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-Millie-

Acordo sentindo meus olhos doer em pela claridade entrando pela janela, olho em volta e me recordo de que estou no quarto de Sadie.

A noite de ontem foi maravilhosa, Sadue me fez sentir coisas absurdas e inimagináveis por mim. Ela é uma mulher e tanto!

Me viro para o outro lado e vejo suas costas, ela está dormindo virada para o outro lado, o lençol embolado na parte baixa das costas, deixando à mostra as pontinhas descobertas ontem por mim, é tão fofo, parecem pequenas estrelas.

Ela se move um pouco, virando o rosto para mim, o rosto fofo e angelical virado para mim, a respiração profunda e relaxada dela, a coisa mais linda do mundo.

Fico a admirando por um tempo, até ela abrir os olhos, até me assustei, e ela sorriu, um sorriso genuíno e relaxado, se espreguiçou deixando um gemido sair de seus lábios, isso me causa uma pontada.

-está me admirando? -perguntou depois de um tempo.

-que? Eu não. -tentei disfarçar.

-não brinca, eu percebi isso há horas. -riu.

-convencida. -fiz careta.

-vou arrancar essa careta do seu rosto, em dois tempos. -falou séria.

-eu tenho que trabalhar e ir pra escola hoje... -mudei de assunto, já sentindo minha vagina molhar.

-já são meio dia... -roçou a ponta do nariz no meu. -a escola já era...

-meu Deus! -levantei em choque, esquecendo completamente que estava pelada.

Ouvi um assobio baixo e só aí me dei conta, corri pegando o travesseiro e me cobrindo com ele, a vergonha vindo à tona, mesmo depois de ela me ver completamente exposta.

-ah, não cobre... -lamentou.

-que isso Sadie. -resmunguei sentindo minha bochechas arderem.

-tá com vergonha? De mim? -riu. -não precisa amor, eu não vou me importar, na verdade eu vou adorar... -olhou minhas coxas. -mas já que vai se sentir melhor assim.

-eu tenho que ir, meus trabalhos começam às duas da tarde acho, tô sem uma acessora, já que era meu pai, e ele tá fora de cogitação. -comentei.

-tem a minha, não é como se eu precisasse tanto dela assim, eu quase nunca trabalho, a não ser que esteja desocupada demais, ela só tem o trabalho de recusar mesmo.

-e você faz o que o dia todo? -reclamei.

-eu ás vezes vou visitar minha mãe e a empresa de café dos meus pais, apesar de odiar empresas, meu pai quer que eu assuma o cargo quando ele se aposentar, mas não sei se quero. -levantou também. -depois te levo paravonhecer eles se quiser,mas já adianto que minha mãe é muito inconveniente às vezes. -catou uma roupa em cima da mesa de cabeceira e vestiu rápido.

-tudo bem... -ri fraco. -vou me vestir... - pedi sutilmente para ela se virar.

-não brinca que você realmente tá com vergonha de mim? -perguntou chocada. -somos namoradas, amor, e pelo o que depender de mim te verei muitas vezes assim. -colocou as mãos na cintura. -se veste, vamos almoçar, prefere que eu cozinhe ou prefere ir em algum lugar? -perguntou.

-voce cozinha? -ri. -essa eu quero ver!

-eu cozinho, amor, minha irmã adora minhas comidas, precisa ver. -se gabou.

-tá bom, vou descer vom você, me espera. -larguei o travesseiro e peguei meu vestido que estava jogado no chão,  o vesti e ela ficou me esperando na porta do quarto. -pronto. -Fui até a porta.

Descemos e ela ligou a televisão so pra ela falar sozinha, depois foi para a cozinha e eu me sentei na bancada observando ela cozinhar, e diferente de mim ela sabia fazer, estava bem cheiroso.

-o que é isso? -perguntei vendo ela tampar a panela.

-é macarrão de panela de pressão, é quase uma lasanha, só que é feita mais fácil, por isso é melhor. -riu.

-e vai demorar muito? -puxei ela para perto de mim.

-não, por que? -me abraçou, ficando entre minhas pernas.

-quero ficar abraçada com você. -dei tres selinhos nela.

-eu fico, princesa...

Ficamos abraçadas, nos beijando, fazendo carinho, relaxando, depois ficou pronto, nos fomos comer e ela me levou em casa.

-eu já vou que tenho que levar o Simba no veterinário, e depois para tomar banho. -me abraçou se despedindo.

-ele  vai passar a me odiar, vai achar que tô roubando a mãe dele. -comentei rindo.

-que nada... -demos um beijo. -ele te ama! Que horas você volta?

-só vou voltar umas sete da noite, na hora eu te aviso.

-tá bom... -empurrei ela até o carro.

-agora vai, toma conta do meu amigão! -ela gargalhou.

-daqui a pouco ele te chama de mamãe. -entrou no carro

Amores de SillieOnde histórias criam vida. Descubra agora