Capítulo 25

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Oiee,

voltei com mais um pouquinho...

Fico muito feliz que várias pessoas têm lido essa história e gostado bastante.
Eu realmente amo esse livro e estou relendo enquanto posto aqui...

Comentem bastante e quem sabe eu volte mais tarde com um bônus!

beijos💋
Rafa🦋
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Ouviu Arthur falar atrás dela, mas não se virou.

— É assim que se fazem os carros — murmurou — não as sobremesas.

— As primeiras informações vindas do restaurante são mais que favoráveis.

Ela grunhiu e passou o rolo na massa das tortas.

— Da próxima vez que eu for ao Havaí, vou procurar Caio e Wal e bater a cabeça deles uma na outra.

— Meio irritada, não? — ele murmurou, e recebeu uma letal fuzilada de olhos. — E acalorada. — Tocou a face dela com a ponta do dedo. — Há quanto tempo está nisso?

— Desde pouco depois das quatro. — Após recusar a mão dele, ela começou rápido a cortar camadas de massa. Ele observava, surpreso. Jamais a vira trabalhar com tanta rapidez. — Saia da frente.

Ele se afastou, mas continuou a observá-la. Pelos seus cálculos ela trabalhara nos menus, no quartinho de depósito, sem janela, mais de seis horas, e já se achava de pé havia quase três. Pequena demais, pensou com um surto de vontade de protegê-la. Delicada demais.

— Carla, outra pessoa não pode assumir agora? Você deve descansar.

— Ninguém toca em minhas sobremesas.

Ela disse isso com uma voz tão forte e autoritária que a imagem da flor delicada desapareceu. Ele sorriu, apesar de si mesmo.

— Eu posso fazer alguma coisa?

— Quero um pouco de champanhe dentro de uma hora. Dom Perignon, '73.

Ele assentiu com a cabeça e uma ideia começou a formar-se em sua cabeça. Ela cheirava às sobremesas alinhadas no balcão. Tentadora, deliciosa. Desde que a conhecera, Arthur descobrira que gostava muito de comer doces.

— Já comeu?

— Um sanduíche algumas horas atrás — ela disse, irritada. — Acha que eu poderia comer numa hora dessas?

Ele olhou a suntuosa fila de bolos e tortas. Sentia o cheiro delicado de carnes assadas, molhos picantes. Balançou a cabeça.

— Não, claro que não. Eu volto.

Carla resmungou alguma coisa, depois afilou as bordas das camadas de massa.

Às oito horas, Carla já terminara, e não se sentia no melhor dos humores. Durante quase quatro horas, batera, rolara, enrolara e assara. Muitas vezes gastava o dobro desse tempo, e de esforço, aperfeiçoando um único prato. Isso era arte. Agora, ao contrário, fora trabalho, puro e simples.

Não sentia lampejo algum de triunfo, nem fulgor de satisfação consigo mesma. Cozinheira do exército, pensou com desdém; não era diferente de produzir mais rápido e coisas mais simples para as massas. No momento, se jamais tornasse a ver o interior de outro ovo, não seria cedo demais.

— Deve ter o bastante para durar até a hora do jantar e o serviço de copa à noite — ela declarou com rispidez a Marcos, tirando o avental sujo. — Franziu a testa num ar crítico para a fileira de tortas de frutas. Se houvesse tempo, as teria jogado fora e feito outras. — Quero que alguém entre em contato com o departamento de recursos humanos logo de manhã cedo e providencie a contratação de mais dois chefs de sobremesa.

Sobremesa de CarlaOnde histórias criam vida. Descubra agora