S de Sobrevivência

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Hey nenês <3

Acharam que não iam mais me ver por aqui, não é?

Eu realmente espero que não, que tenham continuado a ter fé em mim KKKKKKKKKKKKK Mas entendo os desistentes, afinal, faz quase três fucking meses. É tempo demais para esperar. E é por isso mesmo que aos que ainda ficam, os que ainda esperam, os que vão reler a história, os que vão perguntar se eu estou bem ou quando irá ser atualizada..., eu deixo o meu mais sincero obrigada.

Do fundo do meu coração.

De uma jovem escritora no meio de duas faculdades, problemas psicológicos e familiares..., obrigada por vocês ainda estarem aqui. Por esperarem por mim e pela Mal. Por acharem que valem a pena. Tudo que eu posso fazer para agradecer é entregar algo que realmente é especial. É uma honra e um dever, eu acredito, minha humilde forma de retribuir tudo que vocês fazem por mim <3

Aqui está mais um capítulo. Seis mil e quinhentas palavras. Praticamente um capitulo e meio, uma vez que cada capítulo meu tem, por padrão, quatro mil. Eu espero que gostem e que aproveitem ele tanto quanto eu. Essa beleza demorou três meses para sair e só posso torcer para que achem que valeu a pena esperar.

Amo vocês, do fundo do meu coração, e sejam mais uma vez bem-vindes a Corona <3

Nox <3

Na primeira vez que abri os olhos a tentativa não durou mais do que alguns segundos. Apenas o bastante para registrar a claridade fraca, como se estivesse amanhecendo ou anoitecendo. Depois disso era apenas demais. O esforço para manter meu corpo funcional era mais do que eu poderia suportar. Ainda havia muitos reparos sendo feitos do lado de dentro para eu sequer começar a pensar em processar o lado de fora. Eu não me importava a quanto tempo estava ali, eu não me importava se havia algum grupo de busca atrás da aluna desaparecida na Floresta Proibida – de novo. Eles nunca iriam me encontrar, se eu não quisesse, pois Lagrum cuidaria disso para mim.

E eu não queria. Não ainda.

Já era noite quando meus olhos se abriram pela última vez. Eu gostaria de os fechar de novo, pois a inconsciência tinha vantagens tentadoras, mas a despeito de todas as dores e mal-estares que me deixavam enojada, exaustão não era uma delas. Queria que fosse. A inconsciência mascarava meus membros pesados e duros, o enjoo em meu estomago, a fraqueza em meus ossos, a dor que subia pela minha nuca e meu nariz queimando, juntamente com um caminho muito conhecido do meu corpo. Ao menos minha febre havia passado, resfriada em algum momento pelo couro frio ao meu redor e o inverno a minha volta.

Tinha certeza que havia desmaiado ainda meio sentada, com as dobras de Lagrum me apoiando os quadris e costas. Acordei, no entanto, deitada de lado e com os joelhos próximos ao peito, ainda no pé da árvore que meu amigo havia adotado como casa. Ele não gostava de passar muito tempo no chão, não para dormir, então seu único motivo havia sido não me atrapalhar – eu continuava a dormir em cima dele, com seu grande corpo tendo extensão o bastante para me servir de cama e ainda me ladear. Ele não parava de crescer e o pensamento bobo de invocar uma fita métrica realmente muito grande para saber em que nível de altura ele estava quase me fez rir. O esforço, porém, me fez travar no movimento com a dor nos músculos da barriga, nos ombros e no rosto.

Então, sobreviveu.

— Esconda seu desapontamento — retruquei enquanto acrescentava garganta seca a minha longa lista de mazelas. De olhos fechados, senti quanto sua enorme cabeça pairou acima de mim, um silvo longo ignorando meu deboche.

Consegue se mexer?

— Gostaria de não tentar, se não for pedir demais — murmurei. Se eu precisava de mais alguma prova do meu estado deplorável foi a falta de resposta de Lagrum. Eu tinha visto meu mentor compassivo e penalizado com minha situação física poucas vezes na minha vida e nenhuma delas foi por algo banal como um osso quebrado ou um pouco de sangue. A lembrança me fez abrir os olhos outra vez, buscando qualquer estimulo para enterrar a lembrança. — Que horas são?

Corona IIOnde histórias criam vida. Descubra agora