26 - camas e conjurações

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Mei continuou segurando Petal em seus braços, olhando para o corpo pálido da bruxa, sua expressão marcada pela preocupação. — Nós precisamos levá-la para descansar. — disse, tentando parecer firme, mas sua voz estava tingida de ansiedade.

Dante, sempre prático, sugeriu: — Vamos movê-la para um lugar mais confortável. Uma cama ou um sofá poderia ajudar.

— Eu vou ajudar. — Rebeca se ofereceu, mas Mei balançou a cabeça.

— Não, você deve ficar com Viktor. — Ela parecia determinada, mas Rebeca notou a fragilidade por trás de sua bravura. — Eu cuido da Petal.

Marcus se aproximou, colocando a mão no ombro de Mei. — Ela está certa. Você precisa ficar ao lado dele. A conexão que vocês têm pode ser o que ele precisa agora.

Rebeca queria protestar, mas ao olhar para o rosto de Viktor, percebeu que havia um ponto de verdade na insistência de Mei e Marcus. Se ela se afastasse dele, poderia não ser capaz de voltar. A determinação de Petal, a força dela em momentos de fraqueza, ecoava na mente de Rebeca. — Então, por favor, cuide dela. — pediu

Mei assentiu, sua expressão ainda tensa, mas a determinação brilha em seus olhos. — Eu prometo que vou cuidar dela. — E com isso, ela cuidadosamente levantou Petal, colocando um braço ao redor dos ombros dela enquanto Dante e Marcus ajudavam a apoiar seu peso.

Rebeca se virou de volta para Viktor, seu coração pesado. O que ela poderia fazer? Estava lutando para conter as lágrimas, mas não deixaria que o medo a dominasse.

— Eu estou aqui, Viktor. — ela murmurou, segurando sua mão. O toque era suave, mas ela sentiu a conexão se intensificar, como se a energia dela estivesse entrelaçada com a dele.

Os minutos passaram lentamente enquanto Rebeca apenas observava Viktor, tentando enviar toda a força que conseguia reunir para ele. O ambiente era pesado, a atmosfera carregada de tensão e preocupação. Os outros estavam ocupados com Petal, mas, por um momento, tudo parecia distorcido, como se o mundo tivesse se resumido àquela pequena sala, onde o destino de Viktor e o dela estavam entrelaçados.

Finalmente, o silêncio foi quebrado pela porta se abrindo. Jinn entrou, seu olhar determinado e alerta. — Como ele está? — perguntou, aproximando-se da cama.

Rebeca se virou, o coração apertado. — Ele ainda não acordou. — A voz dela falhou, mas ela tentou manter a compostura. — Petal… ela desmaiou. Mei a levou para descansar.

— Eu vi. — Jinn disse, olhando para Viktor. — Ele vai precisar de você.

Rebeca assentiu, sentindo a responsabilidade pesar em seus ombros. — O que eu posso fazer?

— Às vezes, só o fato de você estar aqui é suficiente. — respondeu Jinn. — Mas, se puder, tente se conectar com ele.

Rebeca fechou os olhos, a respiração se tornando mais profunda à medida que tentava canalizar a energia positiva. Imaginou uma luz aquecendo o espaço entre eles, uma conexão invisível que poderia ultrapassar qualquer dor ou sombra que o envolvesse. Ela se concentrou, tentando empurrar toda a sua força e amor para Viktor, como se sua própria energia pudesse alcançá-lo.

Um momento passou, e então, para sua surpresa, Rebeca sentiu uma mudança. Uma leve pressão na mão dela, quase como se Viktor estivesse respondendo ao seu toque.

— Viktor? — ela sussurrou, abrindo os olhos com esperança.

A expressão dele mudou lentamente, e uma linha de dor atravessou seu rosto. Seus lábios se moveram, mas as palavras estavam distantes. O coração de Rebeca disparou, a conexão entre eles se intensificando.

— Estou aqui. Estou aqui. — disse ela, a voz firme, mas suave. — Você não está sozinho.

Jinn, observando o momento, sorriu levemente. — Isso é bom. Ele está respondendo.

Rebeca não conseguia desviar o olhar de Viktor, esperando por mais sinais de que ele estava se recuperando. O mundo ao redor parecia desvanecer enquanto a intensidade do que sentiam um pelo outro se tornava cada vez mais clara.

As batidas do coração de Rebeca estavam sincronizadas com a presença de Viktor. Era uma sensação estranha, mas reconfortante. E, enquanto a noite continuava lá fora, ela sabia que, independentemente de tudo, não desistiria dele.

— Você vai ficar bem, Viktor. Nós vamos passar por isso juntos — murmurou, a esperança brilhando como uma chama em seu peito.

O ar ao redor parecia vibrar com essa certeza, enquanto as sombras da noite se mantinham à distância, incapazes de invadir a luz que surgia entre eles.

Marked by ShadowHistórias para pegar e não largar. Descubra agora