do Coelho Dourado, Sans começou a criar um novo corpo. Ele se concentrou em todos os detalhes, criando uma figura humana vestida com uma máscara de coelho dourado e um manto preto decorado com nuvens azuis. O corpo parecia robusto e imponente, pronto para abrigar uma alma tão poderosa quanto a do Coelho Dourado.
“Quando eu contar até três, segure a cabeça desse corpo,” o Coelho Dourado instruiu. “Isso vai facilitar a transferência da minha alma.”
Sans obedeceu e, após a contagem, segurou firmemente a cabeça do corpo recém-criado. A alma do Coelho Dourado se moveu, e com grande esforço, ele conseguiu entrar no novo corpo. Assim que a transferência foi concluída, Sans soltou a cabeça do corpo, e os olhos do Coelho Dourado se abriram, brilhando intensamente.
“O que você acha, pirralho?” o Coelho Dourado perguntou, testando os movimentos de seu novo corpo. “Ainda mantenho as promessas que fiz enquanto estava no seu corpo, então não se preocupe com sua irmã ou sua amiga.”
Antes de sair, o Coelho Dourado criou um gunbai, um grande leque de guerra, e entregou a Sans. “Agora eu vou resolver alguns assuntos pendentes do passado. Quando eu voltar, tenha certeza de que vou atormentar seu neto.”
Sans franziu a testa, confuso. “Meu neto?” ele murmurou, mas antes que pudesse reagir, o Coelho Dourado desapareceu como uma sombra.
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Com o Coelho Dourado fora, Sans voltou sua atenção para a criação de uma nova forja na Primeira Montanha. Ele se dirigiu à borda da montanha e começou a trabalhar. Uma escada foi formada, seguida por uma ampla plataforma cercada por árvores. No centro, uma cabana de forja surgiu. Dentro da cabana, Sans organizou materiais preciosos que ele havia criado: tungstênio, titânio, ferro e grafeno, todos cuidadosamente guardados no calabouço sob a cabana.
Após preparar o local, Sans decidiu que precisava de alguém especializado para operar a forja. Ele então utilizou sua habilidade de criação para formar um anão. A pequena figura robusta logo apareceu diante dele, com uma longa barba trançada e um olhar determinado. O nome do anão era Hall.
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Interação entre Sans e Hall
Sans olhou para o anão recém-criado, observando os detalhes que havia inserido. Hall era um forjador de habilidade excepcional, com o potencial de criar armas e artefatos poderosos. Ele sabia que Hall seria essencial para fortalecer sua força militar.
“Hall,” Sans começou, sua voz firme, mas gentil. “Você foi criado com um propósito específico. Sua função é operar essa forja e produzir as armas e armaduras que nossos exércitos precisarão no futuro.”
O anão levantou o olhar, seus olhos brilhando de determinação. “Se você me deu essa habilidade, mestre, pode contar comigo para forjar as armas mais poderosas que já viu.”
Sans sorriu levemente. “Isso é exatamente o que espero de você. Essa forja que construí está equipada com os melhores materiais. Quero que comece a trabalhar imediatamente. Há uma guerra se aproximando, e vamos precisar estar prontos.”
Hall cruzou os braços, sua expressão séria. “Com essa forja e os materiais que me deu, não haverá nada que eu não possa criar. Só espero que você esteja pronto para ver o poder que um anão forjador pode alcançar.”
Sans assentiu, satisfeito com a resposta de Hall. “Tenho certeza que você não me decepcionará.”
Com isso, Hall se dirigiu para dentro da forja, já começando a inspecionar os materiais e planejar suas primeiras criações. Sans, vendo que tudo estava sob controle, deu uma última olhada no anão trabalhando antes de retornar à sua cabana para descansar.
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Sentando-se em sua cadeira, Sans refletiu sobre os eventos do dia. Ele sabia que a criação de Hall e a forja seriam essenciais para o futuro de seu império, mas também estava ciente de que o tempo era curto. Algo grandioso estava por vir, e ele precisava se preparar.
Com esses pensamentos em mente, Sans fechou os olhos, permitindo-se finalmente descansar para o próximo dia, onde novos desafios aguardariam.
