Rebeca continuava encarando Petal, o coração acelerado e a cabeça cheia de perguntas. Era como se cada palavra dita pela mulher adicionasse uma nova camada ao mistério que a envolvia. Petal levantou-se com suavidade e foi até a mesa repleta de frascos, pegando um pequeno recipiente de vidro cheio de um líquido esverdeado que parecia pulsar levemente.
— Tome isso — disse Petal, entregando o frasco para Rebeca. — Vai ajudar com os efeitos colaterais da... marca.
Rebeca segurou o frasco, hesitando. Ela olhou para o líquido, depois para Petal, como se procurasse alguma garantia.
— Não vou te envenenar — brincou Petal, arqueando uma sobrancelha. — Confie em mim, se quisesse te machucar, já teria feito isso. Mas você vai precisar estar lúcida para entender o que vou te contar.
Relutante, Rebeca levou o frasco aos lábios e engoliu o conteúdo de uma vez. O sabor era amargo, mas logo uma sensação de calma começou a se espalhar pelo seu corpo. Ainda segurando o frasco vazio, ela respirou fundo e encarou Petal.
— Certo. Agora você pode me explicar o que está acontecendo?
Petal cruzou os braços e começou a falar, sua voz firme, mas não sem uma dose de empatia.
— Viktor mencionou o "clã" ontem à noite, e agora você faz parte dele, de certa forma. Você se tornou uma... protegida, podemos dizer.
Rebeca piscou, sentindo o impacto dessas palavras. — parte de um clã? Existem mais...criaturas?— questionou, com um nó na garganta.
— Sim, — respondeu Petal, com um tom grave. — E cada uma delas tem uma razão, uma verdade que vai além do que as pessoas costumam ver.
Rebeca balançou a cabeça, a confusão ainda dominando sua expressão.
— Eu não pedi para ser protegida. Eu nem sei o que isso significa! — Ela soltou um suspiro frustrado. — Não quero fazer parte disso... Eu tenho minha vida... meu trabalho...
— Não é tão simples, — Petal a interrompeu gentilmente. — A conexão que você tem agora, Rebeca, não é algo que se pode simplesmente ignorar. Viktor deixou uma marca em você, e ela a liga a nós... e também a coloca em risco.
As palavras de Petal eram suaves, mas carregavam um peso profundo. A cada palavra, Rebeca sentia que o mundo que conhecia se distanciava mais e mais, e uma nova realidade, sombria e irresistível, começava a se desenrolar à sua frente.
Rebeca olhou para Petal, uma mistura de medo e curiosidade crescendo em seu peito.
— E agora? — perguntou em voz baixa, quase como um sussurro. — O que eu faço?
Petal deu-lhe um sorriso reconfortante, apertando sua mão levemente.
— Agora, você precisa aprender a viver nesse mundo, — disse, em um tom quase protetor. — E nós estaremos aqui para ajudá-la.
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Marked by Shadow
FantasyApós ouvir rumores sobre um bar misterioso onde as sombras da sociedade se reúnem, a destemida jornalista Rebeca segue sua curiosidade até o coração do French Quarter, em Nova Orleans. Lá, ela cruza o caminho de Viktor, um vampiro enigmático com uma...
