Capítulo 51- Sua Dama, Preciosa.

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~Narrador~

Elizabeth colocava os brincos quando alguém bateu na porta, Clara atendeu, porém havia apenas uma carta deixada no chão, a morena analisou o envelope desconfiada, havia apenas o nome de sua senhora escrito no canto inferior do papel.

Lizy abriu a carta com um certo receio e a pedido de Clara leu em voz alta:

- Amada Elizabeth, gostaria de expressar direito meus sentimentos por meio desta carta, eu admiro seu intelecto, afinal tive a honra e o prazer de ouvi-la dialogar em alemão e francês, a vi dançar, mesmo não sendo eu seu parceiro, isso me fez sorrir.
A senhorita, involuntariamente, se tornou o motivo pelo qual ainda vou ao restaurante mesmo podendo receber minhas refeições nos meus aposentos.
Como disse anteriormente, não sei expressar meus sentimentos, que são tão inusitados quanto empolgantes, se estamos presos no mesmo navio, acredito ser divertido vê-la tentar me encontrar na festa dessa linda noite.
Para: A minha linda e preciosa esmeralda.
De: Seu admirador secreto.

- Seja lá quem for o encontraremos durante a festa- disse Clara enquanto ia até o guarda roupas pegar as máscaras.

Elizabeth passava suavemente os dedos pelas delicadas ilustrações que simulavam uma moldura de flores no papel, enquanto deixava as palavras se escaparem acompanhadas de alguns suspiros:

- Eu não recebo muitas cartas de amor vindas de Ciel, pra dizer bem a verdade ele só me escreve marcando um encontro ou quando vai viajar, nessas cartas ele só tenta me tranquilizar sobre sua saída, entretanto eu não fico preocupada, sei que Sebastian é um bom guardião e que trará meu noivo a salvo, mas ainda assim...

- Leve em consideração o fato do conde ser alguém duramente castigado pela vida, seu psicológico foi quebrado por tristezas profundas, cabe a senhorita restaurar o coração desse jovem e trazê-lo de volta para a luz.- disse Clara colocando a máscara em seu rosto.

Lizy sorriu para si mesma, pegou sua máscara na penteadeira e exclamou:

- Certo, tens toda a razão!.

- Então vamos?- pergunta a morena abrindo a porta.

A condessa levanta em um pulo, com seu sorriso mais brilhante do mundo, agarrou o braço de Clara e a puxou quarto a fora dizendo:

- Vamos! Vamos!

O salão se encontrava deslumbrante, a valsa tocava suavemente, enquanto Elizabeth passeava pelo salão cumprimentando as pessoas, Clara deslizava seus dedos sobre a mesa e sequestrava uma taça de vinho.

Elizabeth é convidada para dançar por um jovem nobre, Clara andou apressadamente em direção aos dois assim que percebeu de quem se tratava o nobre, porém foi agarrada por Claude, seus olhos mortais foram colocados no rosto pálido do mordomo.

- Me largue - murmurou ela.

Claude cerrou os dentes e disse lentamente:

- Nem pense em fazer um escândalo.

Clara o olha com deboche, um sorriso apareceu em seus lábios quando ela perguntou:

- Da última vez eu não te esfaqueei direito?

- Devo lhe dizer que seu trabalho foi excelente eu realmente pude apreciar a morte bem de perto, porém, como tudo o que a senhora faz, foi um serviço imperfeito, a prova disso é o meu coração que continua pulsando.- ele a afrontou em resposta

- Filho de uma... Wow!- Claude a puxa mais para perto de si, quebrando a distância respeitável entre eles.

- Uma dama não deve ter uma língua tão afiada.- sussurrou ele no ouvido da morena.

Por ElaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora