68 - Fim!

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                              Devon

                      5 anos depois

— Iremos fazer a reunião amanhã mesmo. Depois eu ligo e aviso os detalhes. Tenho que desligar.

— Certo, então até mais — encerro a ligação, colocando o celular na mesinha de centro da sala.

A minha vida ultimamente tem sido fazer reuniões todas as semanas, supervisionar os trabalhos dos funcionários da Ali-tech, já que eu gerencio tudo aqui de casa, fica um pouco mais difícil acompanhar tudo de perto.

Desde que construí essa empresa, estabeleci algumas regras para nunca me tornar visível ao público e manter a minha privacidade longe de qualquer olheiro, ainda mais quando a empresa está subindo tanto no ranking de tecnologia nos Estados Unidos. Nomeei um gerente de confiança para ficar na liderança da empresa, enquanto eu comando tudo como presidente oculto.

Desde todos os acontecimentos de anos atrás, minha vida mudou bastante para melhor, é claro. Sinto-me feliz de verdade, deixei tudo da minha vida passada para trás, menos uma pessoa...Tenho novos objetivos, muitos melhores, que incluem cuidar da minha família… Falando em família, onde está ele? 

Meus olhos percorrem cada canto da sala, sala essa que está em uma enorme bagunça de brinquedos espalhados por todos os lados. Não posso desviar o olhar por um minuto que ele desaparece. Pergunto-me se ele tem algum tipo de foguete nas perninhas, pois some tão rápido. 

Começo a andar para procurá-lo pela casa. No processo, acabo quase pisando na tartaruga da Diana. Precisamos ter uma conversa séria sobre ela não deixar os seus animaizinhos de estimação no chão.
Semana passada, quase pisei no hamster de estimação dela. Essa casa está quase virando um zoológico, de tantos animais. Ao todo, são dois cachorros que ela encontrou na rua, três gatinhos que ela fez a gente adotar, me fez comprar um aquário de peixes de todos os tipos, dois hamsters, um porquinho-da-índia e uma tartaruga. Quando esses animais se juntam, é uma bagunça só. Agora, diz ela que quer uma aranha de estimação. Aranha? Onde já se viu isso? Acho meio improvável Nicole  deixa ela trazer uma aranha pra casa. Diana ama animais, o que é bem notável na nossa casa. Dá para ver o seu desejo em ser veterinária. Eu só espero que ela não peça porcos como estimação ou uma vaca.

Pego a tartaruga e coloco para o lado de fora, no jardim, conferindo se ele está aqui.

— Hardin, onde você está? — chamo o seu nome.

Se tem uma coisa que ele ama fazer, é brincar de esconde-esconde. Nenhum barulho é ouvido e, para uma criança ficar em silêncio, só pode estar aprontando.

Caminho na direção onde ele mais gosta de ir: a cozinha.

Ando até lá sem fazer barulho, mas lógico que piso em um brinquedo, uma pelúcia de raposa, o seu favorito, menos mal que não é um animal.

Seguro e, enquanto entro na cozinha, o silêncio confirma as minhas suspeitas e quase tenho um infarto quando vejo a cena a seguir: um pinguinho de gente de dois anos de idade esparramado no chão, com a geladeira aberta, coberto de cobertura de bolo de chocolate. Quando me vê, seus olhos pretos como os meus se arregalam, como alguém que acaba de ser pego fazendo travessuras.

O menino está uma completa bagunça: a roupa branca está toda manchada de chocolate, além da boca toda suja, e o cabelo, em seu corte "tigelinha", está grudado na testa, com certeza, por causa do chocolate. Passo a mão na testa, observado por vários segundos, e só penso em uma coisa: Nicole vai me matar.

— Meu filho, o que você está fazendo? — Nem sei por que pergunto, aqueles olhinhos inocentes desviam o olhar, limpando a mão suja na camisa, piorando mais a situação. vou ter ataque cardíaco.

Acordo PerigosoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora