Epílogo

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- Omar, tem certeza que está tudo ok? – Meu cunhado pergunta pela enésima vez. Ele se olha diante do espelho e o ajudo a dar o nó da gravata.

- Está. Confirmo quantas vezes for necessário. Fizemos os ensaios durante a semana, e o de hoje, no salão, foi o suficiente para apararmos as arestas. Já deixei tudo preparado com o DJ e Henry, que o conhece, ficou responsável por dar uma última conferida.

O namorado de Ava havia me ajudado. Tocamos juntos para criarmos o arranjo e estava a par de tudo. Nicholas havia nos feito participar de uma verdadeira operação de guerra para organizar a surpresa e mantê-la em segredo.

- E sobre a sua surpresa...? – Ele sorri de canto de boca.

Eu acabo retribuindo.

- Sim, será após a sua apresentação e os "parabéns" da Bellinha. E para não levantar suspeitas, Ava e Isabella trataram de ocupar Penny o dia todo.

Batidas na porta.

- Filho, sua mãe está te chamando... – Tio Brian adentra. Ele já está arrumado, trajando um terno cinza escuro, com gravata e blusão da mesma cor e tonalidade.

Quando Nicholas sai do cômodo, me viro para pegar meu blazer sobre a cama do meu melhor amigo e meu sogro se aproxima.

- Te atenderam bem na joalheria que te indiquei?

- Sim, tio! Inclusive, me deram um desconto... – Sorrio mais aberto que antes – Obrigado pelo apoio. E a melhor coisa que eu poderia fazer era realmente esperar que Pe se formasse. Ela está feliz com a oportunidade de estar na equipe de RP da senhora Clark e animada com a carreira. Eu não atrapalharia isso.

- Ela agora vai ser feliz na área pessoal Bem, mas feliz, porque se aquela menina sorrir mais que tem sorrido, Penelope terá dores agudas nas bochechas! – Rimos – Garoto, eu te amo. Te amo como um filho e fico em paz de saber que minha filha te escolheu e grato por você tê-la escolhido. Mas nada de filhos por agora! Somos muito novos para sermos avós!

- Calma, tio, não é hora! – Rio mais.

Ele me abraça. Do mesmo jeito que me abraçou quando acordei da cirurgia. Na oportunidade, se desculpou pelas vezes que soou como um pai superprotetor e que aceitava enfim nosso amor.

- Vamos, ou Nick daqui a pouco...

- Vocês vêm ou ficam?! – Como se adivinhasse, meu cunhado grita ao longe.

Pego meu carro estacionado na rua dos meus tios e seguimos direto para o salão. Nick opta por ir comigo, enquanto seus pais vão em outro carro. Ao chegarmos lá, sinto uma sensação de acolhimento promovido desde já pelas cores da decoração. Havia muito vermelho e laranja, por toda parte, dispostos de forma elegante, combinando ao creme. Bella queria algo que remetesse à sua personalidade e latinidade. Havia conseguido um bom resultado com aquilo.

Hora de aceitarOnde histórias criam vida. Descubra agora