EU VOLTANDO EM FALLEN ANGEL DE NOVO. NEM ACREDITO NISSO.
Há muito tempo, vocês vêm me pedindo mais um capítulo bônus de Fallen Angel, e alguns, até mesmo, uma segunda temporada dessa história que se tornou tão importante para mim, que, sempre que tenho oportunidade, volto nela. Foi um enredo tão envolvente; me senti abandona quando terminei, com tanta saudade que meu coração apertava só de lembrar da paciência da Camila, e da forma que a Lauren sempre dava a ela tudo que conseguia, mesmo que esse tudo seja tão pouco. De qualquer forma, senti que deveria fazer esse Especial de Natal, para aquecer o meu coração e o de vocês. E, claro, para agradecer pelos 300K de leitura que, atualmente, Fallen Angel já ultrapassou. Vocês são INCRÍVEIS, realmente meus anjos!
Sem mais delongas, vamos nessa!
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ESPECIAL DE NATAL
FALLEN ANGEL
Manhattan — Nova Iorque | 25.12
Noite de Natal.
A atmosfera do teatro é mágica, quase surreal. Estou no camarote elevado, com vista privilegiada do palco principal. As luzes do auditório estão baixas, deixando todo o foco para o espetáculo que se desenrola abaixo de mim. A orquestra preenche o espaço com as notas imortais de Tchaikovsky, e meu coração acompanha o ritmo, como se também fosse parte da música. A mesma música que tanto já toquei, neste mesmo palco.
Lá está ela, a maior bailarina de nossa era, no centro do palco, iluminada por uma luz suave que parece quase etérea. Seus movimentos, como sempre, são de uma precisão sobrenatural, cada salto e pirueta desafiando a gravidade como se ela fosse feita de ar e não de carne e osso. Vestida em um delicado figurino branco com detalhes dourados, ela parece um espírito de Natal, uma criatura saída de algum sonho. Ainda consigo me impressionar com sua beleza, mesmo após tantos anos.
Enquanto dança, os flocos de neve cenográficos caem ao seu redor, rodopiando como se obedecessem à mesma melodia que guia seus passos. O público está em completo silêncio, como se até respirar fosse uma distração imperdoável. É impossível não se perder em cada gesto, em cada extensão perfeita de suas pernas e braços. Ela é Clara, na incrível e clássica reprise de O Quebra Nozes, a essência da história, e, ao mesmo tempo, algo, além disso —uma deusa moldando o tempo e o espaço com seu talento. A minha deusa.
A música cresce, os violinos e os metais se entrelaçam em um clímax glorioso. Ela gira, uma pirueta após a outra, cada movimento executado com uma perfeição tão absoluta que parece impossível que ela não tenha ensaiado isso com os próprios deuses, e eu perdi. Então, em um último salto, ela para, completamente imóvel, com os braços erguidos e a cabeça inclinada ligeiramente para trás.
O som da música se extingue, e o teatro parece congelar por um instante. Depois, como se uma barragem tivesse rompido, os aplausos explodem. Palmas, gritos de admiração, e até alguns "bravos!" ecoam pelo espaço. Minha própria respiração está presa na garganta, e percebo que minhas mãos já estão aplaudindo antes mesmo que minha mente se dê conta.
Ela inclina o corpo em uma reverência, o sorriso no rosto irradiando algo entre felicidade e orgulho merecido. Meu sorriso vaza pelo canto dos meus lábios quando o último acorde do violino é tocado, e as cortinas grossas cobrem todo o palco que, há uma hora e meia, eu estou admirando.
A plateia continua à loucura. Nos levantamos, batendo palmas em um perfeito coral, com exceção dos gritos exasperados de cada fileira. Do camarote, consigo ver perfeitamente aquele mar de pessoas clamando por ela, jogando rosas de diferentes cores, mas em sua grande maioria vermelha, no palco. Grito por ela, como se fosse apenas mais um de seus admiradores, até que o momento tão aguardado quanto o início da apresentação surge. Lauren Jauregui volta ao palco, juntamente com a equipe de bailarinos que compôs o elenco de O Quebra Nozes, para saudar o público.
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Fallen Angel
ФанфикшнCamila, recém-chegada a New Richland, aceita trabalhar como assistente pessoal da renomada bailarina Lauren Jauregui, única sobrevivente de um trágico acidente familiar. Determinada a juntar dinheiro para deixar a cidade onde foi obrigada a morar, C...
