࿐ Radulf ࿐

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A manhã logo após o acidente de Radulf e Dargan no rio chegou rápido e Radulf acordou assim que sentiu a movimentação de Wafula na cama, para se levantar e ir preparar o café da manhã

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A manhã logo após o acidente de Radulf e Dargan no rio chegou rápido e Radulf acordou assim que sentiu a movimentação de Wafula na cama, para se levantar e ir preparar o café da manhã. Antes de sequer cumprimentar o general ou acompanhá-lo, Radulf foi até o quarto de Dargan só para confirmar que o garoto ainda dormia atravessado na cama de madeira, num sono profundo.

– Ele não vai fugir de novo, Rad. – disse Wafula, aproximando-se por trás de Radulf para beijar o ombro alheio. E antes de receber alguma resposta, passou os braços em volta do corpo dele, erguendo-o do chão com facilidade. – E você não pode estar andando por aí com esse pé.

Radulf não protestou por ser carregado para o andar de baixo, até sentar-se numa das cadeiras à mesa da cozinha e colocar o pé inchado sobre outra cadeira.

– Você vai ao castelo hoje de novo? Não vai continuar com essa de querer matar o ladrão, não é? – Wafula perguntou, desconfiado, e Radulf só fez uma expressão de desagrado.

"Depende do quanto a presença dele me irritar", Radulf gesticulou.

– Rad, não vamos ter a mesma conversa de novo.

"Eu tenho outros assuntos a tratar com o Idris, minha vida não gira em torno do ladrão, se quer saber", retrucou o conselheiro, e Wafula ainda olhou desconfiado para ele, deixando o fogo acender para esquentar água.

– Hm, acredito. – o tom de descrença de Wafula era palpável. – Eu vou ao campo de treinamento da capital, vou ver como andam os treinamentos e providenciar as trocas de postos nas fronteiras do norte. Vou adiar a viagem até você estar andando de novo. E antes que diga que não precisa, imagine ter que correr atrás do Dargan com o pé desse jeito.

A intenção de Radulf de protestar foi por água abaixo e ele só esperou a água ficar quente para tomar chá daquela vez, um muito ruim, por sinal, para ajudar na recuperação dos machucados. Dargan acordou mais disposto e chegou à cozinha para começar a comer também, escalando a cadeira e a mesa como ele estava bem acostumado a fazer, ainda se prestou a ajudar Wafula e determinar que ia cuidar de Radulf quando chegassem ao castelo, principalmente porque o conselheiro precisou de ajuda na montaria para não colocar peso no pé machucado.

Wafula só deixou o castelo depois de ajudar Radulf de novo, Dargan logo se distraiu com Seti e os demais criados enquanto Radulf era acompanhado por Borya até o quarto do rei. Ainda estava muito cedo, o conselheiro já esperava que Idris ainda estivesse dormindo, mas excepcionalmente, não foi o caso. Ele estava sentado numa das poltronas, encarando através da janela aberta com uma expressão bem distraída, a ponto de Radulf precisar bater na porta já aberta algumas vezes para chamar a atenção dele.

– Bom dia, Radulf. – Idris olhou para Radulf apenas por um instante, estava usando só o robe de dormir e voltou a olhar pela janela. – Alguma coisa para assinar?

Radulf franziu o cenho para a atitude do regente e precisou andar até entrar no campo de visão dele, movendo as mãos num "você sabe que tem que olhar para mim, não é?", ele comentou, e Idris suspirou numa expressão um pouco abatida, o que era estranho.

Um Silêncio de 15 AnosOnde histórias criam vida. Descubra agora