O grupo se dirigiu rapidamente ao quarto onde Viktor estava. O caminho era iluminado por lanternas que pendiam nas paredes, lançando uma luz suave que mal dissipava a escuridão crescente da noite. A tensão no ar era palpável, e o coração de Rebeca batia acelerado. Ela estava ansiosa para ver Viktor, mas a imagem da ferida dele a atormentava.
Ao chegarem à porta do quarto, Ellie foi a primeira a abrir, revelando um ambiente que estava mais sombrio do que o habitual. O cheiro de ervas e a leve fumaça de incenso preenchiam o ar. Petal estava de pé ao lado da cama, parecendo desgastada e exausta. Seus cabelos longos estavam bagunçados, e suas bochechas estavam pálidas, quase como se sua energia tivesse sido drenada.
— Petal! — exclamou Mei, seus olhos se arregalando de preocupação. — Você está bem?
Petal levantou a cabeça, mas o esforço parecia custar mais do que ela podia suportar. — Estou… estou bem, apenas… — Sua voz era fraca, quase inaudível. — Apenas gastei muita energia.
Rebeca entrou no quarto, seu olhar imediatamente se fixando em Viktor. Ele estava deitado na cama, os olhos fechados, o rosto pálido e marcado pela dor. Um curativo estava envolto em sua lateral, onde a ferida aparentemente havia sido tratada. O coração de Rebeca afundou ao ver seu estado, e ela se aproximou da cama, a preocupação se espalhando pelo seu corpo.
— Viktor… — chamou, sua voz um sussurro.
Ele não respondeu, mas seus lábios se moveram levemente, como se estivesse sonhando. Rebeca se virou para Petal, buscando respostas.
— O que aconteceu? Ele vai ficar bem? — perguntou, a ansiedade transparecendo em seu tom.
Petal se esforçou para se manter de pé, as mãos trêmulas ao lado do corpo. — Ele foi atingido por magia negra durante a luta. Era… algo forte, uma infecção de trevas que se espalhou pela ferida. Eu consegui curá-lo parcialmente, mas foi difícil. Tive que usar mais energia do que eu esperava.
Mei se aproximou, sua expressão mudando de preocupação para determinação. — Você não deveria ter se forçado tanto, Petal.
Petal tentou dar um sorriso, mas ele não chegou a tocar seus olhos. — Eu precisava, Mei. Ele é importante, e eu não poderia deixá-lo assim.
Rebeca, ouvindo a conversa, sentiu uma onda de admiração por Petal, mas também de preocupação. — E você? Está bem? Você parece… exausta.
Petal balançou a cabeça, mas as sombras sob seus olhos revelavam a verdade. — Eu só preciso de um momento. O poder que eu usei foi intenso, e eu não sou indestrutível.
Jinn e Marcus, que estavam observando, trocavam olhares de preocupação. Marcus se aproximou de Petal, tentando encorajá-la. — Você fez o que pôde. É o que importa. Mas agora, precisamos que você descanse.
No entanto, antes que alguém pudesse continuar, Petal começou a tremer levemente, seus olhos se fechando lentamente. O corpo dela cedeu, e ela desabou, desmaiando.
— Petal! — gritou Mei, correndo até ela e pegando-a nos braços antes que pudesse cair no chão. A preocupação em seus olhos era evidente, apesar de seus esforços para manter uma postura firme.
Rebeca sentiu seu coração disparar ao ver a cena. — O que aconteceu? Petal! — Ela se agachou ao lado de Mei, olhando para Petal que agora estava inconsciente. — Precisamos fazer algo!
Ellie se aproximou rapidamente, sua expressão preocupada. — Eu vou buscar algo para ajudar. O que ela precisa? — Perguntou, já se dirigindo para a porta.
— Não! — Rebeca exclamou. — Fique aqui! O que podemos fazer?
Mei olhou para Rebeca, a preocupação em seu rosto se misturando com algo mais profundo, uma fraqueza que ela não estava disposta a admitir. — Ela precisa de um pouco de descanso e água. O que ela fez exigiu muito dela, e eu não percebi que estava indo longe demais.
Dante, observando a situação, fez um gesto para Jinn e Marcus. — Vamos nos certificar de que ela fique confortável. Nós precisamos de um lugar mais tranquilo.
Enquanto o grupo trabalhava para cuidar de Petal, Rebeca sentia a ansiedade crescendo em seu peito. Olhou para Viktor novamente, sua presença quase etérea no leito. — Ele… ele precisa saber que estamos aqui — murmurou, a voz embargada pela emoção. — O que podemos fazer por ele?
Jinn se virou para Rebeca, os olhos cheios de compreensão. — A conexão que você sente por ele pode ser mais poderosa do que imagina. Às vezes, o amor e a preocupação podem ajudar na recuperação.
Rebeca assentiu lentamente, a verdade do que Jinn dizia ressoando dentro dela. Mas enquanto se concentrava em Viktor, a imagem de Petal desmaiada a perturbava. Mei ainda segurava Petal em seus braços, a expressão preocupada não se afastando de seu rosto.
— Petal, por favor, volte para nós — Mei sussurrou, a vulnerabilidade em sua voz revelando a profundidade de seu cuidado, mesmo que não admitisse abertamente.
No silêncio que se seguiu, a sala estava cheia de sentimentos não ditos e de laços invisíveis, todos focados em dois dos seus. Rebeca respirou fundo, tentando canalizar sua energia, sua determinação e a força que Petal havia demonstrado. O amor, pensou, pode ser a chave para trazer Viktor de volta à luz.
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Marked by Shadow
FantasyApós ouvir rumores sobre um bar misterioso onde as sombras da sociedade se reúnem, a destemida jornalista Rebeca segue sua curiosidade até o coração do French Quarter, em Nova Orleans. Lá, ela cruza o caminho de Viktor, um vampiro enigmático com uma...
