Renan Lacerda Narrando..
Fui para casa ainda meio desorientado. Não foi nada legal o que aconteceu entre eu e a Luana. Eu não sinto nada além de amizade por ela e se eu ficar com ela não vou estar sendo sincero comigo mesmo.
Cheguei em casa e tudo que eu queria era meu quarto, minha cama, mas tinha uma festa rolando na minha casa. É uma puta bagunça para eu arrumar amanhã. Quem foi mesmo que teve a ideia de dar uma festa?
Por sorte, quando subi já estava bem vazio, só os amigos mais próximos mesmo. Conversamos um tempo e a Bia disse que estava cansada e com dor nas pernas, a Alice chamou ela pra dormir em sua casa e ela topou. Eu achava até melhor. Eles se despediram de nós, o Gusta deu um beijasso na Duda e eles foram embora. A Duda subiu para chamar a Malu e ficou apenas eu e o Thiago.
-Onde você tava cara? -ele perguntou-
-Fui levar a Luana em casa. -eu disse e ele me olhou surpreso-
-Ah é? E o que aconteceu?
-Ela inventou um milhão de coisas pra culpar a Malu por tudo.
-Novidade. -ele deu de ombros- Ninguém cai na conversa dela mais.
-A questão é que ela quase me beijou quando eu deixei ela em casa. -eu disse me sentando na escada e o Thiago gargalhou, idiota!-
-Há duas horas atrás ela estava quase matando Gustavo, Duda e Malu, agora, ela quase te beijou. Vamos procurar um médico pra essa garota.
-Ah cala a boca. -eu disse e nós rimos
Depois disso a Malu desceu com o Gabriel (uai, quando ele chegou aqui?) e a Duda. Eles se despediram de nós e foram embora.
Eu e o Thiago juntamos algumas coisas, e depois subimos. Eu tomei um banho rápido, fechei tudo, liguei o ar e cai na cama.
Acordei no outro dia quase 14:00. Me levantei, fiz minha higiene e desci pra guerra que eu teria no andar de baixo e na varanda.
O Thiago já estava acordado, porém, jogado no sofá assistindo futebol. E a casa? Ah ela estava uma zona.
Fui até a cozinha, fiz um café bem forte e voltei pra sala com a xícara na mão.
-Tá de ressaca? -ele perguntou me olhando-
-Nem bebi ontem direito. -eu disse entediado-
-Acordou de mal humor? Tá precisando de uma festa bem louca, pra chegar aqui em casa sem saber seu nome.
-Nem sei quando foi a última vez que bebi pra ficar louco. -eu dei de ombros-
-Tem festa na república hoje, Alice quer ir, open, bora?
-Se não tiver mais brigas, fechou. -eu disse tomando meu café- Agora vamos arrumar essa bagunça.
-Fazer o que né?! -ele se levantou-
Eu terminei de tomar meu café e nós começamos a limpar a casa. A gente tem uma empregada, mas de segunda a sexta. Ou seja, ia dar bicho se a gente fosse esperar.
Limpamos tudo, um pouco antes da gente terminar a Alice apareceu com o Gusta e ajudaram a gente a terminar. A Alice fez um macarrão pra gente "almoçar" e depois de comer e arrumar a cozinha, nos sentamos para conversar.
-Vai pra república com nós? -o Gusta perfurou-
-Claro né cara. Vou perder por nada. -eu disse e nós fizemos um toque-
-Eu tô de olho em você Gustavo. Não vai iludir a pobre da Duda não. -a Alice disse séria-
-Relaxa. Não somos namorados nem nada, estamos nos conhecendo.
-Ah claro, isso incluiu conhecer outras?
-Fica de boa Alice. -ele disse rindo- Eu sei o que eu Tô fazendo. E ela vai pra praia, vai ficar uma semana lá.
-Me poupe, ela vai pra praia com o irmão dela.
-Vocês são chatos. - o Thiago disse e a Alice o encarou, eu apenas dei risada
Deixa o Gusta viver, ficou quase seis meses preso na Luana.
-Só Tô falando pra ele ter consciência das coisas que ele faz. -ela disse brava se levantando, o Thiago foi atrás dela-
-Essas mulheres de hoje em dia. -o Gusta disse e nós rimos-
Ficamos combinando da festa à noite até os dois pombinhos voltar um sorrindo pro outro. Vai entender.
-Vocês chamaram a Malu? - eu perguntei como quem não quer nada
-Chamamos, ela não vai não. Vai viajar amanhã cedo, Gabriel vai dirigir, então... -a Alice respondeu-
Maria Luíza Narrando...
Acordei no outro dia e o Gabriel não estava mais do meu lado. Rolei na cama, fechei os olhos e tentei dormir um pouco mais: em vão. O sono já tinha sumido. A saída era levantar. Fiz mais um pouco de preguiça enquanto conversava com a Alice e a Bia no WhatsApp. O tempo estava frio e tudo favorecia para que eu ficasse naquela cama para sempre. Mas eu tinha que: dar um jeito na bagunça que a minha casa estava (e olha que a única visita que eu já tinha recebido ali, era o Gabriel), tinha que arrumar mala pra ir pra praia, lavar cabelo e várias outras coisas.
Depois de um tempo, eu finalmente tomei coragem e decidi dar um rumo na minha vida. Me levantei e me deparei com um bilhete do Gabriel que dizia: "Meu amor, você não sabe o quanto é maravilhoso acordar ao seu lado. Mas infelizmente eu recebi uma ligação de última hora do consultório. Já tô com saudades de você. ❤️"
Reli aquele simples bilhete um monte de vezes. Como eu tive sorte de encontrar o Gabriel no caminho. Dobrei o bilhete com carinho e coloquei na minha pasta de anotações da faculdade. Assim, eu sempre ia me lembrar dele.
Fui até a cozinha, fiz alguma coisa para eu comer e depois comecei a fazer a faxina. Limpei minha casa toda, organizei e coloquei no lugar as coisas que faltavam. Depois tomei um banho demorado, lavei meu cabelo, vesti uma roupa quente e fui arrumar minha mala. Eu odeio arrumar mala. Nunca sei o que levar comigo. Fiquei quase três horas nessa palhaçada. Quando finalmente terminei, eu percebi que estava morrendo de fome. Pedi comida pelo telefone e enquanto esperava eu fiquei discutindo a roupa que as meninas iam pra balada com elas.
Hoje era dia de república, minha vontade de ir estava zero. Acho que voltei a ser caseira, então falei que o Gabriel não iria querer ir porque ele ia dirigir.
Minha comida chegou, eu desci, busquei, paguei e voltei para minha casinha. Liguei a televisão e fiquei assistindo um filme enquanto comia. Eu nem tinha reparado que já havia anoitecido e o Gabriel não tinha dado sinal de vida. Mandei mensagem pra ele e ele disse que já estava chegando em casa. Estranho. Gabriel nunca fica mais de uma hora naquele lugar em um sábado. Resolvi deixar pra lá.
Terminei de comer, limpei as coisas que eu sujei e quando eu terminei bateram na porta do meu apartamento.
-Oii.-eu disse abrindo a porta-
-Oi meu amor, que saudade.-era o Gabriel, que vinha com aquele mesmo sorriso de sempre-
-Oi mo. -eu disse selando nossos lábios- Entra.
-Vamos lá pra casa. Dorme lá, aí a gente já sai de lá amanhã cedinho. A Duda também quer te ver. -ele disse e eu ri-
-A Duda? Por que ela não veio aqui? -eu perguntei sem entender-
-É só uma desculpa para você dormir comigo. -ele disse e eu dei risada e depois colei nossos lábios-
-Desse jeito, você me convence muito fácil. -eu disse passando minha unha de leve em suas costas-
-Eu sei que é difícil resistir a esse homem aqui. -ele disse convencido.
Eu revirei os olhos e o beijei logo em seguida.-
Nos beijamos por alguns minutos e quando as coisas começaram a esquentar, eu me lembrei que estávamos quase do lado de fora do meu apartamento e parei o beijo com selinhos. Nossa respiração estava ofegante.
-Vamos lá pra casa. -ele disse e eu fiz que sim com a cabeça-
-Já vou levar minha mala de uma vez. -eu me afastei um pouco dele-
-É melhor mesmo. -ele disse-
Nós fomos até o meu quarto, ele pegou minha mala, eu peguei minha bolsa, celular, carregador, fone e nós saímos.
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Teen FictionSinopse: Maria Luíza ou Malu como prefere ser chamada, é uma garota rica, que sempre teve tudo que quis e precisou. Porém, sempre foi muito tímida, conservadora e fechada, o que não a ajudava muito no quesito amizade. Agora, aos 18 anos, ela vê sua...
