Capítulo quarenta e sete: O sepultamento do Prof. Meester

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  Desde o dia que a diretora McGonagall fora promovida, a carga de obrigações triplicou. Ela simplesmente não tinha mais tempo para certas coisas. Não havia um dia que não se perguntava como Dumbledore lidava com tudo aquilo.

Ao despertar bem cedo, se enrolou no robe e sentou na mesa do escritório. Havia uma pilha de cartas, a maioria referente ao serviço. Houve uma que lhe chamou bastante atenção porque era verde-escuro e ainda por cima não possuía remetente. Ao abrir e ver o que tinha dentro, ficou completamente perplexa e inojada.

- Pelas barbas de Merlin! Eu tenho que chamar os aurores agora!

Astória havia chorado quase que a noite toda por causa de Daphne. Apesar de ter certeza que tinha feito o certo, ainda estava péssima com o acontecimento. Suas amigas najas a consolaram o tempo inteiro, mas a dor não diminuiu. Saber que a pessoa que mais amava no mundo tinha te machucado profundamente era tão doloroso quanto receber uma maldição Crucciatus. A naja mal conseguiu pregar o olho. E só conseguiu porque tomou um calmante.

Acordou mais cedo que o comum. O Sol nem havia raiado. Chorou mais um pouquinho e decidiu dá uma pausa das lágrimas. Tomou um banho gelado e decidiu se vestir completamente de preto porque estava de luto.

Penteava o cabelo sentada para a penteadeira, em completo silêncio. O único som era o da escova. Flora despertou, retirou a máscara de olho e visou a amiga.

- Já está acordada, Ast? Ainda é muito cedo.

- Não estou com muito sono.

Carrow deixou a cama e abraçou a amiga por trás.

- Sabe que eu te amo, não é? - Declarou-se Flora - Que sempre estarei do seu lado.

- Sei.

- Olha, eu sei que o que a Daphne fez não foi nada legal. Mas será que não está levando um pouco a sério demais?

- Ela tentou controlar minha vida, Flora.

- Hes também. E eu a perdoei.

- Hestia te pediu desculpas. E Daphne é rancorosa e orgulhosa demais. Nunca vai me pedir perdão.

Os olhos de Greengrass lacrimejaram.

- Ah, amiga, não chora. Daphne vai te pedir perdão logo! Tenho certeza! - Limpou as lágrimas de Greengrass - Se quiser, deixa que eu mando a foto para McGonagall e para geral.

- Não, de jeito nenhum. É meu dever fazer isso. O meu coração pode está bem ferido, mas o meu cérebro ainda funciona perfeitamente. Meester vai se foder hoje e eu terei o prazer de ser a razão isso!

- É assim que se fala, amiga!

As duas se abraçaram fortemente. Greengrass deixou o quarto e foi ao corujal. Através da coruja de Hestia, enviou uma cópia da foto que desgraçaria Meester para sempre. Assistiu a ave partir e depois ficou caminhando pelo castelo sem rumo, perdida em seus pensamentos. Até dá uma certa hora em que se encontraria com seu assistente, que lhe entregaria uma pilha enorme das outras cópias da tal fotografia, durante o café da manhã.

Colocaram em todos os locais possíveis. Paredes, murais dos Salões Comunais, na parede de avisos, espelhos dos banheiros, embaixo das portas de salas de aulas. O último lugar foi no topo da escadaria que se movimentava.

- Jogamos agora, cara mestre? - Perguntou Bráulio

- Ainda não. - Respondeu ela

- Então, quando?

- Daqui alguns instantes, Bráulio. Daqui alguns instantes.

Ela verificou a hora pelo relógio de bolso rosa-claro. Ao dá oito horas, a sineta tocou com a intenção de alertar o começo da primeira aula.

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