Petal e Dante estavam completamente imersos no ambiente ao seu redor. Cada folha, cada movimento no ar, parecia fazer parte de uma orquestra silenciosa que só eles conseguiam ouvir. A atmosfera estava carregada com algo indefinido, uma presença que ainda não se mostrava, mas que ambos sentiam como uma sombra encoberta, pronta para saltar.
— Há algo aqui. — Petal sussurrou, suas mãos ligeiramente erguidas, a energia mágica começando a pulsar ao seu redor. Ela estava se preparando para invocar algo que pudesse revelar a presença oculta. Seus olhos se fecharam por um momento, focando-se na essência ao redor.
Dante, apesar de manter-se alerta, não podia deixar de observar o comportamento de Petal. Ele sabia que ela tinha uma conexão profunda com a natureza e a magia, mas em momentos como este, ele também sabia que isso podia ser tanto uma bênção quanto uma maldição. A magia dela era poderosa, mas, por vezes, trazia consigo forças incontroláveis.
— O que você sente? — Dante perguntou, sua voz baixa.
Petal abriu os olhos, um brilho etéreo os iluminando. Ela não respondeu de imediato, mas seu corpo se tendeu, como se estivesse sentindo uma pressão no ar. Um estalo de galho ecoou à distância, quebrando a tensão que pairava. Ela virou a cabeça rapidamente, sinalizando a Dante que algo estava se movendo.
— Eles estão aqui — disse ela com uma calma tensa. Ela fez um movimento rápido com a mão, conjurando um feitiço silencioso que fez o ar ao redor deles se agitar levemente. Em resposta, uma névoa densa começou a se formar ao seu redor, permitindo-lhes se ocultar melhor.
Dante não hesitou. Ele estava pronto para qualquer coisa. Sua respiração estava calma, os sentidos aguçados. Ele sabia que o que quer que os observasse ali não era um simples animal da floresta, mas algo mais perigoso. Seus instintos de lobo estavam em alerta máximo.
— Vamos ficar juntos. Não podemos nos separar aqui. — A voz de Dante era firme, e sua postura indicava que ele estava pronto para lutar se necessário.
Petal fez um movimento com a cabeça, assentindo. Ela sentiu a aproximação das presenças, mais intensas agora. Algo se movia à sua volta, algo que não era simplesmente uma ameaça física, mas uma presença de energia, algo que se escondia nas sombras da floresta.
De repente, algo se materializou na névoa ao redor deles — sombras humanoides, distorcidas, quase translúcidas, como se fossem seres que habitavam entre os mundos. Seus olhos brilhavam com uma luz sombria, e eles se aproximavam silenciosamente, mas com uma pressão palpável.
— Eles não são normais. — Petal murmurou, mais para si mesma, sentindo o poder escuro emanando dos seres à frente.
Dante se preparou, com o olhar fixo nas sombras. Ele sabia que o confronto seria inevitável. Porém, ao invés de agir impulsivamente, ele se manteve atento aos movimentos ao redor, esperando o momento certo.
As figuras começaram a se aproximar, mais rapidamente agora, seus passos pesados ecoando na floresta. Eles estavam aqui para algo específico, e não eram inimigos comuns. A tensão cresceu, o ar ficando mais denso, como se a floresta estivesse tentando engolir os dois.
Petal estendeu a mão, os dedos se curvando em um gesto sutil, enquanto murmurava palavras de uma língua ancestral. Uma corrente de energia mágica se formou em torno dela, iluminando a escuridão ao redor. Com um movimento rápido, ela disparou a energia, que cortou a névoa como uma lâmina afiada, colidindo com as sombras e revelando parcialmente sua verdadeira forma.
Dante avançou junto, usando sua agilidade para se posicionar ao lado de Petal, pronto para atacar. Mas antes que qualquer um dos seres pudesse reagir, Petal fez um movimento mais forte com as mãos, criando uma barreira de energia ao redor de ambos. A força de sua magia era visível agora, pulsando no ar como uma tempestade prestes a se desatar.
Os seres hesitaram, olhando com uma mistura de curiosidade e desconfiança. Petal sabia que estavam testando sua resistência. Eles queriam algo mais — talvez a magia que ela estava canalizando, talvez uma resposta do mundo que eles habitavam.
— Não se aproximem mais. — A voz de Petal foi suave, mas carregada de autoridade. Ela sabia o que estava fazendo. Não era só uma questão de poder, mas de controle sobre o que ela poderia conjurar.
Os seres ficaram imóveis por um momento, avaliando a situação. Mas, sem aviso, eles dispararam na direção de Petal e Dante, mais rápido do que qualquer movimento humano, suas sombras se esticando e se distorcendo enquanto avançavam.
Dante reagiu instintivamente, saltando para o lado de Petal e lançando uma onda de energia concentrada de sua própria forma, um poder bruto e primal. A onda colidiu com as sombras, forçando os seres a recuar temporariamente, mas não sem antes mostrar o quão perto estavam de vencer.
— Agora! — Petal gritou, estendendo ambas as mãos e invocando uma energia muito maior, algo que parecia chamar a própria essência da floresta em sua ajuda.
A terra tremia, e a magia de Petal se expandiu como uma onda poderosa, desintegrando as sombras ao seu redor. Quando a energia dissipou, a névoa desapareceu, e a floresta voltou ao seu estado natural.
Dante, ofegante e com os sentidos aguçados, olhou ao redor. Não havia mais sinais dos seres sombrios. A batalha havia terminado.
— Eu sabia que tinha algo mais aqui... — Dante murmurou, aliviado, mas ainda em estado de alerta.
Petal olhou para ele, com um sorriso sutil nos lábios. — O que mais poderia estar esperando por nós aqui, Dante?
Eles estavam em silêncio por um momento, absorvendo a intensidade do confronto.
— Vamos continuar. — Dante disse, com um olhar determinado. Eles sabiam que havia mais por vir.
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Marked by Shadow
FantasyApós ouvir rumores sobre um bar misterioso onde as sombras da sociedade se reúnem, a destemida jornalista Rebeca segue sua curiosidade até o coração do French Quarter, em Nova Orleans. Lá, ela cruza o caminho de Viktor, um vampiro enigmático com uma...
