Camila, recém-chegada a New Richland, aceita trabalhar como assistente pessoal da renomada bailarina Lauren Jauregui, única sobrevivente de um trágico acidente familiar. Determinada a juntar dinheiro para deixar a cidade onde foi obrigada a morar, C...
Veio aí então o capítulo bônus, e dando um spoiler: eu estou chorando pra caralho, porque está tão lindo que nem eu acreditei que escrevi isso mesmo. O desfecho está lindo, espero que gostem. E me contem o que acharam! Ps: O capítulo não foi revisado, porque queria postar logo, então com certeza terão erros que eventualmente serão corrigidos.
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Los Angeles, Califórnia | 3 anos depois.
Vasculho meu Instagram que a muito tempo se tornou mais profissional do que pessoal pela milésima vez. Outras curtidas, comentários, mensagens e seguidores chegam, mas nada me atrai. Pensei que nunca poderia me acostumar com o reconhecimento, e embora ainda acredito nisso, em relação às redes sociais foi mais fácil ronque eu imaginava. No início, quando me apresentei com Lauren pela primeira vez, eu fiquei impactada com o aumento do engajamento, mas agora, é tão normal para mim que espero por ele –principalmente depois que consegui me inserir de vez na filarmônica dos Estados Unidos, após um ano inteiro e meio de testes e audições.
Estou em um dos estúdios usados para o ensaio da orquestra, pois terei uma apresentação em conjunto no próximo final de semana, e faz quase um mês que precisei me alojar em Los Angeles, a fim de prosseguir com os ensaios presenciais, enquanto Lauren estava em Nova Iorque, realizando alguns espetáculos. Nos últimos meses, nossas agendas começaram a se bater muito, e isso me fez conhecer novamente o verdadeiro significado da saudades. Neste mês, por exemplo, depois que a deixei para vir ensaiar em Los Angeles até o concerto ser finalizado, vi Lauren apenas ontem, quando a mesma terminou seus espetáculos e pode vir ficar comigo. Parece que um buraco abre dentro de mim toda vez que estou longe dela, sem poder receber seu carinho.
É ela quem estou esperando agora, também, e, impaciente e ansiosa para poder sair, finalmente ter o final de semana inteiro com ela e realizar o que eu vinha planejando a meses, eu disco seu numero pela quarta vez. No terceiro toque, ela atende. Já se passam das oito da noite.
— Oi, amor.
— Lauren, você já está chegando? – Repito a mesma pergunta, trocando minha posição no sofá vazio do meu camarim.
— A dez minutos. Por quê?
— Estou entendida aqui, vem logo – eu reclamo, suspirando fundo. – Mas passa em uma farmácia e compra remédio para cólica antes, eu esqueci e agora estou sofrendo com isso.
— Acho que eu te avisei umas quatro vezes que você iria menstruar – ouço o barulho da seta do carro que compramos a quase um ano atrás, quando decidimos que também deveríamos comprar uma casa em Los Angeles, já que, depois de New Richland e Nova Iorque, essa era a cidade que mais visitamos. – Mas como de costume, você não me ouviu.
— Eu te falei que não iria aceitar você conhecer meu corpo mais do que eu.