Capítulo sessenta e sete: A feira da Magia

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  Havia chegado o dia tão temido pelos alunos. A feira da magia. As cumpridas mesas do Salão Principal foram substituída por fileiras de mesas menores. Como havia muitos grupos para apresentar, foi feito um rodízio de horário. O grupo de Blásio era um dos primeiros, logo chegaram bem cedo para a organização. Greengrass deu uma passada lá, tomando uma xícara de café.

- Oi, galera. - Cumprimentou - Como andam as coisas?

- Tirando o fato que umas cem pessoas vai nos assistir, de boas. - Falou Pansy nervosa - Sem falar os nossos pais, os professores, os juízes.

Parkinson se calou quando sua mão foi segurada pelo namorado, transmitindo confiança.

- Relaxa, Pan. O projeto de vocês é incrível! Aposto que ficarão em segundo lugar!

- Segundo? - Indagou o capitão - Acho que quis dizer o primeiro.

- Não, é segundo mesmo. - Confirmou Astória - O projeto de vocês é irado, mas o do meu grupo será o vencedor. Não é querando me gabar, mas temos espelhos mágicos comunicadores.

- Nós temos tênis com asas.

- Ok. Ambos os trabalhos são bons. - Interviu Draco - Não vão brigar!

- Não é briga, é massacre. - Corrigiu sua namorada

- Já que se garante tanto, por que não fazemos uma aposta? - Propôs Zabine - Aquele que não ganhar o primeiro lugar, passa a noite na Floresta Proibida.

- Não podem está falando sério! - Ralhou o apanhador

- Ah, eu estou! - Garantiu seu amigo - Vai dropar* essa, Greengrass?

*Mesmo que mandar ver, ir fundo

Blásio estendeu a mão e ela o apertou com firmeza.

- Pode apostar que sim! - Afirmou ela - Que vença o melhor! No caso, eu!

- É o que veremos!

Enquanto os dois travavam a disputa pelo primeiro lugar, Hestia e Francis organizavam a mesa.

- Não acha que foi imprudente da sua parte usar aquilo com St. Clair? - Perguntou Bulstrode

- O quê? Queria que eu o jogasse de verdade da torre? - Questionou a monitora

- Claro que não. Só acho que havia outras formas de descobrir, como colocando a poção da verdade na bebida dele.

- Poção que seria descoberta através de exames.

- Não teme que ele te denuncie?

- Ele não fará isso. O traumatizei por anos. Deve está preocupado em se tratar com uma analista. E mesmo que o faça, quem há de acreditar? Será a palavra dele contra a minha. E é claro que meu melhor amigo testemunhará ao meu favor dizendo que eu estava com ele no exato momento. Certo?

- É claro que eu farei isso. Eu sempre te ajudo, não é? O que fará com a informação que obtém?

- Nada.

- Nada? Você fez tudo isso para acabar não fazendo nada?

- Francis, já ouviu falar em algo chamado laranja? É alguém que faz as coisas para você. E eu já sei quem será.

Apontou para Nott, que lia o Profeta Diário enquanto seus colegas organizavam a mesa.

- Nott? É sério? Mais fácil seus pais te pedirem desculpa do que aquele imbecil te ajudar.

- Ele não fará por mim, fará por ele. Esqueceu que é o pai dele que está sendo enrolado? É evidente que ficará de bruços cruzados. Por que devo sujar as mãos quando tem alguém estúpido o bastante para fazer isso por mim?

Menina SelvagemHistórias para pegar e não largar. Descubra agora