Uma semana depois...
-Millie-
Hoje é o evento em comemoração do noivado, do gringo e do noivo dele. Já estou chegando vom Sadie, ela permaneceu o caminho todo com a mão na minha coxa, deslizando para cima e oara baixo.
Ela está linda, vestindo uma calça rosa bebê e um cropped prata, cheio de pedrinhas, no pé um salto do mesmo rosa e o cabelo preso num coque, segurando apenas uma bolsinha do mesmo estilo da roupa.
Eu estou usando um vestido curto, vinho, com um decote imenso nas costas, ele tem um laço na cintura, dá mesma cor, nos pés eu calcei um salto de veludo na cor vinho, e deixei os cabelos soltos mesmo.
Nos chegamos na grande festa, ele fechou um dos hotéis mais famosos do Brasil, e colocou uma decoração e tanto, está tudo muito lindo, tem tons de azul, vermelho, dourado, tudo bem encaixado, deixando o ambiente extremamente elegante.
Procuramos ele pelo local mas estava impossível de achar, por conta das pessoas que estavam ali. Decidimos ir beber alguma coisa, a Sadie pediu um Whisky e eu pedi uma Margarita, fomos procurar um lugar para sentar e foi impossível de achar.
-Sadie! -ouvimos o chamado, nos fazendo virar para trás e encarar o russo.
Agora era a sessão de conversa com os dedos, sinceramente eu não entendo como ele ainda não sabe português, ele é rico, deveria ter feito um curso.
-amor. -cutuco ela, sussurrando no ouvido e ela me olha. -a Mary tá aqui? -ela perguntou ao amigo.
-tá sim, ele disse que ela chegou tem um tempinho e está perto do bar. -assenti dando um selinho nela.
-vou lá ver ela, tá bom? -ela assentiu.
-depois eu vou atrás de você. -me deu outro selinho.
Sai indo em direção ao bar, como ela disse que estariam ali, elas estavam. Assim que me viram começaram a gritar e me chamar com a mão, ri parando perto delas.
-Millie! -Clara gritou me abraçando e depois dando um beijo na minha bochecha. -segura minha descontrolada aí, preciso falar com umas amigas? -olhou de relance para a namorada.
-claro, mas por que o descontrolada?
-ela está enchendo meu saco o dia inteiro, não me deixa nem ser social! -reclamou.
-se você sair daqui...-a olhou furiosa. -a gente termina. -cruzou os braços, empinando o nariz.
-Mary, para de ser paranoica, a menina está me chamando, eu já estou ficando com vergonha. -apelou. -não faz isso, deixa eu só dar um oi e eu volto, prometo...
-só você que não percebeu os olhares dela.
-ela é só uma amiga, amor...
-ela está com segundas intenções, é ou não, Millie? -arregalei os olhos.
-eu não tenho nada a ver. -neguei rindo.
-viu só, ela não acha! -Clara continuou apelando.
-não vai e pronto, se ela for mais importante que o nosso relacionamento, aí sim, você pode ir, mas considere acabado! -deu ponto final. -Millie amiga, que saudade. -me abraçou me empurrando para sentar no banco que antes estava a namorada dela. -não fuça me olhando assim Clara, só estou protegendo o que é meu. -a olhou torto.
-nosso relacionamento é aberto...
-aí meu Deus! -riu incrédula. -eu vou fingir que não ouvi isso, faz um favorzinho? -pegou um copo. -bebe! -empurrou na boca da namorada. -então Millie, temos que marcar de sai mais vezes amiga, mas com a Sadie agarrada na sua saia fica um pouco difícil de te ter livre. -me olhou com tédio.
-eu passei a semana toda livre, só fui ontem, na casa dos meus Sogros, apenas. -ri.
-mesmo assim amiga, aposto que o resto do tempo você ficou com ela. -inclinou a cabeça para atrás de mim.
-Sadie, amiguissima, vamos ali do outro lado. -Clara enlaçou Sadie pelo braço é saiu empurrando em direção ao lugar onde estava a menina que ela tanto queria ir cumprimentar.
-quando ela voltar eu vou matar ela, que filha da puta! -serrou os dentes olhando a namorada ir para longe.
-voces são uma graça... -comentei rindo.
-menina, essa mulher está me matando de raiva, eu quero um compromisso à mais sabe?
-como assim? -perguntei interessada.
-eu quero fechar o relacionamento, só que eu não quero dizer a ela que eu quero isso, eu quero que ela. -deu ênfase. -diga que quer, só que ela nunca diz, e eu tô me sentindo insegura com ela.
-mas às vezes, ela está esperando que você também diga, por isso ela.nao pediu ainda, vocês tem que conversar. -aconselhei.
-aí amiga... -coçou a cabeça. -como que eu faço isso agora? -suspirou. -gostaria de mulher é complicado viu?
-também acho amiga, só quebro a cabeça com essa Sadie. -falei negando.
-conta mais. -incentivou rindo.
-ela está cheia de vergonha da minha empregada, eu pensei que iria passar, mas pelo visto não, aí outro dia eu peguei o celular dela, si pra dar uma olhadinha né, eu protejo minha cabeça. -ela gargalhou. -tinha mensagem de uma garota lá, aí eu já fiquei estressada né, mas deixei lá, ela ainda não tinha visto, depois que ela respo deu eu fui olhar de novo e a menina era simplesmente uma ex da bonitinha. -respirei fundo.
-a Sadie tem muitas ex's viu, só falando aqui. -assenti querendo saber mais. -quando a gente tinha quatorze anos, que fugiamos de casa para ir nas festinhas do pessoal da escola, a Sadie pegava rodas as garotas da nossa sala, uma vez antes dela se aceitar, ela tentou com um menino mas disse que não sentiu nada, eu fiquei pasma né, afinal eu sempre fui a santinha, a Sadie era a popular que pegava geral e eu era a retraída.
-que safada! -falei surpresa. -conta tudo!
-aí ainda no auge dos quatorze ela conheceu uma menina, na escola, e gostou muito dela, acabaram transando, e Sadie era virgem, obviamente foi a primeira vez dela, ela disse que odiou é ficou num questionamento se ela gostava mesmo de mulher ou não. -neguei rindo. -juro! -riu junto. -ela tentou com um menino o mas não teve sucesso, aí ela decidiu que iria aprender direito para que se um dia ela ficasse com uma menina virgem, ela soubesse dar prazer à menina, eu achava ela louca nessa idade.
-ela já tinha quinze?
-que nada! -gargalhou. -a Sadie era uma safada, aquela ali aprendeu a brincadeirinha dela de torturar as pessoas só uns meses depois da primeira vez. -contou.
-meu Deus!
-não é de agora que vem isso. -riu. -teve um dia que os pais dela pegaram ela pulando a janela do quarto, meninas mas ela ficou de castigo por quase um ano, aí você pensa, ela deixava de aprontar? -fez uma pausa. -não! -riu. -a tia Lori deixava ela dentro da escola, quando começava a primeira aula ela pulava o muro dos fundos da escola e ia embora mesmo, depois só ficava as fofocas de como ela pegou a menina.
-essa minha namorada é um mal caminho! -neguei rindo, ainda surpresa.
-e quando ela começou a fumara maconha? -lembrou animada. -ela apresentou para todo mundo do grupo, em um dia que os pais dela foram jantar fora e os irmãos dela foram dormir.
