Devon
A minha vingança foi feita, embora o alívio não tenha chegado ao meu corpo. Matar Miller não trouxe nada de volta. Trouxe-me mais dúvidas, mais raiva, mais ódio, e agora tenho que confrontar o meu pai, o ser que traiu da pior forma possível. Quero que ele diga, olhando nos meus olhos, se teve tal coragem. Eu nem sei do que sou capaz de fazer quando o encontrar.
Deixei o local depois de jogar gasolina em todo o lugar e queimar tudo, e fui em direção à casa dos meus pais. Estou cheirando a gasolina e fumaça, e tenho certeza de que o meu estado não é dos melhores.
Enquanto vou para lá, os meus pensamentos me levam para longe. Miller deixou de ser um peso para mim ao descobrir que agora o meu inimigo era o meu pai. As coisas não estão indo de acordo com o planejado. Nada ia. Penso em Nicole e, mesmo que eu me reprimisse por fazer isso, pensar nela, preocupado como ou onde ela poderia estar. Afasto os pensamentos. Não, não posso pensar nela, não posso me afundar nisso.
Quando chego à casa e atravesso o portão saindo do carro, está tudo muito quieto. Não há os seguranças que normalmente ficam pelo perímetro da casa. Será que tinham viajado? O pensamento me ocorre.
Cal ronrona no meu pé, andando ao meu redor com seus miados. Meu velho companheiro, confesso que senti falta desse gato, o gato que Nicole tanto gostava. Tudo sempre me leva a lembrar dela.
Começo a andar em direção à entrada da casa enquanto Cal me segue miando. Abro a porta e adentro. A casa também está silenciosa, até demais.
Subo em direção ao escritório do meu pai. Ele tem que estar lá. Sinto minha raiva vir com mais força enquanto marcho até lá, abrindo a porta com tudo. E lá está ele, debruçado sobre a mesa, dormindo tranquilamente, como se não tivesse acabado com a minha vida.
— Pai! Eu sei, já sei de tudo! — trovejo, fechando a porta com força e caminhando até a sua mesa. Ele nem se atreve a levantar a cabeça e olha nos meus olhos como um homem, o que me deixa mais irado. — Tá fingindo que está dormindo? Eu sei que foi você que mandou matar a Nicole!
Nada.
Uno as sobrancelhas em descrença e me aproximo, pronto para puxá-lo com tudo da cadeira, mas, quando chego perto, franzo o rosto ao seguir um rastro de sangue no chão que o leva até ele. Sacudo meu pai e quase caio em choque quando noto que ele parece ter levado um tiro na cabeça. Meu peito se agita enquanto tento-o acorda desesperadamente.
— Pai, acorda! — o sacudo, sentindo os meus olhos queimarem, prendo a respiração, olhando-o em choque, sem acreditar no que estou vendo.
Ele está morto.
Que merda aconteceu? Quem fez isso com ele?
O meu pai nunca fica sozinho, sempre tem dois ou três seguranças o acompanhando sempre. Nada disso faz sentido. Cadê as pessoas dessa casa?
A porta se abre bruscamente e eu tomo um susto, me virando na direção e avisto meu primo Vitor com uma arma apontada na minha direção, junto de dois homens, cada um de seu lado.
— Olá, priminho — sua voz cínica ecoa no escritório. O jeito como esse ser está me olhando diz muita coisa.
Sigo o olhar para o meu pai, deitado com a cabeça na mesa, morto, e volto para Vitor, meu estômago embrulhado.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Acordo Perigoso
Dragoste🔞 Devon Montenegro está acostumado a ter tudo o que quer e não mede esforços para conseguir. Um dia seu caminho se cruza com uma mulher, fica encantado imediatamente pela bela Nicole Franco, uma mulher de 22 anos que tem que fazer de tudo para sobr...
