Capítulo sete: A caída do herói

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  O novo ano letivo tinha tudo para ser bom. Isso porque Daphne enfim iria Hogwarts. Astória estava alegre, mas não tanto quanto sua irmã. A caçula olhava para a janela frequentemente procurando pela coruja que trazia sua carta.

Além disso, era ano de Copa Mundial. Astória nunca tinha visto sua irmã tão contente. A menina era profundamente fanática de Quadribol e colecionava cartas, camisetas e até posteres. Sra. Greengrass dizia que isto não era coisa para garotas. Contudo, seu marido a fez ficar quieta rapidinho.

Assim como a mãe, Astória não tinha qualquer vontade em ir à Copa Mundial. Ela ainda ia aos jogos da Sonserina por amor da sua Casa, mas não via razão para ir á Copa Mundial. E o fato de Daphne falar sem parar só reprimia mais seu desejo.

- Como você não quer ir, Sabiá? – Indagou seu pai, na biblioteca de casa

- Não quero, papai! Não vejo graça alguma em ir! O que tem de mais em ver pessoas correndo atrás de goles e pomo de ouro e balaço? Isso não é para mim.

- É porque você não sente a vibração! – Daphne tentou justificar – Quadribol é muito mais do que voar atrás de goles! Tem a animação, a agitação, as pessoas torcendo! Não consegue sentir?

- Não. Será que não posso ficar em casa?

- De jeito algum! – Proibiu Sr. Greengrass – E se um safado descobre e vem fazer maldade com você? Isso não posso permitir!

- Sei me defender, papai. Além do mais, Pin estará comigo.

- Não, não. Você vai. Ou...

- Ou?

- Fica com seu avô?

- Com o vovô?

Vovô Greg, pai do Sr. Greengrass, era o homem preconceituoso que poderia existir. Seu filho ainda conseguir ser melhor porque havia esperanças de evolução. Já seu pai era um velho rigoroso, chato e até assustador. Como morava na Alemanha, não era visitado muito frequentemente. Suas netas agradeciam, porque sempre que iam tinham que ouvi-lo reclamar sobre os novos tempos inconsequentes. Além do mais, foi um dos primeiros seguidores do Lorde das Trevas e contava suas histórias como se fosse um soldado de honra. Definitivamente, ficar com o vovô Greg não ia ser divertido.

Daphne lançou um olhar à irmã, dizendo que era melhor ir com elas.

- Será que não tem outro jeito?

- Não. Todos de confiança vão à Copa Mundial. E eu não quero que pensem que minha filha é jogada no mundo!

- E se eu for e ficar na barraca?

- Não, Astória! Ou vai com a gente, ou fica com o seu avô! Decida-se!

Cruzou os braços e soltou um suspiro frustrado.

- Eu vou ficar com o vovô.

- Tem certeza?

- Sim. Só vai ser por um fim de semana, acho que posso aguentar.

- Pois está decidido! E depois não me mande cartas, implorando para ser buscada!

Daphne achou a escolha da irmã terrível, mas não interferiu. Astória pegaria uma Chave de Portal pela manhã e sua família viajaria algumas horas mais tarde. Pin havia organizado sua mala. Tinha mais livros do que roupas. O gosto literário do avô era chatíssimo e não tinha nada além de obras preconceituosos ou documentos financeiros ou históricos. Enfim, coisa chata.

Deu uma longa despedida amorosa no pai e na irmã. Ia se aproximar da mãe, mas Richard não permitiu. Tocou na colher e assim foi levada.

A mansão de vovô Greg era tão chata como ele. Eram cores neutras e não tinha nada de interessante. Lembrava-se de quando, mais novas, ela e sua irmã exploravam a casa e não achavam nada de divertido. Mesmo assim, levavam uma bronca daquelas do morador.

Menina SelvagemHistórias para pegar e não largar. Descubra agora