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-Sadie-

-já posso ir agora? -pergunte na esperança de que ela esquece da minha vida sexual.

-e como está com a Millie? -fiquei vermelha. -você sabe, a intimidade.

-estamos bem... -falei concordando com a cabeça e ela me olhou como se esperasse a continuação. -estamos bem mãe. -ela revirou os olhos. -nos estamos muito... como que eu posso dizer... familiarizadas?

-com o que filha, pode me contar, sou sua mãe. -falou animada. É bom ver minha mãe assim, mas ao mesmo tempo é constrangedor, porque ela pensa que eu era virgem antes de Millie.

-como foi a sua primeira vez? -indagou. -a Millie foi paciente com você certo? -me olhou atenciosamente.

-mãe é... a Millie não... -ela arregalou os olhos.

-ela não foi paciente, ou ainda não aconteceu?

-então mãe... -mordi o lábio pensando em como falar isso. -eu já tinha feito antes da Millie...

-e por que não me contou?

-porque eu era nova ainda, e fiquei com medo, é normal, não? -percebia o leve desapontamento em seu olhar mas ela tratou de esconder.

-e como foi?

-foi com uma amiga antiga, não sei se lembra, a Carla. -ela me olhou surpresa.

-mas filha, você a Carla pararam de se falar quando você fez quatorze.

-então. -ela começou a rir.

-não sabia que você era tão safada! -ri do seu desabafo.

-entao, foi normal, ela teve bastante paciência e já passou, e com a Millie, ela foi muito atenciosa e carinhosa comigo, e aconteceu depois que pedi ela em namoro.

-e foi a primeira vez dela? -assenti. -ela deve estar querendo falar com alguém sobre isso.

-mas ela conversa, comigo. -franzi o cenho.

-como uma mãe, sua indelicada, tem coisas que ela não vai querer conversar com você, pois é a sua namorada, mas para uma mãe, ela conta tudo, é disso que estou falando. -esclareceu.

-entendi, tudo bem, se ela quiser depois a senhora conversa. -falei me levantando. -eu acho que já vou. -olhei o celular. -vou chamar Millie.

-tá bom. -respondeu, ela já sabe que insistir não vai adiantar agora. -vou te ajudar para a Jacey não gritar.

Assenti e ela levantou vindo atrás de mim, subimos as escadas e fomos direto para o quarto da menina, abri a porta e elas me olharam bravas, franzi o cenho e observei melhor, Millie estava com uma boneca daquelas pequenas na mão e Jacey também, e elas estavam agachadas.

-vamos, amor? -a chamei arrumando minha camisa.

-mas já, mamãe... -Jacey começou a chorar.

-eu volto outro dia, não precisa ficar triste.

-aaaa... -foi para a cama e enfiou a cara no travesseiro chorando, minha mãe correu para acudir ela e Millie levantou vindo para o meu lado e fechando a porta do quarto.

-ela vai ficar chorando muito? -perguntou preocupada, eu conheço ela, se ela chorar por meia hora, Millie vai querer ficar aqui até a menina dormir.

-não, daqui a pouco ela acha alguma coisa legal para fazer e acaba dormindo. -ela assentiu. -amanhã é nosso aniversário de namoro.

-faremos dois meses. -me deu um beijo.

-vamos sair para jantar? -ela negou. -mas eu tenho que trabalhar durante o dia, só vou estar livre à noite...

-eu tenho uma surpresa para você. -me surpreendeu, agora eu quero saber o que é que ela está aprontando.

-que surpresa?

-se eu te contar, perde a graça. -falou no meu ouvido e começou a descer as escadas rápido.

-me espere! -gritei descendo também.

-tchau gente! -falou parando de descer as escadas.

-tchau pai, Mitchell e Spencer e Caleb. -falei atravessando a sala e indo em direção à porta.

-tchau Sadie e Millie, venham mais vezes, adoramos passar um tempo com vocês. -meu pai falou sorrindo.

-obrigada Casey. -Millie falou parando frente à porta.

-tchau pai. -abri a porta e saímos de dentro da casa.

[...]

Millie foi para a casa dela e eu vim para a minha, já que ela preferiu assim, segundo ela ela tinha que falar com a empregada sobre algo, que ela não tocou no assunto, deixei ela lá e fui colocar o Simba no banho a pulso.

-vamos Simba. -eu tinha acabado de pegar a coleira e estava chamando ele que se jogou embaixo do carro e não quer sair de jeito nenhum.

Aí eu me lembrei que tem um biscoito que ele adora, então entrei para pegar assim que voltei e ele me viu o danadinho saiu correndo para debaixo do carro novamente. Sacudi a embalagem do biscoito e ele ficou tentado a sair, peguei um e joguei para ele, e outro é joguei no meu pé, ele surpreendente não veio, então joguei mais um e ele saiu relutante.

Fiquei calma enquanto ele se aproximava e quando ele parou na minha frente ei segurei na coleira dele e coloquei a guia, ele tentou correr mas fui mais rápida.

-hoje você não me escapa, bonitinho. -sorri vitoriosa e coloquei ele dentro do carro.

Amores de SillieOnde histórias criam vida. Descubra agora