BAD HIDING PLACE

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Parte2/3

Meu marido ficou menos distante depois do ocorrido. Estava o tempo todo me observando, cuidando das crianças, me checando.

Eu estava diante do espelho, encarando as marcas no meu pescoço, quando a porta se abriu. Não precisei me virar para saber quem era — o perfume dele logo invadiu minhas narinas.

— Querida? — chamou. Não respondi. Estava tão perdida nos pensamentos que não queria conversar.

Ele apareceu atrás de mim, soltando um suspiro antes de se posicionar ao meu lado no espelho. Depositou um beijo suave na minha têmpora.

— Está bem? — perguntou, acariciando minha bochecha.

Não. Sim. Talvez um pouco dos dois. Eu não sabia o que estava sentindo. Era tanta coisa, tudo acontecendo tão rápido, sem tempo para processar.

Juntei as forças que me restavam e esbocei um sorriso.

— Claro. — A mentira saiu doce como uma melodia. — Você não deveria estar trabalhando? Soube que as coisas não estão boas na máfia.

Ele revirou os olhos, claramente irritado com Michael por contar.

— Michael precisa aprender a manter a boca fechada. — Soltei uma risada curta. Aqueles dois eram como irmãos — sem o mesmo sangue, mas com o mesmo nível de implicância.

Ele afastou a mão do meu rosto e deslizou os dedos até minha mão.

— Vamos almoçar fora. — disse, antes que eu pudesse raciocinar, me puxando com cuidado para não me machucar.

— Eu... — protestei, mas ele abriu a porta e continuou me puxando. — Hn, eu não estou com vontade. — resmunguei, descendo as escadas com ele.

Lá embaixo estavam Michael e Aaron, ambos com expressões nada agradáveis.

— Já reservei seu restaurante favorito, amor. — Ele ainda parecia não ter notado a presença dos dois. — Vai recusar sua comida preferida?

Eu estava prestes a responder, quando ele finalmente os viu.

— Chegamos numa péssima hora? — Aaron sorriu com diversão. Provavelmente sabia que tinham acabado de arruinar nosso jantar.

Eu, sinceramente, não me importava. Não queria sair. Só queria minha casa, meus filhos, e se possível meu marido, abraçado comigo na cama.

O tempo estava frio, e dias assim pedem um filme, pipoca e guloseimas.

— Você sabe que sim. — Hn respondeu com desgosto. — O que houve?

Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, hesitantes. Franzi o cenho. Seus olhos se voltaram para mim, como se explicassem o motivo do silêncio.

— Ok, entendi. — Bufei, puxando minha mão da de Hn. — Só queria saber exatamente em que momento isso aconteceu.

Antes que pudessem responder, me retirei com passos firmes. Nunca hesitaram em falar na minha frente antes. Sempre me incluíam. Agora... perderam a confiança em mim?

IMAGINES : ND E SN ( Não Revisado )Histórias para pegar e não largar. Descubra agora