_E Diamante, o que você acha? Lá na loja disseram que o nome dele era Diamond. - Disse Gabriela. Agora as três estavam no carro, encarando um engarrafamento e pensando num nome para o unicórnio que Célia havia dado para Amora.
_Diamond não... Nem Diamante. Eu queria uma coisa mais rápida. - A menina se explicou.
_Um nome mais curto? - Carolina perguntou. - Então você puxou a mamãe. Eu gosto de nome curto, seu nome quase foi Liz, sabia?
_Era o nome que meu pai queria né? Ele me contou. - Amora respondeu.
_Sim, a gente ficou dois meses te chamando de Liz. Aí um dia me deu uma loucura de grávida e eu coloquei o dedo na cara dele e disse: "Escuta aqui querido, quem vai parir sou eu, então eu escolho." - Gabriela gargalhou, imaginando uma Carolina grávida possessa, de dedo em riste na cara do ex. - Ele ficou tipo "Ok, eu achei que você tivesse gostado de Liz, calma!", Apavorado, coitado... - Ela contava rindo.
_Ah, mas desde o BBB você falava em Amora. - A paulista comentou, lembrando de dizer que aquela era sua fruta favorita e ver a baiana sorrir ao longe, sonhando: "Minha filha vai se chamar Amora". Fazia tanto tempo, mas ela se lembrava de deixar seu subconsciente sonhar coisas absurdas para si naquela época: Ela e Carolina casadas, criando uma filha de nome Amora.
Bem, o destino era mesmo irônico. Não estavam casadas e mais de dez anos e dois casamentos tinham passado pelas duas. Mas suas mãos ainda estavam dadas, discretamente, escondidas no meio dos dois bancos. E no banco de trás, havia Amora. Ela não poderia mesmo querer outra coisa.
_Ai, eu não consigo pensar em nada, minha cabeça tá vazia. - A pequena reclamou.
_Eu tenho um nome. - Gabriela disse num sobressalto. - Não é muito criativo, mas... Quando eu era pequena, tinha um desenho que chamava Caverna do Dragão.
_Ai, eu amava! Eu e mana brigávamos pra ver quem seria a Sheila. - A baiana comentou.
_Então, eu era a Diana. - Gabriela riu com as lembranças - Era um dos únicos desenhos que tinha uma personagem negra, também, era bem legal. E um dos meninos tinha um unicórnio chamado Uni. - A paulista contou.
_Era uma menina, não era? Era a Uni, ou o Uni? Ai, não lembro, mas amava. - Carol completou.
_Eu também não lembro, mas lembro que berrava igual um cabritinho. Nunca entendi a lógica daquilo, mas também amava né? - Gabi riu acompanhada de Carol.
_Eu quero assistir esse desenho, a gente pode? - A menina pediu, animada.
_Pode, a gente pode assistir antes de dormir. Deve ter no youtube. - Gabriela respondeu.
_Aí você assiste e decide se quer batizar seu unicórnio de Uni, eu acho um bom nome. - Disse Carolina, vendo a filha assentir.
_Olha a pipoca... - Gabi anunciou chegando na sala com um balde imenso de pipoca, sentando no meio das duas.
_Ó paísso Gabi, minha mãe tá tão feliz que não vai nem bronquear. - Provocou Amora, e Carolina tacou uma pipoca nela, rindo.
_Ô menina! - Ela reclamou. - É festa do pijama, domingo, hoje o jantar pode ser pipoca sim.
_Eu tenho que admitir, nunca achei que ia te ouvir falar uma coisa dessas. - Gabriela comentou e Carolina lhe olhou, ofendida.
_Nossa, então eu sou chata, pelo jeito né? A estraga prazeres. - Ela deu um tapinha no ombro da percussionista, que riu.
_Minha mãe, ninguém disse isso, quem tá dizendo é você. - Amora respondeu e as duas riram.
_Tá bem, a chata aqui vai ficar quieta. - Carol fez um biquinho emburrado, que mesmo que fosse de brincadeira, despertou em Gabriela a vontade de tascar um beijo naquela boca.
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O Último Eclipse
RomanceQuando duas almas predestinadas se encontram, é como se houvesse um Eclipse. Uma explosão de faíscas em um abraço, contagiam até quem está assistindo de muito longe. Em pouco tempo são muitas pessoas compartilhando do mesmo sentimento: o frio na bar...
