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-Millie-

Já se passou um mês desde que eu e Sadie começamos a namorar, hoje é nosso aniversário de namoro, e nenhuma das duas podem estar juntas.

Ela está na Itália, participando de um desfile de moda, e eu estou trabalhando de casa, agora decidi que vou lançar a minha própria marca de maquiagem e faltam os últimos ajustes para lançar a coleção, estou muito ansiosa.

-Senhorita, Millie? -chega sorrateiramente dentro do escritório.

-o que foi, Cleo? -fechei o computador.

-eu estava limpando a casa da Senhorita Sadie e... acho que mexi em algo que não devia... -falou constrangida.

-quebrou alguma coisa? Se for isso tudo bem, eu compro um novo. -me levantei parando frente a ela.

-não... acho melhor a Senhora ver. -ela estava com as bochechas vermelhas de tanta vergonha.

-vamos lá ver, aposto que não é nada que eu não possa resolver.

Passei o braço pelo ombro dela e descemos, saindo de casa e atravessando a cerca do quintal e indo para a casa da minha namorada, na rua de trás.

Destranquei a porta e entrei, o cachorrinho, Simba, não está aqui, ele ficou comigo já que a dona dele não está aqui, e ele parece um bebezão.

Deixei que ela me levasse até o lugar que ela quer e me surpreendi ao ver ela entrar no quarto de sadie, a segui muito interessada no que ela iria mostrar e ela entra no closet, depois puxa um armário, me chocando quando ele abriu.

E puta que pariu, o que era aquilo!

Assim que você passava pela porta tinha essa visão.

Eu fiquei chocada, como que ela pôde esconder isso de mim? E o pior, por que será que ela escondeu, eu não sei, mas quando ela voltar teremos uma conversa séria

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Eu fiquei chocada, como que ela pôde esconder isso de mim? E o pior, por que será que ela escondeu, eu não sei, mas quando ela voltar teremos uma conversa séria.

O quarto pare do filme cinquenta tons de cinza, era um formato em L, depois dessa entrada tem tipo outro cômodo, cheio de cadeiras estranhas, tinha um negócio tipo um balanço pendurado, e era rodeado de armários cheios dessas coisas, esses objetos de tortura.

Depois de ver isso tudo, ainda me pergunto se eu a satisfaço, de verdade.

-Senhora, eu estava limpando e fui puxar uma roupa que estava presa quando essa porta abriu, na hora eu até me assustei pensando que fosse igual naqueles filmes de terror, me desculpe por invadir a privacidade de vocês... -falou me observando olhar tudo boquiaberta.

-vamos sair daqui. -chamei ela já fazendo.

Saímos de lá e eu me certifiquei de fechar direito. Depois me senti tão em choque, que não sabia ao menos o que falar pata a moça.

-olha só Cleo, não sei o que é isso, vai ver ela nem sabe que isso está aí. -tentei falar mas não tinha certeza disso, lá dentro estava muito bem limpo, não tem como estar assim se ninguém soubesse da existência. -so termine de limpar tudo e pode ir embora, eu vou voltar ao trabalho.

Dois dias depois...

Sadie já deve estar chegando. Durante esses dois dias mal falei com ela, estava nervosa demia e com certeza iria colocar a carroça na frente dos bois, eu sempre acabo me precipitando então achei melhor falar o mínimo possível.

Já terminei de falar com a minha acessora e não tenho nada para fazer nesse últimos três dias da semana, o que é até bom, só que gosto de ganhar dinheiro.

Ouço batidas na porta e vejo Simba levantar animado, ele corre para a.porta e começa a cheirar por debaixo dela e então eu abro. Ele sai correndo pulando em cima de sua dona, eufórico, sempre assim, animado.

Olho para ela, que estava brincando com ele, meu coração doendo de saudades, mas ao mesmo tempo inseguro em relação aos seus desejos, quero pular nele encher de beijos, mas não antes de conversarmos.

-está tudo bem, amor? -perguntou parando de brincar com o cachorro.

-precisamos conversar. -ela franziu o cenho.

-sobre o que? -se aproximou de mim, me abraçando e dando um selinho. -você tá estranha, é algo que eu fiz? -perguntou preocupada.

-entra. -dei espaço para ela, que entrou sem entender. -a minha empregada estava limpando a sua casa, como te disse, só que ela voltou cheia de vergonha querendo me mostrar algo. -comecei.

-oque, amor?

-ela me levou até o seu closet e puxou um dos armários, abrindo como se fosse uma porta. -ela arregalou os olhos. -porqye nunca me mostrou aquilo? -vou direto ao ponto.

-Millie... -procura palavras para se explicar. -eu não queria te assustar...

-não me assustou.

-eu não queria te assustar e fazer você tirar as conclusões erradas sobre mim, eu deveria ter te contado eu sei... -respirou fundo.

-é deveria mesmo, mas por que?

-por que o que?

-por que você gosta disso, eu gostaria de te entender... -ela colocou as coisas dela no chão.

-não tem uma explicação que eu possa te dar, mas, é uma prática, de sadomasoquismo, e eu a praticava com outras mulheres antes de você, elas também gostavam mas nunca foram mais que casinhos de fim de noite. -explicou.

-e porque nunca tentou comigo? Eu não te satisfaço não é? -ela negou rápido.

-não, meu amor, que isso? -se aproximou. -você é maravilhosa, e eu te amo, aquilo lá é só um detalhe, você gostando ou não, não importa a minha opinião, eu vou fazer sempre o que você quiser. -segurou meu rosto com as duas mãos.

-é mesmo? -ela concordou c a cabeça. -então me mostra, como... -ela pareceu entender pois ficou nervosa.

-uau! -desviou o olhar. -deixa eu ver se eu entendi certo, você quer que eu te mostre o quarto?

-isso.

-temos que ir aos poucos, nao é assim de cara...

Amores de SillieOnde histórias criam vida. Descubra agora