wrong car

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Não demorou muito para sentir uma presença atrás de mim. Eu sabia que ele estava ali fazia exatamente cinco minutos. Como sei? Eu contei mentalmente.

Havia algo dentro de mim que ficava inquieta com apenas um olhar dele. Obviamente, ele é um gostoso, elegante e um maldito cafajeste. Talvez fosse isso? Ou o fato de que, desde que o vi, tenho sentido atração por ele.

Um suspiro veio de trás de mim, me fazendo despertar dos pensamentos. Demorei alguns segundos para processar o calor que senti nas minhas costas.

Pisquei algumas vezes, enquanto engolia em seco. As mãos dele foram em direção às minhas, me ajudando a cortar os legumes.

- Você estava cortando errado, querida. - Sua voz era calma e baixa, e ele continuou me ajudando a cortar os legumes.

- Pensei que estivesse no escritório.

Meu coração disparou, parecia que poderia voar para fora. Tentei não demonstrar a reação do meu corpo em relação ao seu.

Ele se aproximou mais, encurtando a distância que restava entre nossos corpos. Voltei a encarar os legumes. Ele é bom. Estava cortando em pedaços grandes, não por querer, mas porque eu estava perdida nos meus pensamentos, tentando ignorar a presença dele.

- Não seria justo a minha convidada fazer o almoço sozinha. - Ele soltou as minhas mãos enquanto se afastava de mim. Meu corpo rapidamente sentiu falta do calor do dele.

Me virei para encará-lo, ignorando o resto dos legumes.

- Também não é justo eu ficar na sua casa, enquanto um idiota perigoso está à minha procura. - Rebati, cruzando os braços.

Ele sorriu, enfiando as mãos nos bolsos das calças. Lindo. Repreendi rapidamente esse pensamento, me proibindo de suspirar diante de sua beleza de deus grego.

Maldição!

- Não poderia deixar uma dama indefesa lidar sozinha com um psicopata. - Seus olhos estavam cheios de divertimento.

Ergui a faca na minha mão em sua direção, entrando no seu jogo.

- Quem disse que essa dama estava indefesa? - Questionei, vendo ele erguer uma sobrancelha. Seus olhos brilharam enquanto alternava entre a faca e os meus olhos.

- Talvez tenha me enganado em relação a essa dama. - Ele sorriu, me encarando. Devolvi o sorriso, me aproximando com a faca ainda na mão.

- Talvez o idiota que esteja perseguindo ela não seja um psicopata. - Continuei, parando alguns centímetros dele - centímetros seguros para ambos os lados.

- Quem seria o psicopata? - Ele perguntou, inclinando ligeiramente a cabeça, ainda com o sorriso zombeteiro nos lábios.

- Hum... talvez o cara que queria ser um cavalheiro, pronto para salvar a dama que não era nem um pouco indefesa. - Abaixei a faca.

Não revelaria a ele que descobri que ele tinha armas no quarto. Não estava procurando nada em minha defesa! Queria apenas saber se poderia andar livremente pela casa.

Pisquei desnorteada com o movimento rápido dele me puxando contra seu corpo. O calor do corpo dele enviou ondas de arrepios pelo meu, e minha respiração ficou um pouco ofegante devido ao susto.

- Por que ele seria considerado um psicopata? - Ele ergueu meu queixo, fazendo-me olhar em seus olhos.

- Porque mais ele salvaria a dama? - Afastei sua mão do meu queixo, me lembrando da faca. - Obviamente, ele queria algo. Ou, seria apenas um psicopata querendo fazer da dama mais uma de suas vítimas?

IMAGINES : ND E SN ( Não Revisado )Histórias para pegar e não largar. Descubra agora