5 Capitulo - É tempo de Mudança.

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Um mês já tinha se passado desda saída com a Juva e o Luiz. Posso afirma que está tudo bem agora. Eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por um passado no qual eu não tenho o poder de mudar. Que viver de passado só trás desilusão. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Porque dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer meu passado. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama. 

— Você não tem noção do quanto estou orgulhosa de você. — A Clarinha falou e sorriu. 

— Eu te amo. — Sorrir ao abraça-la. 

Sabe a sensação de quando você está abraçando alguém que você ama muito e não quer soltar de jeito nenhum? Então quando abraço a Clarinha ela me proporciona esses tipos de emoções. Há muito tempo não se abraçamos assim, ultimamente estamos brigando mais que o normal. Mas agora como eu falei: é tempo de mudança. 

— Você vai arrasar nessa festa, vai ser a mais linda de todas. Se permita hoje. — Ela falou com um sorriso que chegou canto a canto do seu rosto. — Agora é minha vez de dizer, chegue cedo que amanhã tem trabalho. — Ela falou um tanto autoritária, me imitando mas não conseguiu, ela jamais conseguiria, seu jeito espontâneo não permitia. 

Passei na casa da Juva para busca-la e fomos em direção a uma casa noturna que ficava á uns 30 minutos de sua casa. Ela estava elétrica como sempre e entusiasmada porque pela primeira vez dês de quando nós se conhecemos nunca acompanhei em suas loucuras, sempre afirmava que não era o lugar certo para mim. OMG! Aonde estou indo agora. Dessa vez o Luiz não foi como Juva falou " Esse momento é só nosso ". 

— Juva a fila. — Falei pegando em sua mão, tentando fazê-la parar de andar. 

— Desde quando eu espero em fila? — Disse presunçosa. — Sou amiga dos seguranças. — Piscou e deu um sorriso que falava pro si só. Com certeza ela já tinha se envolvido com um deles. 

Agitação, isso define. Luzes, som alto, pessoas se divertindo. Eu estava me achando nesse lugar no qual eu dizia que não era pra mim. Como a vida é contraditória. Eu sou contraditória. — Não vai querer beber? —Ela me perguntou enquanto nos aproximávamos do Open Bar. 

— Não. — Não queria conversa, este lugar me encantava. E como se cada batida que eu escutasse me prendesse aquele momento. 

— Você me prometeu que ira se divertir. — Falou um tanto desapontada. 

— Eu vou, apenas quero me lembrar de tudo amanhã. — Peguei em sua mão e fomos para a pista de dança. 

A verdade é que eu andei me importando muito com o meu passado e esquecendo de mim, sempre coloquei as pessoas em primeiro lugar na minha vida e deixei a mim mesma de lado. Hoje percebi que nada disso vale a pena, que se amar em primeiro lugar não é egoísmo, é amor próprio. Por tanto agora vou dançar, cantar, e me divertir muito, vou ser quem eu sempre quis ser e parar de me esconder atrás de uma capa. 

Eu dançava conforme o ritmo da musica. Dançava como o mundo fosse acabar em um segundo e aquela fosse a minha única oportunidade de me liberta de vez. Já tinha perdido a Juva de vista. Me entregar de corpo e alma a essa musica agitada me fez com que eu me desligasse com quem estivesse em minha volta. 

E no final de tudo, derrubaram cerveja em mim, minha pele esta pegajosa e com um cheiro doce, mas eu não me importo. Meus pés já estão doendo e parece que vão abrir, mas eu não me importo. Meus vestido já está ensopado e essa maldita alça fica soltando me obrigando a segura-la pra não ficar com peitos amostra, mas eu não me importo. Estou do lado da caixa de som, escolhi esse lugar propositalmente porque aqui não ouço ninguém (nem a mim), e estou de frente para luz, e os neos...onde não consigo manter meus olhos abertos e o que eu exatamente quero. Minha mente por esses segundos ao menos se desliga, fica no modo automático para o corpo. Só funciona para que eu pense em uma coisa: dançar. E todo esse banho de cerveja, todo esse suor que banha meu corpo, todo esse calor que estou sentindo, e meu cabelo totalmente ridículo, nada disso me importa. O que realmente importa é que eu estou sabendo viver. 

Chora MeninaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora