Astória estava muito nervosa. Se encontrava sentada na sala de espera do elegante escritório de Wilma Bagshot. Usava um vestido azul-escuro com uma faixa branca acima da barriga e salto alto. O cabelo estava preso num coque perfeito e apenas algumas mechas frontais estavam soltas.
Usava alguns anéis com joias preciosas que ganhou do avô, o colar de rubi que ganhou do pai, a pulseira que ganhou da mãe – é claro –, e um chapéu de bruxa da mesma cor do vestido. Parecia uma verdadeira dama. Batia as unhas quadradas pintadas de verde para tentar controlar o nervosismo.
- Pode entrar. – Decretou a secretária antipática – A Sra. Bagshot já está lhe esperando.
Greengrass caminhou graciosamente até o escritório. Estava morrendo de medo. Aquela era uma oportunidade única e a chance de estragar tudo lhe assombrava. Bateu na porta três vezes e ouviu alguém dizer que podia entrar.
O escritório era magnífico. No último andar, com janelas de vidro. Estantes de livros por todos os cantos. Um tapete verde de pelo bem fofo. Uma enorme mesa com os pertences bem organizados. Era o local que Astória amaria trabalhar. Wilma Bagshot sentava de costas para ela e a costa da cadeira escondia completamente sua pessoa.
- Entre! – Ouviu ela dizer
Astória não ousou desobedecer. Suas pernas ficaram como gelatina de tamanho medo.
- Oi, Sra. Bagshot. Eu sou-
- Eu sei quem você é, menina tola!
- Então deve sabe como eu estimo muito a senhora. Eu leio os seus livros desde pequeninha! E ser sua assistente seria uma enorme honra!
- E você acha mesmo que merece depois de tudo?
- E-Eu não entendo, Sra. Bagshot. Depois de tudo o quê?
A cadeira se virou.
- Depois de tudo o que você me fez!
Não havia Wilma Bagshot alguma. E sim, sua mãe. Estava igualzinha como vira da última vez. Olhos verdes, cabelo loiro-amarelado natural até a metade do pescoço com cachos nas pontas. Usava o uniforme de Comensal da Morte, apenas a máscara estava em falta. Perseu deitava em seu colo e estava bem confortável tendo seu pelo acariciado pela loira.
Astória ouviu a porta se fechar. Se virou e avistou seu pai com um sorriso maquiavélico.
- Está na hora de você pagar, Sabiá!
- Pegue ela! – Ordenou ex-Sra. Greengrass ao gato
- Perseu? – Indagou ela assustada
O animal ignorou totalmente seu medo. Saiu do colo da Comensal da morte e correu agressivamente para a adolescente. Astória tampo o rosto, se encolhendo de medo.
Foi quando despertou. Retirou a máscara de olhos às pressas e se viu em seu quarto. Seu coração estava a mil. Estava tão acelerado que chegou a doer. Olhou a hora no relógio do criado mudo e viu que o Sol nem tinha nascido.
Foi um pesadelo. Só um pesadelo. Então, por que fiquei tão assustada?, pensou. Por obra de Merlin ou não, Perseu despertou da sua caminha e se locomoveu para perto da dona. Astória fez carinho nele, conseguindo se tranquilizar.
- Você nunca machucaria a mamãe, não é? Você é bonzinho.
O gato não fez nada. Apenas deitou ao seu lado. Ela deu um beijo na cabeça dele e tentou dormir. Não foi fácil.
Ao amanhecer, despertou pela segunda vez com uma ressaca braba. Como tinha deveres a fazer, tomou uma poção anti-ressaca e foi cumprir suas obrigações. Mandou cartões de agradecimento a quem lhe mandou presentes, brincou com Perseu e deu uma breve estudada nos últimos assuntos.
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Menina Selvagem
Fiksi Penggemar#Em 1° lugar como Drastória #Em 1° lugar como AstóriaGreengrass #Em 1° lugar como Astória #Em 2° lugar como Alvo Na alta sociedade bruxa, foi designado que meninas devem ser gentis, calmas e apresentáveis. Astória Greengrass era tudo, menos isso. El...
