Logo no início de agosto, após ambos se organizarem em seus trabalhos, e enquanto Sanem e Can aproveitavam e muito sua viagem, é claro que mais longa, em Paris, Eda e Serkan partiram para a Itália.
- Sem um jato particular hoje? - Eda perguntou, os dois estavam na sala VIP do aeroporto, esperando seu voo.
- Não, hoje queremos ser fotografados. - Ele disse, e apontou com a cabeça para o vidro, onde era possível ver um paparazzi com uma câmera apontada para eles.
- Odeio essa falta de privacidade.
- Eu quem o diga.
- Então porque se deixa passar por isso?
- Porque infelizmente, embora a E.E. esteja no melhor dos seus momentos, economicamente falando, as noticias que saem sobre nós, ou melhor, que saiam, influenciavam, e muito quando íamos fechar um contrato ou algo do tipo.
- Claro, porque agora todas as noticias que saem, são de um Serkan Bolat muito bem comportado ao lado de sua esposa dedicada.
- Exatamente. - Assentiu passando seu braço por cima do ombro dela.
- Eu ainda te odeio Serkan Bolat. - Disse, porém ela sorria, e seu tom era leve. Ele sorriu com esse tom.
- O sentimento é mútuo Eda Yildiz.
- Sem o Bolat hoje?
- Sem o Bolat hoje. - Confirmou.
A viagem entre Londres e Itália não era longa, por isso, eles chegaram cerca de 2h depois. Os dois passariam alguns dias em Roma, e depois iriam para Florença.
- Você tem certeza de que quer ficar aqui? Não imagino Serkan Bolat dormindo no sofá. - Eda disse, ela já estava de pijama, na sala da suíte que eles estavam. Haviam chego a algumas horas, haviam jantado em um restaurante próximo ao hotel, e pelo pouco que havia visto, Eda já havia se encantado com a cidade.
- Não tem problema Eda. - Ele disse rindo. - Eu sou um cavalheiro, não vou deixar você dormir no sofá. - Disse tranquilo, e ela revirou os olhos.
- Bom, nesse caso, boa noite Serkan Bolat.
- Boa noite Eda Bolat.
- Ah, estamos de volta. - Ela disse, se referindo ao sobrenome.
No dia seguinte, ambos foram é claro, no Coliseu, e passaram praticamente toda a manhã lá, e quando saíram, foram até a um restaurante próximo.
- Porque você sempre gosta de sentar perto da janela? - Ele perguntou.
- Pra ver a vista. - Respondeu.
- Não, mas em Londres, sempre que saímos você também sempre escolhe sentar perto da janela. - Disse. - Você mudou a mesa do seu escritório para perto da janela Eda. - Lembrou.
- Pra ver a vista. - Repetiu obvia.
- Pra ver a mesma Londres que você vê todos os dias. - Ele riu.
- Não é a mesma Londres de todos os dias, a cidade sempre muda. - Ela contestou quase que ofendida. - Tem dias que o tempo está nublado, tem dias que está ensolarado, tem horas do dia em que a rua está cheia de carros, tem horas que não se vê nenhum carro, perto do fim do dia os bares estão sempre cheios... - Pontuou, e Serkan deu uma leve risada. - Não vejo graça nisso.
- Não é graça, mas é a certeza de que eu nunca vou conhecer alguém na vida que olhe para a mesma cidade, todos os dias pela janela, e fale com tanta convicção que ela está diferente. - Disse tirando seu celular de trabalho do bolso, então, Eda franziu o cenho.
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Vas a Quedarte
FanficSentimentos não são fáceis de mudar. As barreiras criadas por uma pessoa, que havia chego no auge de sua dor, são quase impossíveis de se quebrar... Quase. Serkan Bolat era o dono dessas barreiras. Ele vestia diariamente uma armadura, que nem seus...
