~Narrador~
Clara chegou na mansão Midford, Elizabeth estava em seu escritório lendo os últimos relatórios sobre a fábrica, Clara adentrou a mansão determinada a esconder a espada, subiu as escadas e a guardou dentro do guarda-roupas.
- O que está escondendo?- diz Edgar assustando a morena.
- Nada!- respondeu ela com firmeza.
Ele entrou pela janela como sempre fazia, pegou no trinco do móvel, antes que ele abrisse, Clara o impediu fechando a mão e socando o objeto, o estrondo assustou o anjo que instintivamente se afastou.
- O que houve com você irmãzinha?- pergunta o loiro assustado.
- Nada, apenas acho que em meu guarda-roupas eu teria certa privacidade.
- AH então te incomoda o fato de um homem mexer em seus pertences?
Ela concorda com a cabeça e ele acreditou fielmente na mentira, Edgar sempre foi ingênuo, para ele seus irmãos eram seres dos quais nunca se devia questionar, mas Clara sempre teve um espaço mais especial no coração do jovem anjo. Não só a admirava como também era muito mais próximo dela, algo fazia de sua irmã uma pessoa maravilhosa aos seus olhos.
- Irmãzinha...
- Sim?
- Vou fazer uma reunião familiar em breve.... Queria que você comparecesse.
- Tudo bem, eu vou.
- Não faz ideia de como estou aliviado, tenho um comunicado a fazer e queria que comparecesse.
- Agora me deixaste curiosa, o que pretende?
- O que quero só pode ser dito na hora, talvez cause alguma revolta.
Clara deu dois passos para frente e aconselhou:
- Ouça seu coração, ele não errará.
Edgar estava feliz, ter o apoio de quem ele mais amava era tudo o que sempre buscou, o loiro fez uma breve reverencia para depois sair.
Por mais que ele amasse Clara, algo estava acima desse amor, era as leis celestes, das quais ele era responsável por fiscalizar o cumprimento, então se ele achasse a espada, teria que iniciar uma guerra contra a própria irmã.
Embora essa fosse a preocupação da dama de companhia, Edgar tinha um plano totalmente diferente.
Clara olhava o espelho, algo a dizia que Elena ia aparecer a qualquer momento no reflexo daquele objeto, foi quando Peter chegou, abriu a porta violentamente e cravou seu olhar assustado no rosto da morena. Ela se levantou em direção a porta, mas o moreno a empurra para dentro e fecha o cômodo com rapidez.
- O que houve?- disse Clara preocupada.
- Você quer mesmo saber?- disse Peter com o ouvido encostado na porta.
- Se não quisesse não perguntaria. - respondeu ela.
- Delicada. - ironizou ele.
- Obrigada. -Clara debocha.
Peter apenas revira os olhos, mas nesse momento Clara percebe algo, os olhos do moreno estavam azuis.
- Peter porque mudou a cor dos olhos?
- Alois e seu mordomo estão lá em baixo.- responde ele sem rodeios.
Clara pensa por alguns minutos, depois arruma o terno de Peter, o cabelo dele, e quando ele já estava impecável, ela ordenou.
- Desça e sirva a minha senhora como mordomo, estou confiando em você.
Ele acena em concordância e saí, Clara passa o resto do tempo andando de uma extremidade do quarto até a outra, seus pés descalços faziam o som de tapinhas na madeira. A ansiedade a corroía por dentro, quando de repente um forte vento invade o quarto levando o chapéu de Clara pelos ares.
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Por Ela
Fiksi Penggemar"Desde que Lizy contratou aquela mulher misteriosa para ser sua dama de companhia ela anda diferente." - Ciel. Elizabeth, uma jovem garota de 17 anos prestes a se casar com o rapaz a quem seu pai prometera a sua mão quando ainda era apenas um bebê. ...
