Capítulo 31

900 70 23
                                        

Logo no início de agosto, após ambos se organizarem em seus trabalhos, e enquanto Sanem e Can aproveitavam e muito sua viagem, é claro que mais longa, em Paris, Eda e Serkan partiram para a Itália.

- Sem um jato particular hoje? - Eda perguntou, os dois estavam na sala VIP do aeroporto, esperando seu voo.

- Não, hoje queremos ser fotografados. - Ele disse, e apontou com a cabeça para o vidro, onde era possível ver um paparazzi com uma câmera apontada para eles.

- Odeio essa falta de privacidade.

- Eu quem o diga.

- Então porque se deixa passar por isso?

- Porque infelizmente, embora a E.E. esteja no melhor dos seus momentos, economicamente falando, as noticias que saem sobre nós, ou melhor, que saiam, influenciavam, e muito quando íamos fechar um contrato ou algo do tipo.

- Claro, porque agora todas as noticias que saem, são de um Serkan Bolat muito bem comportado ao lado de sua esposa dedicada.

- Exatamente. - Assentiu passando seu braço por cima do ombro dela.

- Eu ainda te odeio Serkan Bolat. - Disse, porém ela sorria, e seu tom era leve. Ele sorriu com esse tom.

- O sentimento é mútuo Eda Yildiz.

- Sem o Bolat hoje?

- Sem o Bolat hoje. - Confirmou.

A viagem entre Londres e Itália não era longa, por isso, eles chegaram cerca de 2h depois. Os dois passariam alguns dias em Roma, e depois iriam para Florença.

- Você tem certeza de que quer ficar aqui? Não imagino Serkan Bolat dormindo no sofá. - Eda disse, ela já estava de pijama, na sala da suíte que eles estavam. Haviam chego a algumas horas, haviam jantado em um restaurante próximo ao hotel, e pelo pouco que havia visto, Eda já havia se encantado com a cidade.

- Não tem problema Eda. - Ele disse rindo. - Eu sou um cavalheiro, não vou deixar você dormir no sofá. - Disse tranquilo, e ela revirou os olhos.

- Bom, nesse caso, boa noite Serkan Bolat.

- Boa noite Eda Bolat.

- Ah, estamos de volta. - Ela disse, se referindo ao sobrenome.

No dia seguinte, ambos foram é claro, no Coliseu, e passaram praticamente toda a manhã lá, e quando saíram, foram até a um restaurante próximo.

- Porque você sempre gosta de sentar perto da janela? - Ele perguntou.

- Pra ver a vista. - Respondeu.

- Não, mas em Londres, sempre que saímos você também sempre escolhe sentar perto da janela. - Disse. - Você mudou a mesa do seu escritório para perto da janela Eda. - Lembrou.

- Pra ver a vista. - Repetiu obvia.

- Pra ver a mesma Londres que você vê todos os dias. - Ele riu.

- Não é a mesma Londres de todos os dias, a cidade sempre muda. - Ela contestou quase que ofendida. - Tem dias que o tempo está nublado, tem dias que está ensolarado, tem horas do dia em que a rua está cheia de carros, tem horas que não se vê nenhum carro, perto do fim do dia os bares estão sempre cheios... - Pontuou, e Serkan deu uma leve risada. - Não vejo graça nisso.

- Não é graça, mas é a certeza de que eu nunca vou conhecer alguém na vida que olhe para a mesma cidade, todos os dias pela janela, e fale com tanta convicção que ela está diferente. - Disse tirando seu celular de trabalho do bolso, então, Eda franziu o cenho.

Vas a QuedarteOnde histórias criam vida. Descubra agora