O novo ano letivo tinha tudo para ser bom. Isso porque Daphne enfim iria Hogwarts. Astória estava alegre, mas não tanto quanto sua irmã. A caçula olhava para a janela frequentemente procurando pela coruja que trazia sua carta.
Além disso, era ano de Copa Mundial. Astória nunca tinha visto sua irmã tão contente. A menina era profundamente fanática de Quadribol e colecionava cartas, camisetas e até posteres. Sra. Greengrass dizia que isto não era coisa para garotas. Contudo, seu marido a fez ficar quieta rapidinho.
Assim como a mãe, Astória não tinha qualquer vontade em ir à Copa Mundial. Ela ainda ia aos jogos da Sonserina por amor da sua Casa, mas não via razão para ir á Copa Mundial. E o fato de Daphne falar sem parar só reprimia mais seu desejo.
- Como você não quer ir, Sabiá? – Indagou seu pai, na biblioteca de casa
- Não quero, papai! Não vejo graça alguma em ir! O que tem de mais em ver pessoas correndo atrás de goles e pomo de ouro e balaço? Isso não é para mim.
- É porque você não sente a vibração! – Daphne tentou justificar – Quadribol é muito mais do que voar atrás de goles! Tem a animação, a agitação, as pessoas torcendo! Não consegue sentir?
- Não. Será que não posso ficar em casa?
- De jeito algum! – Proibiu Sr. Greengrass – E se um safado descobre e vem fazer maldade com você? Isso não posso permitir!
- Sei me defender, papai. Além do mais, Pin estará comigo.
- Não, não. Você vai. Ou...
- Ou?
- Fica com seu avô?
- Com o vovô?
Vovô Greg, pai do Sr. Greengrass, era o homem preconceituoso que poderia existir. Seu filho ainda conseguir ser melhor porque havia esperanças de evolução. Já seu pai era um velho rigoroso, chato e até assustador. Como morava na Alemanha, não era visitado muito frequentemente. Suas netas agradeciam, porque sempre que iam tinham que ouvi-lo reclamar sobre os novos tempos inconsequentes. Além do mais, foi um dos primeiros seguidores do Lorde das Trevas e contava suas histórias como se fosse um soldado de honra. Definitivamente, ficar com o vovô Greg não ia ser divertido.
Daphne lançou um olhar à irmã, dizendo que era melhor ir com elas.
- Será que não tem outro jeito?
- Não. Todos de confiança vão à Copa Mundial. E eu não quero que pensem que minha filha é jogada no mundo!
- E se eu for e ficar na barraca?
- Não, Astória! Ou vai com a gente, ou fica com o seu avô! Decida-se!
Cruzou os braços e soltou um suspiro frustrado.
- Eu vou ficar com o vovô.
- Tem certeza?
- Sim. Só vai ser por um fim de semana, acho que posso aguentar.
- Pois está decidido! E depois não me mande cartas, implorando para ser buscada!
Daphne achou a escolha da irmã terrível, mas não interferiu. Astória pegaria uma Chave de Portal pela manhã e sua família viajaria algumas horas mais tarde. Pin havia organizado sua mala. Tinha mais livros do que roupas. O gosto literário do avô era chatíssimo e não tinha nada além de obras preconceituosos ou documentos financeiros ou históricos. Enfim, coisa chata.
Deu uma longa despedida amorosa no pai e na irmã. Ia se aproximar da mãe, mas Richard não permitiu. Tocou na colher e assim foi levada.
A mansão de vovô Greg era tão chata como ele. Eram cores neutras e não tinha nada de interessante. Lembrava-se de quando, mais novas, ela e sua irmã exploravam a casa e não achavam nada de divertido. Mesmo assim, levavam uma bronca daquelas do morador.
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Menina Selvagem
Fanfiction#Em 1° lugar como Drastória #Em 1° lugar como AstóriaGreengrass #Em 1° lugar como Astória #Em 2° lugar como Alvo Na alta sociedade bruxa, foi designado que meninas devem ser gentis, calmas e apresentáveis. Astória Greengrass era tudo, menos isso. El...
