Passaram-se mais de dez minutos desde que Carolina começou a chorar. E não conseguiu parar desde entao, se mantendo agarrada a irmã como se sua vida precisasse de um apoio qualquer para que pudesse se manter em pé. Não aguentava mais, estava no limite. Segurou tudo por tempo demais e no fim acabou sucumbindo.
- Carolina, você precisa se acalmar - Clarisse a afastou e tirou algumas mechas que colavam nas bochechas molhadas pelo choro. - Olha pra mim, mana - Carol a olhou, os olhos vermelhos de tanto chorar. - Primeiro se acalma e respira comigo.
Clarisse fez o gesto totalmente exagerado de expiração e inspiração e Carol a seguiu, três vezes seguidas. Se fosse em outro momento, teria rido.
- Muito bem. Agora você precisa ligar pra Gabriela e colocar isso a pratos limpos.
- Eu não quero falar com ela - Peixinho fez um biquinho de choro e ia começar outra vez a qualquer momento. - Eu tô com raiva dela.
- Você vai conversar com ela sim.
Sinceramente, eu não acredito que ela esteja traindo você com essa mulher. A Gabriela é lerda demais e o Brasil inteiro sabe disso. Ela precisa acordar pra vida.
- Ela não vai precisar. Eu vou terminar - disse com convecção.
Clarisse arregalou os olhos, sentindo como se tivesse acabado de tomar uma rasteira daquelas bem dadas. Não, não, não. Gafish não podia acabar por burrice de Gabriela. Véi, ia socar tanto a cara dela quando a visse. Puta merda.
- Você tem certeza?
- Tenho - respondeu com mais firmeza. - Eu não nasci pra ficar nessa vida não. Odeio me sentir agoniada, odeio ficar sofrendo e me remoendo. Eu amo Gabriela, amo muito, mas não quero mais isso pra mim.
- Eu tenho vontade de matar Gabriela por fazer você passar por isso, mesmo sabendo que ela é burra demais. Inocência é burrice na maior parte das vezes.
- É verdade. Não queria que fosse assim, mana - Peixinho foi até o sofá e se sentou, escondendo o rosto entre as mãos. - No fundo eu sei que ela não tá me traindo. Mas não dá, Clarisse, ela sabe que eu sinto ciúme. Ela não me dá mais atenção - a vontade de chorar estava voltando. - Eu não quero ter que terminar, não quero viver sem ela, mas eu não sou idiota. Eu preciso me amar primeiro.
- Então termina e veja como ela vai reagir a isso, porque do jeito que ela é lerda, com certeza não vai esperar por essa.
- Você acha? - A olhou por entre os dedos.
- Eu tenho certeza, meu amor.
E não deu outra. Quando estava calma o suficiente, mandou uma mensagem para ela dizendo que queria conversar sobre algo que viu na internet. Pouco mais de cinco minutos, Gabriela ligou e parecia receosa sobre o assunto. Somente de ouvir a voz dela, seu coração se apertou enquanto aceleravaz tornando ainda mais doloroso o batimento. Mas jogou não fez cerimônia:
- Eu vi uma matéria que insinuava que você e sua empresária estão namorando - disse, ainda sentindo a dor de ter visto aquilo. - A data da matéria é do dia que brigamos, que eu briguei sobre você não me dar atenção e não viver e respirar outra coisas que não seja ela.
- Que matéria é essa? - A ouviu dizer.
- Vocês foram pra algum babe beber, depois que eu dei um tempo com você, Gabriela. Não foi isso?
- Foi, amor, mas...
- Não me chama de amor - disse rapidamente. Estava irritada por estar com saudades e mais ainda porque queria mandá-la se foder. - Eu falei 300x sobre você e essa mulher e a primeira coisa que você faz é sair com ela pra beber?
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Te Espero No Farol
FanfictionSalvador - Bahia, Carnaval 2020. Um encontro dos participantes um ano depois da última edição do Big Brother Brasil revelará para Carolinha Peixinho o que ela nega com todas as suas forças. Suas dúvidas e sentimentos mais cruéis estarão em jogo, afi...
