Capítulo novo em plena segunda-feira... Quem diria? ahahah. Eu iria postar só na quinta/sexta, assim como sempre, mas eu consegui adiantar várias coisas, vários trabalhos e questionários enormes - olha o meu sofrimento - e postei a parte II mais cedo :D sexta tem o capítulo 36!!! Mais uma coisinha antes de terminar esta nota pq já está ficando grande: Muito obrigada pelas leituras, pelos votos e pelos comentários. É sério, vocês que leem ESD me fazem muuuuito feliz ahahahah beijos e boa leitura.
O homem atrás de mim me dá um leve empurrão, o suficiente para me fazer acordar e mover os pés.
– Eu não tenho todo o tempo do mundo, senhorita. Anda logo.
Ele pega meu pulso e me faz descer a calçada.
– Abaixe a cabeça.
Franzo as sobrancelhas. Por que ele está tendo cuidado comigo?
Sento-me no banco e ele fecha a porta. Poucos segundos depois, ouço-o ao meu lado, e o carro arranca, impulsionando-me para trás.
– Isso aqui vai te impedir de fazer besteira. Dê-me os seus pulsos.
Droga, amarrar não! Lembro-me de algo que o meu pai disse quando estávamos assistindo CSI. Se você for sequestrado, evite ao máximo entrar em um carro, use todas as suas cartas para que isso não aconteça. Mas, se acontecer, não seja amarrado!
E eu estou prestes a ser amarrada dentro de um carro. Minha cabeça dá voltas e voltas enquanto estico os braços para sentir uma corda de nylon sendo enrolada em volta dos meus pulsos.
Por que eles não taparam a minha boca? Eu não seria tão estúpida para gritar. Os meus olhos estão vendados, e qualquer motivo seria suficiente para eles acabarem comigo aqui mesmo.
– Tudo certo aí atrás? – Uma voz vinda dos bancos da frente soa em meus ouvidos.
– Tudo certo. – O cara ao meu lado afirma com um tom doentio de felicidade na voz.
– Vou repassar a ele.
Ele? Quem é ele? Por que algo me diz que é Evan, o garoto do orfanato e que está atormentando as nossas vidas? Claro, a forma mais eficiente de chegar a Jamie é por mim. Ele não pode cair nessa, claro que não. Se eles conseguirem pegá-lo... Fecho os olhos com força, embora não consiga ver nada de qualquer forma.
A equipe de segurança não deixará Jamie 'se entregar', não é? Não, eles não podem deixar. Tom não permitirá uma coisa dessas.
Eu deveria estar implorando pela minha vida, mas estou pensando em Jamie.
Minhas mãos devem estar tremendo, mas não sei ao certo, já que parece que todas as partes do meu corpo estão dormentes.
Para onde eles estão me levando?
Movo meus pulsos, mas as cordas estão apertadas demais para permitir algum movimento.
– É melhor você não se mexer. – O cara diz.
Sabe o que é mais engraçado?, pergunto para mim mesma. Quando eu tinha uns quinze anos, eu gostava de ver filmes de ação. Sempre achei o máximo os sequestros cinematográficos, e, por isso, sempre quis ser sequestrada só para poder escapar numa boa e ter aquela pose de heroína. Mas filmes não têm nada a ver com a vida real.
As probabilidades de ser resgatada são poucas. Lembro-me de uma vez que eu vi em um documentário o número de pessoas que são sequestradas. As que saem vivas fazem parte de uma porcentagem mínima. E Marly? Será que hoje ele não estava por perto? Estranho, ele sempre está. Se bem que não havia perigo em Jamie me deixar em frente ao prédio e eu entrar. Mas aí a idiota aqui parou para procurar as chaves ainda na calçada.
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Em Seu Desejo
Romance- CONTEÚDO INAPROPRIADO PARA MENORES DE 18 ANOS - Anne Mitryad é uma estudante de arquitetura no último ano. Com vinte e três anos, tudo o que ela mais quer é poder terminar sua faculdade e conseguir uma vida nova na cidade de Nova York. Mas seus p...
