Capítulo 23

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A paulista enviou a última frase sentindo seu coração se despedaçar

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A paulista enviou a última frase sentindo seu coração se despedaçar. Agora, tinha quase certeza de que Carolina estava fazendo aquilo por vingança, para que ela se sentisse humilhada, exatamente como se sentira há dez anos atrás. Sentiu os olhos esquentarem e as lágrimas escaparem, rolando por seu rosto, fazendo-a limpá-las com violência. De repente uma raiva surreal lhe tomou e ela decidiu que dali pra frente trataria Peixinho como queria ser tratada: A mera mãe de uma aluna, uma estranha que nem merecia seu olhar. Se ela gostava de dar desprezo, era desprezo que teria de volta. 

Em Salvador, Carolina encarava a tela do celular, encolhida na cama, remoendo a escolha dolorosa que havia feito. Para ela, machucar Gabriela era como machucar a si mesma mil vezes, e tinha sido assim desde os tempos primórdios de BBB. Tanto que, mesmo com todas as escolhas que a paulista tinha feito dentro da casa, de agir contra ela para proteger a famigerada Gaiola, Carolina não teve forças nem para ficar chateada com ela por mais de um dia. Não pensou em machucá-la em um só segundo, nem um arranhãozinho, uma vingancinha sequer.

Mas agora era diferente. Agora, mais de dez anos após o confinamento, com tudo que tinha acontecido entre as duas... Ela precisava machucar a outra para se proteger, ou ao menos era isso que sua razão lhe dizia. Seu coração, no entento, gritava na incoerência de machucar a outra se machucando mil vezes mais. Fazia ela ter vontade de voltar ao Rio no mesmo dia, se grudar no pescoço de Gabriela e não soltar nunca mais nessa vida. Mas das duas opções que tinha,  ela escolheu ouvir a razão, é claro.

No Rio, Clarisse arrumava as malas - a dela e a as de Carolina -,  transtornada de raiva da irmã. Sérgio, fechado com ela no quarto enquanto as crianças brincavam na sala, tentava acalmá-la sem sucesso.

_Se ela pensa que eu vou deixar barato ela sair sem nem se despedir da filha dela desse jeito, está muito enganada. - Ela dizia enquanto encaixava roupas na mala, como quem treina boxe - E ainda me deixa com esse monte de tralha pra carregar e o psicológico da menina pra cuidar. Ela pensa que eu sou o quê?  Empregada dela?!

_Pense bem, Cla. Carol é muito sensata, jamais faria isso em sã consciência. Ela tinha que estar muito transtornada pra fazer uma coisa dessas. - Sérgio ponderou, mas Clarisse não pareceu se acalmar.

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