Capítulo sessenta e quatro: Raízes

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  Pansy sabia que tinha irmãos. Que um deles estudava com ela. Porém, não se importava com suas existência. Eles não alteravam em nada na sua vida. Mesmo assim, não conseguiu deixar de ficar mexida com o que ouvira.

- Irmãos?

- Bem, meios-irmãos. – Corrigiu-se o corvino

- Explique-se! – Exigiu Blásio

- Não é como se precisasse de muito para entender. O nosso pai se apaixonou pela minha mãe e criaram uma família. Fomos muito felizes até descobrirmos que se tornou um assassino maldito!

- Você é o bastardo que meu pai mencionou. – Observou Pansy

- Infelizmente. Depois que foi preso, minha família e eu demos as costas para aquele nojento. Não precisamos de gente assim!

- Mas precisa do dinheiro dele, não é? – Alfinetou Blásio

- Ele pode ser um criminoso, mas ainda somos filhos dele! Goste ele ou não, merecemos os mesmos direitos! Assim como minha querida irmã, temos que ter acesso a todo o luxo e conforto! É bom que ponha um milhão de galeões na minha conta bancária ou-

- Ou o quê? – Interrogou Blásio

- Ou vamos resolver isso na justiça! Segunda família rejeitada VS filha legítima de ex-Comensal da Morte. Quem será que vai vencer?

- E como posso saber que está falando a verdade? – Questionou Pansy – Pode muito bem ser um golpista.

- Tenho um exame que-

- Exames podem ser falsificados toda hora! Vai precisar de mais para me convencer!

- Pegue minha carteira! Há uma fotografia da nossa família!

A naja pegou a carteira do chão – com muito nojo – e encontrou a fotografia. Era o seu pai, a amante e quatro filhos. Parecia ter sido tirada há alguns anos. A parte que mais doeu não foi que Rock estava mesmo com Sr. Parkinson. E sim que seu pai estava muito feliz. Ela não tinha uma foto com ele assim. E se já não bastasse, seu pai havia escrito na parte traseira.

“A próxima foto será na Escócia

- Papai”.

Sua garganta começou a doer porque engoliu o choro.

- Viu? Eu sou mesmo filho daquele babaca!

- Posso jogá-lo ainda, Pan. – Sugeriu Zabine

- Solte-o. – Pediu Pansy – Eu... Não consigo olhar na cara dele!

Contra o gosto, Blásio o soltou. Taylor juntou suas coisas e ficou de pé.

- Quero até amanhã um milhão de galeões na minha conta! Ou te verei no tribunal!

O sonserino deu pisada forte no chão e o corvino saiu fugindo na hora. Por alguma razão, as portas desta vez tinham cedido e ele conseguira fugir.

- Lamento que tenha passado por isso, Pan. Deve ser horrível. O que fará?

- Vou ver minha mãe.

Parkinson saiu da biblioteca e o capitão apressou o passo para alcançá-la.

- Você vai vê-la agora?

- Sim. Você o ouviu. Não tenho muito tempo! Preciso agir e tem que ser agora!

- Não acho que McGonagall vá te dá a permissão agora, Pan. Precisa avisar com quarenta e oito horas de antecedência para poder sair.

- E quem disse que preciso da permissão dela? Sei muito bem como sair daqui.

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