_o Uber ta chegando. - Gabriela disse olhando o celular, enquanto Carolina se encontrava pendurada em seu pescoço, distribuindo beijinhos pelo seu rosto. Ela segurava a cintura da baiana com um braço, porque tinha a nítida impressão de que se não a segurasse, ela cairia no chão.
_Queria que a gente tivesse de carro...- Carolina murmurou.
_Ai meu Deus, eu tenho até medo de te perguntar porque. - A paulista guardou o celular no bolso desviando o olhar para os olhos da baixinha, e deu uma risada nervosa.
_Por que te ver dirigindo me dá um puta tesão. - Ela falou, casualmente, ajeitando a gola da camisa da outra. Gabriela suspirou, inclinando a cabeça pra trás como quem pede ajuda aos céus, o que fez Carolina rir.
_Cê sabe que eu não vou subir lá né? Vou te largar no lobby do hotel e sigo. - Ela avisou e viu Carolina soltar seu pescoço, e fazer menção de voltar pra festa. - Ô Peixinho! Que é isso? - Gabriela riu segurando a baiana com mais força, mas ela seguiu querendo se desvencilhar.
_Oxe, eu te avisei que se você continuasse de cu doce eu ia voltar pra festa sozinha e dar pra primeira que me quisesse. - Ela disse com segurança, encarando a outra com um bico nos lábios.
_Que voltar pra festa o quê, criatura, cê mal se governa de tão bêbada. - A baiana viu a paulista rir e plantou um tapa dolorido em seu braço.
_Você me respeite que eu não tô a venda não, Gabriela. Eu vou aonde eu quiser. - Ela cuspiu as palavras, tirando o braço da paulista de sua cintura. Mas Gabriela foi mais rápida, e num movimento brusco a puxou pra perto. O impacto dos mamilos sensíveis fez Carolina arfar de novo.
_E se eu subir com você? - Gabriela sussurrou sedutora, mas a baiana continuou emburrada.
_Melhora um pouco. - Ela disse fingindo indiferença e Gabriela riu lhe beijando o rosto. Logo o Uber chegou e elas embarcaram.
Peixinho passou o caminho todo provocando Gabriela discretamente. Enquanto batia um papo animado com o motorista, sua mão percorria a coxa da outra até quase entrar dentro do short. Vez ou outra, olhava disfarçadamente pra paulista pelo retrovisor, e Gabriela rezava para ter sanidade para fazer o que sua razão lhe pedia: Subir com Carolina, colocá-la na cama em segurança e ir para casa dormir.
Seu corpo, no entanto, gritava por ela. Sentia que a qualquer momento se renderia e atenderia seu desejo insano de jogá-la na cama do hotel e fodê-la a noite inteira.
Lembrou da prova de resistência do BBB, em que tinha perdido para Paula por pouco. Água, fogo, vento e lama e ela ali, acorrentada ao carro rezando para que seu corpo aguentasse. Pensou que, se houvesse um quinto elemento invencível, ele com certeza seria a mistura de água, dna e fogo baiano que era Carolina.
_Pronto, agora eu subo, te coloco pra dormir e vou pra casa. - A paulista achou que era seguro contar seu plano agora que elas estavam no lobby do hotel e o uber já tinha partido.
_Oxente? Tá pensando que eu sou Amora, é? - Carolina desfilou na sua frente, com o salto na mão e o nariz em pé, apertando o botão do elevador.
_Não, Amora não faz birra assim. - Gabriela cutucou, sorrindo.
_Olhe Gabriela, você me respeite, viu? Me respeite que eu tô a ponto de lhe enfiar esse sapato pela guela. - Ela apertou o botão mais umas dez vezes, descontando sua raiva. - E tem mais, Amora AINDA não fez birra com você. O dia que ela fizer, e ela VAI fazer, eu quero assistir de camarote, você tentando controlar o furacão. E vai ter que se virar sozinha, viu? - Carolina praguejou em tom de brincadeira.
_Eu tenho experiência com furacões baianos, esqueceu? Vai, entra aí, que hoje o fim do furacão pra senhorita vai ser banho e cama. - Ela disse, assim que a porta do elevador abriu.
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O Último Eclipse
RomansaQuando duas almas predestinadas se encontram, é como se houvesse um Eclipse. Uma explosão de faíscas em um abraço, contagiam até quem está assistindo de muito longe. Em pouco tempo são muitas pessoas compartilhando do mesmo sentimento: o frio na bar...
