48 - papéis e missões, e como não surtar

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Enquanto os outros se espalhavam pela cidade com suas respectivas tarefas, Jinn se encontrava em um dos locais mais discretos da cidade, longe do caos que envolvia a mansão. Ele caminhava por um beco estreito, onde o cheiro de concreto e mofo se misturava ao ar quente e úmido que vinha do rio próximo. A névoa da manhã estava começando a dissipar, mas o calor de Nova Orleans nunca dava trégua, e a sensação de abafamento pairava sobre tudo, como um manto invisível.

O beco estava quieto, exceto pelo som do vento passando entre as rachaduras dos prédios e o distante barulho do tráfego na rua principal. Jinn ajustou o colarinho da sua jaqueta preta enquanto observava atentamente a entrada de um prédio antigo, cujas janelas empoeiradas refletiam a pouca luz que havia no ambiente. Não havia uma placa visível, nada que indicasse o que estava por dentro, mas ele sabia exatamente onde estava.

Com um último olhar para as sombras que o cercavam, Jinn empurrou a porta de ferro enferrujada e entrou. O cheiro de tabaco velho e madeira queimada se misturava com o leve toque de álcool no ar, lembrando-lhe de que aquele lugar não era como os outros. A luz tênue e amarelada iluminava o espaço, revelando uma sala silenciosa com poucos frequentadores. Uma mesa no canto estava vazia, e foi para ela que Jinn se dirigiu, sem fazer um único som.

O ambiente parecia preso no tempo - as paredes cobertas por papéis antigos e as marcas de anos de uso nas tábuas do chão. O silêncio ali era denso, mas Jinn se sentia confortável com isso. Ele estava habituado a lugares assim, onde cada respiração ecoava e qualquer movimento poderia ser detectado. Ele não estava ali para ser visto, mas para ouvir, para captar cada fragmento de informação que pudesse ser útil.

Enquanto aguardava, Jinn se manteve observando cada detalhe ao seu redor, cada rosto no lugar. Não era difícil notar que ali não estavam apenas humanos, mas também seres do submundo, criaturas das sombras e da noite. Ele poderia sentir a leve vibração no ar, uma sensação quase imperceptível, mas familiar. As criaturas sobrenaturais estavam por ali, observando, esperando, assim como ele.

Quando finalmente o homem apareceu, Jinn sentiu a mudança na atmosfera. A entrada foi silenciosa, mas o homem, um indivíduo de aparência comum, estava longe de ser o que parecia. O cheiro de suor e de um aroma forte de ervas escapava dele, um sinal de que estava acostumado a lidar com elementos mais sombrios. Jinn manteve-se impassível enquanto o homem se aproximava e tomava seu lugar à mesa.

Marked by ShadowHistórias para pegar e não largar. Descubra agora