Dança das Masmorras

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Hey nenês <3

Aqui estou, não é mesmo? E aqui Mal está.

Não tenho muito o que falar do que já falei nas notas do capítulo anterior. Obrigada por ainda estarem aí. Eu amo vocês. Me desculpem pela demora - doi tanto em mim quanto em vocês, eu garanto.

A única diferença é a novidade: EU TÔ DE FÉRIAS PORRA!

Isso mesmo, damas e cavalheiros e pessoas demais. Eu FINALMENTE estou de férias. Entrei agora, nesta sexta, e agora vocês VÃO TER QUE ME ENGOLIR.

Estejam prontos, pq meu notebook quer me bater de tanto que estou escrevendo nele. Oh boy, que SAUDADE! Então até semana que vem (ou antes, dependendo da minha ansiedade), e aproveitem!

Malfeito, feito!

Nox!


O relógio já marcava oito e meia da manhã quando Pomfrey me teve apenas para ela outra vez. Eu me diverti enquanto eles saiam, imaginando os alunos topando com dois diretores de casas e o diretor da escola ainda de pijamas, sorrindo enquanto devorava o café da manhã inglês completo que Hoops, desta vez, havia me trazido. Papoula estava sentada em uma cadeira ao meu lado, se servindo de linguiças e pão tostado e chá preto com leite depois de minha insistência. Ela estava perdendo o horário do café por minha causa, afinal, e havia levantado da cama mais cedo.

— Esses elfos realmente gostam de você, não é? — Ela perguntou em uma garfada e outra, uma sobrancelha erguida, mas o rosto relaxado. Não era uma bronca ou uma observação acusatória, como McGonagall havia me feito mais cedo, sugerindo que a Floresta Proibida não era o único lugar restrito aos alunos que eu me esgueirava.

— Não é tão difícil — encolhi os ombros depois de beber um grande gole de café preto e puro, deixando que me esquentasse por dentro. — Se você os trata bem, eles te tratam ainda melhor, então é só ter o mínimo de respeito e decência que cabe a qualquer outro ser vivo.

Havia algo nos olhos de Pomfrey que brilhou com um pouco mais de intensidade, pro um momento, mas ela não disse nada. Terminou de comer e deixou o prato de lado, onde seria buscado depois, e me analisou pela quinta vez. Eu não iria reclamar, porém, pois foi a poção potente para dor que finalmente havia feito minha cabeça parar de latejar. De resto, assim como a outra vez, a curandeira não encontrou nada além de sintomas para tratar: enjoo, dores musculares, um pouco de desidratação e inanição Vi como ficou surpresa com esses últimos, pois esperava encontrar meus níveis muito mais baixos depois de tanto tempo sem comer ou beber, mas meu corpo aparentava ter ficado algumas horas em privação ao invés de quase dois dias inteiros.

Não me surpreendi, porém, pois sempre percebi que apesar de não ter problemas em comer e beber no cotidiano, eu não iria morrer se ficasse longos períodos sem acesso a essas coisas. Greta logo descobriu que cortar minhas refeições e minha água era uma tortura muito mais para ela do que para mim por causa da grande paciência que a punição requeria até algum efeito de fato começar a surgir – o que a fazia escolher caminhos mais imediatos. Com um pontapé, chutei a memória para dentro de mim outra vez, alongando meus dedos para afastar a dor gelada que os endurecia mesmo depois de tanto tempo.

Passei a ocupar minha mente de outras coisas, como a conversa que tive com os professores e as conclusões que ela levou. Em primeiro lugar, era claro que não os tinha dado tudo. Grande parte se devia do fato de que nem mesmo eu tinha conhecimento total sobre essa irritante ocorrência e a outra, sem surpresa alguma, por estar muito longe de me dispor a expor Lagrum desta forma. A história que eu contei, no fim, foi apenas um pouco mais detalhada do que a do início, com as novas informações sendo de que eu havia começado a passar mal após uma grande discussão com Daphne Greengrass.

Corona IIOnde histórias criam vida. Descubra agora