Joshua deslizou as mãos pela barra da camisola branca que envolvia Désirée, sentindo a pele quente e macia sob os dedos enquanto o tecido cedia lentamente, revelando as curvas que ele não guardava na memória, mas não se deixaria esquecer mais, como um segredo sagrado. A luz bruxuleante das velas brincava com as sombras do corpo dela, fazendo tudo parecer ainda mais intenso, mais proibido e o enchendo mais e mais de desejo sujo e que, talvez, sua esposa se envergonhasse se soubesse.
— Esperei demais por isso — murmurou ele, a voz rouca, cheia de desejo contido. — Contei os dias pra ter você assim, ver você assim, pra não esquecer nenhum detalhe.
Ela arqueou o corpo para ele, o olhar ardente e desafiador, como se exibisse para ele o seu corpo nu, como a verdadeira deusa que era, e ele não resistiu. Os lábios se encontraram num beijo urgente, carregado de fome e ternura, uma promessa mútua que queimava em silêncio. As mãos de Joshua voarem para os seios de sua esposa, era como tocar sonhos, era como se o paraíso tivesse sido entregue em seus mais, e eles encaixavam perfeitamente nelas.
Desirée sabia que devia dizer que não era a hora, que não estava pronta,mas não conseguia, o toque de Joshua a tirava todos os pensamentos sóbrios, ela estava embriagada pelo toque do marido, por seu cheiro.
Com dedos firmes, Désirée puxou a camisa dele, revelando o peito marcado pelas cicatrizes que ele sempre tentou esconder. O rubor subiu ao rosto dele, mas ela explorava com uma curiosidade reverente, como se quisesse conhecer cada parte daquele homem que tinha diante de si, de modo tímido ela tocou o cós da calça que o marido usava, sabia como abrir — ela mesma já havia usado calças com o mesmo tipo de fecho. Tateou até que conseguiu abrir. Com dedos tímidos ela ousou tocar em seu membro, Joshua não conseguiu se conter e soltou um gemido, que aos ouvidos humanos, mais parecia um leve rosnado.
— Não vá por esse caminho hoje, querida. — Joshua usou de todo seu auto controle para agarrar as mãos de sua esposa e guiar ela para a cama. — Vamos cuidar primeiro de você.
Quando deitou sua esposa na cama, Joshua se posicionou sobre ela, as mãos de Joshua desceram lentamente, tocando com cuidado, explorando o corpo dela como se fosse um mapa precioso. Ele a tocou com delicadeza e ao mesmo tempo com uma fome quase desesperada, conhecendo cada curva, cada suspiro que escapava de seus lábios. Ela se entregava, gemendo seu nome em meio a beijos que os deixavam ambos ofegantes, Desirée se entregava com loucura, até perceber onde os lábios do marido estavam se posicionando.
— Joshua.
Ela tentou chamá-lo, levantar da cama, mas ele a impediu.
— Preciso lhe apresentar algo, que vem do francês, querida esposa.
Ele soprou em sua intimidade, e Desirée gemeu o nome do marido. Com os cotovelos apoiados na cama, de modo que seu corpo estivesse curvado e ela pudesse ver o que o marido fazia, mesmo com vergonha Desirée quis assistir, pois queria saber tá ao marido o mesmo prazer que ele lhe dava.
Joshua tocava os lábios de sua intimidade, soprava, e abusando de toda sanidade mental de Desirée ele passou sua língua na região mais íntima, e por ele a mais desejada, de sua esposa.
— Oh, céus. — Desirée já não conseguia pensar direito.
— Os francês, tem o costume de chamar de Lá Petite Mort. — Joshua começou a falar, mas se interrompeu quando usou um de seus dedos para explorar a esposa, conhecido cada espaço, até que um desses dedos parou na entrada se sua esposa, brincou um pouco, como se estivesse oretes a possuí-la, mas fosse capaz de esperar um pouco mais.
Desirée sentia seu corpo pingar de desejo, nunca havia estado daquele jeito, e infelizmente, não suportou mais ver como seu corpo se mostrava tão necessitado e se permitiu afundar na cama. Nesse momento, vendo sua total entrega Joshua fez um de seus dedos entrar em sua esposa. Não foi doloroso, mas um tanto desconfortável, mas ainda assim, Desirée se contorcia de prazer, enquanto o marido introduzia um dedo e depois outro dentro dela, com movimentos de vai e vem, atingindo o ponto exato o de ela mais o desejava.
— Josh... Hum...
— La Petite Mort quer dizer porque morte... — Ele continuava torturando sua mulher com os dedos e vez ou outra assoprava em sua pele, para vê-la se contorcer. — Mas não acho que o que acontece com uma mulher quando alcança o ápice possa ser comparado com uma pequena morte, na verdade me parece mais La Grande Naissance.
Antes que Desirée pudesse entender completamente o que o marido dizia, Joshua desceu com sua boca só te a carne úmida e desejosa da mulher e tomou em seus lábios, da mesma forma que tomava a boca de Desirée Joshua tomou sua parte mais íntima. Ela não sabia o que pensar, e se soubesse, não conseguiria. Joshua a tinha como bem quisesse e a única coisa que ela era capaz de fazer era se contorcer e chamar o nome do marido.
Sentia algo crescendo dentro dela, o corpo mais quente, mais trêmulo e Joshua não deixava de atacar seu corpo, com fome e sede, queria arrancar dela cada suspiro, cada gota de prazer.
Não se contendo mais diante de todos os movimentos de Joshua com seus dedos, que atingiam o ponto mais sensível de Desirée, ela se desmanchou nos dedos e na língua selvagem do Duque, gritando seu nome, agarrando-se a coberta da cama, quando voltou aos seus pensamentos lógicos Desirée não sabia dizer se o que havia acontecido com ela era uma pequena morte ou um grande nascimento.
Olhava para todos os lugares, menos para seu marido, com vergonha do próprio corpo, tentou cobrir o máximo possível com a coberta, mas foi impedida pelo marido.
— Não tire de mim essa visão perfeita.
Joshua tomou de Desirée a coberta, deixando ela mais uma vez exposta, mas não durou muito , Joshua deitou-se ao lado de Desirée e a fez deitar em seu peito, ouvindo a respiração de ambos voltar ao normal, depois de quase entrarem em combustão.
O cheiro dela os envolvia, doce e intoxicante, uma tentação à qual ele não se permitira resistir. No entanto, apesar da intensidade, eles não cruzaram a linha do ato completo — havia um respeito, uma contenção quase dolorosa, como se guardassem aquele momento para algo ainda maior.
— Você é minha loucura — sussurrou Joshua, a voz carregada de promessa e desejo. — Vou me perder em você todas as vezes que puder, mesmo que me mate enquanto espero que esteja pronta.
Ela respondeu com um sorriso torto, as unhas arranhando o peito dele num toque que incendiava a pele, os nomes trocados em murmúrios ásperos, quase obscenos, alimentaram aquela chama viva entre eles.
Naquela noite, entre toques, beijos e gemidos, eles se conheceram profundamente, entregando-se ao prazer sem que o corpo se entregasse por completo. Um prelúdio ardente, uma dança de fogo contido, onde o desejo queimava forte, mas o ato em si ainda era apenas uma promessa guardada para o tempo certo.
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O Regresso Do Duque
Roman d'amourLIVRO I (Série Return) Lorde Joshua Falstron sempre foi o preferido de seu pai, algo que se tornou um grande fardo para ele. Sua vida foi marcada pela falta de respeito às suas escolhas, com decisões sendo tomadas por outros. Até que um dia ele deci...
