Foi acontecer alguns dias depois, Serkan se arrumou para ir trabalhar, e nesse dia em específico, Eda não iria com ele para a E.E, por isso, quando ele saiu, ela ainda estava dormindo, largada na cama, com uma camiseta dele. Ele desceu até a garagem, e antes de entrar em sua Porsche, ele, que estava vendo algo distraído no celular, percebeu o dia que era, e uma enxurrada de lembranças tomaram conta de seus pensamentos. Uma dor dilacerante tomou conta dele naquele momento, mas a dor não se deu porque ele havia se lembrado, e sim, porque ele havia esquecido.
Eda não fazia ideia do que estava acontecendo, ela só foi, realmente perceber que havia alguma coisa errada, quando já era tarde da noite, e Serkan ainda não havia voltado para casa. Nina também não havia chego, por isso, no desespero por encontrar o marido, ela ligou para Can.
- Eda. - Can respondeu do outro lado da linha.
- Can, o Serkan ainda não chegou, você sabe se ele ainda está na E.E., ele não me avisou nada, nem atende minhas chamadas.
- Eda... Hoje é o dia que a Madison morreu. - Respondeu do outro lado da linha, e um aperto no coração de Eda se deu naquele momento.
- Tudo bem, obrigada. - Agradeceu, e desligou.
Como no aniversário da mesma, ela bem esperou que o marido chegasse bêbado, e já de madrugada, mas... Não foi isso que aconteceu. Ele simplesmente não apareceu.
Ela foi até a empresa, foi até o escritório de Christian, e ninguém sabia onde Serkan estava. Já era quase fim do dia seguinte, e Nina, Can, Christian e Eda estavam reunidos na sala de Can na Empire, e buscavam incansavelmente por ele.
- Senhor Can? - Um segurança apareceu na porta da sala dele, é claro que além dos amigos, Can e Christian haviam colocado metade dos seguranças da Empire para procurá-lo. Sumir por 1 dia não era incomum de Serkan, mas quando o amigo sequer voltou para a casa, todos se preocuparam.
- Certo, obrigada. - Disse, voltando com um papel. - Eu vou até esse Motel, Christian, vá até esse bar. - Ele entregou o endereço ao amigo, Nina, casa, sem reclamações, e... Eda, tem um lugar que ele pode estar. - Disse suspirando.
- Qual? - Perguntou pronta para sair dali e ir correndo.
- É relacionado a Madison... Eu...
- Aonde Can? - Ela não se importava, sabia que o sumiço dele se dava por conta de Madison, e depois administraria seus sentimentos quanto a isso, mas no momento, ela queria apenas encontrar o marido.
Quando Eda entrou na pequena igreja que ficava no bairro Mayfair, ela, finalmente o encontrou lá. Ele estava sentado em um dos primeiros bancos, a cabeça baixa, e quando ela se sentou ao lado dele, ela pode ver a garrafa de whiskey, já quase no final, em sua mão.
- Serkan? - Ela chamou, e ele levantou a cabeça, e a encarou. - Está chorando? - Perguntou, mas em resposta, veio uma risada abafada.
- Eu fico aqui... - Começou a falar. - Com toda essa dor, e essa agonia, presas na minha garganta, e nenhuma lagrima sai. - Disse. - Como se o meu castigo fosse sentir isso pelo resto da minha vida. - E um silêncio veio após isso. Ela não entendia muita coisa sobre Serkan Bolat, mas ela nunca questionaria o tamanho da dor que ele sentia. - Essa era a igreja que ela havia escolhido, sabe, para nos casarmos. - Disse, e ela deu a ele mais algum tempo.
- Nós estávamos preocupados por você. - Disse.
- Eu precisava de um tempo. - Disse, a voz enrolada pela embriaguez.
- Vamos pra casa? - Ela ofereceu a mão.
- Você vai. - Ele disse se levantando. - Vou chamar um táxi para você. - E saiu cambaleando.
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Vas a Quedarte
Hayran KurguSentimentos não são fáceis de mudar. As barreiras criadas por uma pessoa, que havia chego no auge de sua dor, são quase impossíveis de se quebrar... Quase. Serkan Bolat era o dono dessas barreiras. Ele vestia diariamente uma armadura, que nem seus...
