Devon
— Você está me dizendo que alguém roubou a mercadoria? — Meu sangue está fervendo de raiva enquanto olho para esses dois capangas incompetentes à minha frente. Eles parecem um pouco apavorados, embora não devam demonstrar isso para mim. São um bando de incompetentes e estão prestes a me arruinar com suas burrices, o que vai afetar seriamente a minha imagem perante o meu avô, que já me vê como uma criança imatura que não dará conta de tomar conta dos negócios da família. Já basta que eu seja o mais novo.
— Um caminhão estava levando a mercadoria e fizemos uma parada. Não sei como, nesse meio tempo, um cara fingindo ser policial nos parou e acho que alguém aproveitou nossa distração e roubou — um deles me informa. Respiro pesadamente, passando a mão na têmpora.
— Então quer dizer que vocês estavam distraídos ao invés de estarem atentos?! — exclamo.
Eles se encolhem.
O meu avô me deixou encarregado de cuidar das entregas dessas merdas dessas mercadorias e agora, se o cliente não receber, isso vai dar merda. Uma tarefa simples como essa e agora estou prestes a ir à ruína. Meu primeiro teste para mostrar que sou capaz de assumir a máfia se transformou nisso.
— Nós vamos encontrá-los e vamos dar um jeito, senhor.
Eu solto uma risada sarcástica e saio de trás da mesa, caminhando até eles com impaciência.
— É melhor vocês fazerem isso mesmo, porque se não… — aperto a garganta de um, fazendo-o sufocar no chão, tiro minhas mãos do seu pescoço e piso na mão dele com força, enquanto ele se contorce de dor — vocês e eles vão para o inferno juntos.
Olho para os dois com um semblante impenetrável, embora eu esteja planejando mentalmente como acabar com eles.
— Sim, senhor — falam juntos em sintonia.
— E andem logo!
— O que aconteceu por aqui? — Ricky entra na sala assim que os dois incompetentes vão embora.
— Esses incompetentes não fazem nada direito, perderam uma parte da mercadoria.
— O quê? Se seu avô souber disso…
— Eu sei, caramba! Eu tenho que ser logo o presidente, assumir os negócios e deixar de ser um mero gerente — suspiro, me jogando na minha cadeira. Eu não tenho nenhum poder real nessa empresa e muito menos na máfia. Eu tenho que provar que sou apto a assumir tudo isso, e casar com Nicole foi o meu primeiro plano, os outros não podem dar errado.
— Se tem alguém que vai ocupar esse cargo, é você.
— Preciso que você cuide dessa parte da mercadoria e depois se livre daqueles imprestáveis — ordeno. Ricky assente.
— Sim, senhor. E tem uma coisa que precisa saber: seu avô vai chegar na semana que vem — informa.
— Nem sei se isso é bom ou ruim, vou ter que preparar Nicole.
— Em falar nisso, ela sabe do mundo em que você vive, de tudo?
— Claro que não. Eu prefiro que não saiba, apesar de achar que ela pensa que tem algo de errado comigo.
— Mas ela precisa saber, você não acha?
— Eu não quero envolvê-la em nada disso, até porque é um casamento por conveniência e não seria nada bom se ela descobrisse e, sei lá, usasse isso contra mim.
Ele assente.
— Tem razão, enfim, irei cuidar dos negócios.
— Vai lá.
◇
— Então, o meu avô vai chegar semana que vem — anuncio. Nicole me olha sentada no sofá do meu quarto, eu permaneço em pé, tirando o meu terno.
— Isso é bom ou ruim? — pergunta ela.
— Não sei, mas teremos que interpretar bem o papel.
— Sou uma ótima atriz, pode confiar — zomba.
Ela tem um senso de humor, pelo menos.
— Claro, mas enfim, tem algo que precisa saber: o meu avô não sabe que eu sei sobre o câncer, na verdade, ninguém sabe além de mim. Descobri por acaso, em um descuido dele, que deixou receitas de remédios em seu escritório expostas.
— Ah, não sei o que dizer.
— Você só precisa se concentrar em ser minha esposa e, para isso, eu quero que você compre roupas mais… — tentei encontrar palavras para não inferiorizar as suas vestimentas. Não que fossem ruins, mas a minha família é chata com coisas de roupas caras, e se eles aparecerem no dia da volta do meu avô, pode ter certeza de que vão fazer de tudo para diminuí-la.
Ela arqueia a sobrancelha, esperando eu terminar.
— Que não diga que sou uma garota pobre que quer arrancar a fortuna do seu neto — diz com ironia.
Solto um risinho.
— Não é por mim, na verdade eu gosto… — eu paro um pouco para observar suas roupas, um vestido curto que realça suas curvas vantajosas e deixa à mostra suas lindas pernas. Sinto um calor percorrer áreas que não deveria enquanto a encaro, parecendo um depravado. Pigarreio, voltando a encarar seus olhos escuros. Acho que ela percebeu onde eu estava olhando, porque franze a testa e cruza as pernas — das suas roupas… — termino de dizer.
— Só por causa disso, vou seguir seu conselho e comprar roupas que vão até o tornozelo. — Ela se levanta, indo em direção ao closet, mas não antes de acrescentar: — Seu depravado.
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Acordo Perigoso
Romance🔞 Devon Montenegro está acostumado a ter tudo o que quer e não mede esforços para conseguir. Um dia seu caminho se cruza com uma mulher, fica encantado imediatamente pela bela Nicole Franco, uma mulher de 22 anos que tem que fazer de tudo para sobr...
