Bad hiding place

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— Dispensados. — Ordenei. 

Os soldados fizeram continência e dispararam em direção à saída. 

Pelo canto do olho, vejo Michael se aproximando. 

— Você não acha que deveria contar à sua esposa que não confia na sua mãe? — Movimentei-me em direção à mesa. 

Aaron estava sentado de frente para a mesa, brincando com suas novas adagas, como uma criança que acabou de ganhar o melhor brinquedo do mundo. 

— Ela não precisa se preocupar com isso. — Afirmei, abrindo minha gaveta. — Se minha mãe fizer algo, os seguranças têm ordem de atirar para matar. 

— Que filho amoroso. — A ironia exalava das palavras da criança com adaga. 

Ignorei seus comentários afiados. Abrindo a terceira gaveta, encontrei o que procurava. Coloquei o objeto sobre a mesa, chamando a atenção dos dois. 

— Por precaução, quero que entregue isso à minha esposa. — A arma prateada brilhava sobre a mesa. Michael demorou alguns segundos antes de assentir. 

Estou apenas tomando precauções. Meu pai ainda está chateado devido como as coisas acabou na sua última visita, e eu não quero nem imaginar o que ele pode estar planejando. 

Sua presença aqui é proibida, mas a de sua esposa não. Ele pode facilmente manipulá-la ou ameaçá-la. 

— Então, a S/n não é uma donzela indefesa? — Aaron riu, ainda com os olhos fixos no objeto sobre a mesa. — Cada vez mais, ela me intriga. 

— Fique de boca fechada, ou será o primeiro a morrer. — Alertei, seguindo em direção à saída e deixando os dois para trás.

Lorenzo D'Angelo

Resmunguei ao ser cutucado. Ignorei, mas, novamente, me cutucaram. Resmunguei de novo, virando de costas. 

Ninguém consegue mais dormir em paz? Que saco! 

A pessoa cutucou pela milésima vez. Eu já estava pronto para soltar um palavrão quando uma voz frágil alcançou meus ouvidos, me fazendo virar rapidamente. 

— Lorenzo… — Semicerrei os olhos, conseguindo distinguir sua silhueta. Elisa estava tremendo, os olhos arregalados. 

— O que houve, Elisa? — murmurei, sentindo minha garganta seca. Pisquei algumas vezes, tentando espantar o sono, mas foi em vão. 

— Vocês dois não podem ficar calados? Estou tentando dormir — Alex resmungou, a voz sonolenta. 

— Tem alguém na cozinha — Elisa balbuciou, olhando ao redor, as mãos tremendo. 

— Deve ser o segurança — suspirei, dando espaço para ela. — Vamos dormir. 

Ela balançou a cabeça repetidamente, murmurando um “não” tão baixo que parecia temer que as paredes a ouvissem. 

— Você deixou ela assistir aqueles filmes maníacos de novo? — Alex indagou. Num piscar de olhos, a luz foi acesa. Fechei os olhos, desnorteado. 

Demorei alguns segundos para me acostumar com a claridade. 

— Não — exclamei, fixando meus olhos nele. Ele estava no canto do quarto, as sobrancelhas erguidas, claramente duvidando de mim. — Pelo menos, não dessa vez. 

IMAGINES : ND E SN ( Não Revisado )Histórias para pegar e não largar. Descubra agora