Criados como primos, sempre foram alvos de brincadeiras de Keenan, pai do rapaz, sobre um possível relacionamento, tudo para tirar o melhor amigo Brian, pai de Penny do sério. O que eles não imaginavam é que as gozações tinham um fundo de verdade: O...
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Já passava de 1h da manhã de sexta para sábado e, se dependesse de Tanisha, a noite estava longe de acabar. Toda a equipe que participara da produção do álbum de um cantor POP em ascensão estava comemorando em uma boate o lançamento do disco. Como fui um dos responsáveis pelos arranjos do repertório, fui convidado para a festa que aconteceria no camarote. Para falar a verdade, minha vontade de confraternizar era zero, entretanto, insistiram tanto pela minha presença que acabei cedendo.
A garota era uma das backing vocals contratadas e já havia percebido seus olhares para mim desde o início dos trabalhos, há meses atrás. Sempre me mantive uma postura profissional durante todo o projeto, só que hoje tomei coragem de me permitir esquecer quem já deveria ter esquecido. Bem, era o que eu pensava.
Havíamos saído à francesa da festa, em direção ao seu loft no SoHo. Estacionei o carro em frente ao prédio, subimos até seu andar, desembarcando do elevador já aos beijos, interrompendo-os apenas para que ela destrancasse a fechadura. Não tive tempo de olhar ao redor, pois de imediato, Tanisha me jogou no sofá. Caí sentado e a mulher sentou-se no meu colo, com uma perna para cada lado. Qualquer um no meu lugar aproveitaria o momento. Eu não.
Mesmo que fosse bonita, charmosa e cheia de atitude, aquela não era a garota que eu tanto desejava. Meu coração não reagia a ela e não era a única parte do meu corpo a não corresponder aos seus estímulos.
- Algum problema, Omar? Tanisha questionou, talvez por perceber, digamos, o meu desânimo.
- Desculpe! — Disse já pedindo licença e me levantando. — Eu não devia estar aqui e sinto muito se te magoo, mas preciso ir embora.
- Como assim? Foi algo que eu fiz? Estava incrédula e não podia culpá-la. Quem diria que depois dos amassos que tivemos, eu partiria assim, do nada?
- Não... O problema sou eu. Ainda estou muito envolvido com uma pessoa e achei que estava pronto para deixar o passado no passado, mas me enganei. E desse jeito, não seria justo comigo, muito menos com você. — Peguei o gorro que usava antes e estava jogado no estofado, o coloquei de volta na cabeça e me encaminhei para a porta.
- Olha, eu não me importaria de te ajudar a superar isso, passando a noite com você, caso quisesse! — Disse com um sorriso cheio de segundas intenções, enfiando as mãos por baixo das minhas roupas, arrastando as unhas em minha barriga. — Porém, quero que você me queira e não que esteja com a cabeça em outro lugar.
Ela segurou meu queixo, estalando um beijo em minha boca e me desejando boa noite.
- Merda! Praguejei batendo a porta do meu automóvel, já acomodado no banco.
Como pude dispensá-la? Perguntava-me, com a testa apoiada no volante. Só posso estar louco. Ou pior, continuo apaixonado por Penelope.
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