Capítulo sessenta e seis: O traidor

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  Prof. Slughorn estava nervoso. Havia recebido uma carta das netas pedindo para tomar um chá com ele em seu salão. Claro que ele aceitou na hora. Havia organizado a mesa e conseguido comidas e bebidas na cozinha. Às oito horas - o horário exato que combinaram - bateram na porta.

- Podem entrar!

As Greengrass entraram e se sentaram.

- Chá, Daphne? - Ofereceu ele

- Sim, por favor.

- E café para você, Astória?

A garota não prestou atenção na pergunta porque estava concentrada nos olhos verdes de seu avô. Embora o tenha olhado várias vezes, jamais percebeu que tinha a mesma cor que a da Sra. Greengrass. Só que não eram aqueles olhos frios e arrogantes. Eram gentis e tranquilos.

- Ast, quer café? - Perguntou a atleta, roubando sua atenção

- Sim, sim. Eu adoraria.

Ele fez um feitiço e o bule encheu as xícaras.

- Nós fomos visitar Dinorah. - Contou a mais velha

- Eu soube. - Disse ele

- Soube? - Questionou a mais nova

- Sim. Recebi um berrador ontem a noite dela, dizendo palavras mais do que inapropriadas. Ofenderam a mim e a vocês.

- Como pode ser sua culpa?

- Segundo ela, a minha linhagem podre e fraca contaminou vocês. No fim do recado, falou que são um problema meu agora. Não que eu as ache um problema!

- O senhor quer ser o nosso avô? - Perguntou Astória, com medo da resposta ser negativa

- Mas é claro que eu quero! Não só porque são as únicas parentes que me restam, mas porque eu realmente as amo! Não sabem como fico feliz em ter netas tão extraordinárias!

- Nós também ficamos muito felizes em ser netas de alguém tão brilhante, Pro... Vovô. - Confessou Daphne

Ouvir ser chamado assim fez o Prof. Slughorn dá um sorriso grandioso. Naquela manhã, ele havia sido incluso na família. Começaram a falar dos mais variados assuntos.

- Ainda não escolhemos uma data, mas vamos viajar de barco durante o verão. - Contou Astória

- É mesmo? E para que lugar planejam ir? - Quis saber vovô Horário

- No momento, só decidimos ir à Grécia.

- Se quiser, posso lhe dizer lugares ótimo. Eu viajei pelo mundo inteiro, quando era rapaz.

- Quero ouvir todas as suas sugestões. Por quanto tempo viajou, vovô?

- Doze anos.

- Deve ter sido uma barra ficar tanto tempo longe da família. - Supôs Daphne

- É, mais ou menos. A verdade é que meus pais queriam que eu trabalhasse no Ministério da Magia, me casasse e desse continuidade a nossa linhagem. De certa forma eu meio que fugi.

- O senhor não possui primos? Irmãos?

- Não, eu fui filho único. Que eu me lembre, tenho parentes no sul do País de Gales. Mas não mantenho contato com eles.

- O senhor esteve sem família por todo esse tempo? - Perguntou Daphne

- Bem, estive. - Respondeu triste - Mas agora eu tenho vocês.

- E nos terá para sempre, vovô! - Prometeu Astória - Agora que faz parte da família, estará presente em todas as ocasiões. De bailes a jantares familiares!

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