Só eu e ela

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Cheguei no hospital e me levaram imediatamente para a sala de cirurgia. Eu estava entrando em trabalho de parto, e Isabela parecia impaciente, queria nascer.
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~Maiara~
O dia estava lindo. Fui então com o Luiz tomar café da manhã aqui na padaria ao lado. Maraisa gostava de dormir até tarde de manhã, então nem me preocupei em convida-la.

Quando chegamos ao hotel, estava um furdúncio, o gerente havia saído no meio do expediente e ninguém sabia o porquê.
Saímos daquele meio de fininho e subimos até o nosso quarto.

– Amor, vou subir ali no quarto da Maraisa ver como ela está! - eu digo indo até ele e lhe dando um selinho.

– Vai lá, acorda ela que já está na hora mesmo. - ele da risada.

Saio em direção ao quarto da Maraisa, e quando chego lá ele se encontra aberto.
Adentro seu quarto e ele estava vazio.

— Maraisa saiu e deixou o quarto aberto? Quanta irresponsabilidade! Mas onde é que ela foi?
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Decidi ir até a recepção. Me meti no meio daqueles gringos bravos e fui até a recepcionista e perguntei por Maraisa.

Ninguém sabia onde ela estava, e isso me deixou nervosa.

Subi correndo até o quarto e comecei a ligar pra ela. O celular caia direto na caixa postal. Eu já estava preocupada, com medo de ter acontecido alguma coisa e eu não estar aqui pra ajudar.
Pensei no pior. Se algo acontecesse a Maraisa eu nunca ia me perdoar.
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~Maraisa~

Eu estava nervosa. Ia ter a minha filha e Maiara não estava aqui comigo para segurar a minha mão.

Eu sempre pensei que ela estaria comigo em todos os momentos da minha vida, aos melhores até os piores. Mas eu sabia que não era culpa dela. Quem é que ia imaginar que a Isabela ia querer vir ao mundo uma semana antes?

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O parto ia ser normal. Por ter sido de última hora, não havia nenhum anestesista de plantão.
O meu médico também estava demorando para chegar, e Isabela estava encaixada, pronta para nascer.

Outro médico que estava de plantão iria fazer o meu parto. Por sorte ele era brasileiro.

– Senhorita, Maraisa. Peço que a senhora faça toda força possível que conseguir, quando eu disser "agora". - ele fala olhando pra mim e se sentando na cadeira, afastando minhas pernas, e as erguendo. - Agora! Vamos lá. - ele fala pressionando a minha barriga.

Eu gritava de dor. Fazia toda força que eu conseguia e não parecia ser o suficiente.

– Eu não consigo. Eu não consigo! - eu falo já chorando.

– Consegue sim! - ele fala sorrindo. - Pensa na pessoa que você mais ama na vida. Você é forte! - ele fala pressionando novamente a minha barriga. - Vai!

Eu penso no João. Penso no seu sorriso. Em o quanto ele ficaria feliz em ver nossa filha nascendo.

Imagino ele aqui do meu lado segurando a minha mão. E volto a fazer força.

Eu estava suada. Parecia que não ia mais aguentar.

– Mais um pouco, Maraisa. Eu to vendo ela, ela tá vindo. - ele fala isso e eu tento mais uma vez.
Quando eu pensei que não ia mais conseguir, eu ouço um choro. Era ela. Ela tinha nascido, eu havia conseguindo.

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O momento mais lindo da minha vida, foi quando ergueram ela pra mim, e trouxeram ela até o meu colo. Onde ela sentiu o meu cheiro e se acalmou.

Era como se ninguém mais existisse no mundo, só eu e ela.

Eu sabia que a partir daquele dia, tudo que eu fizesse da minha vida se resumiria a ela, e para ela.


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