Capítulo oitenta e três: Casamento imperfeitamente perfeito

186 6 42
                                        

Astória estava na sala de poções. Invés de assistir a importantíssima revisão que o seu avô dava, pensava na noite perfeita que foi o baile da Queda e em como ela terminou. A lembrança de dançar com Draco tinha a capacidade de produzir um poderosíssimo patrono. Apoiava o queixo na mão, sorrindo bobamente.

- Foi perfeito.

- Perdão? - Indagou seu avô

A garota se constrangeu quando todos a encararam. Olhou uma pergunta sobre a fórmula de uma certa poção no quadro. Se pôs de pé e a respondeu corretamente.

- Muito bem. Dez pontos à Sonserina.

Greengrass deu um suspiro aliviado ao se sentar. Malfoy riu baixinho da namorada.

- Algum comentário, Malfoy? - Perguntou Prof. Slughorn

- Não, senhor.

Draco recebeu um tapinha no peito no mesmo instante que a sineta tocou. Os alunos recolheram seus pertences e saíram da sala.

- Isso é tudo culpa sua! - Culpou a naja

- Culpa minha? O que foi que eu fiz?

- Astória, venha cá, por favor. - Chamou o diretor de sua Casa

- Te espero lá fora.

- Ok.

Draco se retirou e Astória foi na direção do idoso.

- O que foi, vovô?

- Reparei você bastante distraída hoje.

- Me desculpe. Isso não vai se repetir!

- É o que espero. Não se esqueça que ainda precisa obter ótimos N.I.E.Ms para ser professora. Ainda é o que quer, certo?

- Mais ou menos.

- Como assim?

- No dia do baile da Queda, recebi uma carta do próprio chefe do Departamento da Execução das Leis da Magia me convidando para ser auror. Papai me disse para fazer o que me deixa feliz. Para ser franca, suas palavras não me ajudaram em nada. Estou dividida novamente, vovô.

- Porque haveria de se dividir? Tem que aceitar este emprego!

- Tenho?

- É claro que sim! Tem emprego mais honroso que se tornar uma auror? Sem falar que vai ajudar aos outros, que é o que quer.

- Sim, mas sempre me imaginei na área da educação. Achei que apoiasse que fosse professora?

- Apoio tudo o que quiser, Tory. Mas entre ser professora de uma relés escola a uma auror, eu iria em auror. Bem, você quem deve decidir. Ah! Já ia me esquecendo! – Pegou dois convites de dentro da gaveta da escrivaninha e entregou a ela – Para você e seu namorado. O último encontro do clube do Sluge está chegando. Quero ver os dois, especialmente você, lá.

- Nós iremos. Preciso ir para a aula de Feitiços agora. Tchau, vovô.

- Tchau, Tory. Pense no que eu te disse!

- Pensarei.

O osculou na bochecha e saiu da sala. Visou seu namorado a aguardando no corredor.

- O que ele queria? - Quis saber Malfoy, andando para a sala

- Me advertiu por não ter prestado atenção na aula e me apoiou veemente a ser auror.

- Ainda acho que deveria ser professora.

- Por quê?

- Porque é mais seguro. E nunca te ocorreu seguir essa profissão.

As mãos do monitor-chefe suavam e tremiam só de imaginar o que poderia vir a acontecer a namorada caso seguisse a profissão.

Menina SelvagemOnde histórias criam vida. Descubra agora