22- Como não se tornar um alvo movel

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Rebeca estava sentada em um dos bancos do amplo salão, observando a luz da tarde dançar nas paredes decoradas da mansão, seu coração ainda acelerado pela manhã intensa de treinamento. Os wolfkins eram uma presença vibrante ao seu redor, conversando animadamente e rindo, mas ela ainda se sentia um pouco à parte, como uma intrusa nesse mundo repleto de seres tão diferentes dela.

De repente, Marcus e Jinn entraram, ambos com expressões divertidas e uma energia contagiante. Marcus, sempre cheio de vida, viu Rebeca em seu canto e imediatamente caminhou na direção dela, puxando Jinn para o lado.

— Ei, Rebeca! — chamou Marcus, sua voz animada ecoando pelo salão. — O que você está fazendo aqui sozinha? Venha treinar com a gente!

Jinn, sempre mais calmo, sorriu e se juntou a Marcus.

— É verdade! O que você acha? Treinamento de combate, talvez? Você vai se sentir mais forte e preparada.

Rebeca levantou uma sobrancelha, um pouco surpresa com o convite.

— Eu… não sei. Não sou boa em lutar, nem tenho experiência com armas.

— É por isso que estamos aqui! — Marcus insistiu, sua energia quase elétrica. — Vamos te ensinar! E, acredite, você vai se divertir.

— E se não se divertir, pelo menos vai aprender a se defender. — Jinn acrescentou, com um tom encorajador.

Rebeca hesitou, mas a empolgação nos olhos de Marcus e a calma reconfortante de Jinn fizeram com que ela sentisse uma pontada de motivação.

— Está bem, eu aceito. O que vocês têm em mente?

— Vamos começar com as armas básicas de defesa. Venha! — Marcus gesticulou com entusiasmo, levando-a para uma área mais ampla do salão, onde algumas armas estavam expostas. — O que você prefere? Uma espada ou uma adaga?

— Eu… acho que uma espada — Rebeca respondeu, um pouco nervosa.

— Excelente escolha! — Marcus pegou uma espada curta, segurando-a com facilidade, e virou-se para Jinn. — E você, vai ser meu parceiro de demonstração?

Jinn acenou com a cabeça, pegando uma espada semelhante. Eles se posicionaram, e Marcus começou a explicar os movimentos básicos.

— Olha só, Rebeca. A chave aqui é manter a postura firme. Você precisa saber quando atacar e quando se defender. Vamos mostrar como se faz — disse ele, seu tom sério misturado com um leve sorriso.

Rebeca observou atentamente enquanto os dois demonstravam os movimentos, Jinn com sua calma habitual e Marcus com seu entusiasmo contagiante. Quando finalmente foi sua vez de tentar, ela pegou a espada, sentindo o peso dela em suas mãos, e tentou imitar os movimentos que tinha visto.

— Isso, muito bem! — Jinn elogiou, encorajando-a. — Lembre-se de usar a força do seu quadril, não apenas do braço.

Marcus se aproximou, seu olhar divertido.

— Se você continuar assim, Rebeca, logo vai estar lutando contra nós dois!

Rebeca sorriu, mas a autocrítica ainda a consumia.

— Espero que não! Não sou nem uma fração do que vocês são.

— E é por isso que estamos aqui, para te ajudar  — Marcus respondeu, com uma intensidade que a fez sentir-se valorizada.

Enquanto continuavam o treinamento, Rebeca fez algumas perguntas sobre os outros membros do clã, tentando se enturmar.

— E quanto a Ellie? Ela é boa com armas também?

— Ah, Ellie? Ela é uma verdadeira força da natureza! — respondeu Marcus, seu rosto iluminando-se ao falar dela. — Sempre treinando e nunca recuando. Você deveria vê-la em ação. É como se a batalha a energizasse!

— E Petal? — Rebeca questionou, tentando imaginar como cada um contribuía para o clã.

Jinn e Marcus trocaram um olhar cúmplice, e Marcus foi o primeiro a responder.

— Petal é uma bruxa incrível. Mas, você sabe, ela tem um jeito diferente de lidar com as coisas. Não é muito fã de armas, prefere usar magia — disse ele, fazendo um gesto de "mágica" com os dedos, o que fez Rebeca rir.

— E Viktor? O que ele faz quando não está lutando? — perguntou ela, a curiosidade a levando a mencionar o líder do clã.

Marcus trocou um olhar rápido com Jinn, o que fez Rebeca se perguntar se havia algo a mais na relação deles.

— Ah, Viktor é… — começou Jinn, um sorriso no rosto, — bem, ele é mais sério. Mas sempre que ele está por perto, podemos sentir que ele se preocupa com todos nós.

— É, e isso é o que faz dele um ótimo líder! — completou Marcus. — Mas quando está com você, parece que ele relaxa um pouco mais. É bom ver isso.

Rebeca sentiu o coração acelerar com a menção de Viktor, mas tentou manter a compostura.

— Estou feliz por ele se sentir assim. Ele é realmente um ótimo líder — respondeu, um sorriso tímido nos lábios.

A tarde avançava, e Marcus e Jinn continuavam a ensinar a Rebeca os fundamentos do combate, entre risadas e provocações amigáveis. Enquanto Rebeca lutava para aprimorar suas habilidades, a sensação de pertencimento começava a se infiltrar em seu coração, cada vez mais.

Marked by ShadowHistórias para pegar e não largar. Descubra agora