-Sadie-
Ontem quando cheguei na casa de Millie fui surpreendida por ela. Veio com tudo, cheia de desejo. Só me estressado não deixar eu tocar nela.
Acordei por ela que estava me chamando e dando beijinhos pela minhas bochechas. Sorri virando o outro lado para ela fazer o mesmo, me estiquei, soltando um leve gemido.
-dormiu bem? -perguntou com um sorriso.
-acho que só algumas horas, já que você decidiu se enfiar deibaxo das cobertas. -estreitei os olhos.
-não deveria ficar gemendo meu nome enquanto dorme. -roubou um selinho e saiu do quarto.
Me levantei e fui tomar um banho, ainda estou cansada, já que fui acordada várias vezes durante a noite. Saí do banho e vesti uma roupa leve, depois desci as escadas, indo para a sala e me sentando no sofá.
Millie assim que me vê, vem até mim, pulando no meu colo e iniciando um beijo apaixonado. Finalizando ele com três selinhos e depois mantendo nossas testas encostadas. Alisei sua bunda por baixo do vestido, com minhas mãos.
-você está com fome? -assenti.
-um pouquinho.
-Cleonice, vai demorar muito para o almoço sair? -perguntou para a mulher que passava atrás de nós, inclinei minha cabeça para a olhar também.
-não, Senhora Millie. -falou pegando algumas coisas que deixamos espalhadas pelo chão, inclusive as minhas roupas.
-obrigada. -voltou a olhar para mim. -amor, vamos sair mais tarde? -fez um carinho no meu rosto.
-para onde?
-não sei, vamos para a sua casa? -rimos.
-mas isso já iriamos fazer. -dei de ombros.
-vamos sair pra jantar. -sugeriu.
-certo, faz a reserva, vou levar o Simba para a creche de tarde. -comuniquei. -você quer ir comigo?
-até para um brega. -gargalhei. -claro, amor, com você eu vou em qualquer lugar.
-para! -ri boba. -vou beber água, já volto. -dei um selinho nela e a coloquei sentada no sofá.
Fui até a cozinha e peguei um copo no armário, e fui encher ele no filtro. Quando comecei a beber senti alguém parado atrás de mim e quando me virei Mônica estava parada com uma faca na mão, apontando para mim.
Na hora pulei de susto e deixei o copo cair, fazendo um barulho enorme do copo quebrando. Ela começou a chorar, mas com a faca apontada para mim, de impulso peguei uma tábua de carne e segurei, se ela se aproximar eu me protejo.
-Sadie, o que aconteceu? -gritou entrando na cozinha e ficando estatelada quando vê Monica com a faca na mão. -o que está acontecendo dentro da minha casa? -esbravejou.
-Mônica larga essa faca! -ordenei.
-dessa vez não, Sadie. -gritou comigo. -desse vez não vou deixar que me faça de besta.
-vai me matar? -perguntou com deboche. -vamos, enfia a faca, não é o que você quer? -jogou a tábua que estava na mão dela no chão. -vai porra!
-Sadie, cala a boca! -reclamei com ela.
-ela não quer me matar, Millie? -cruzou os braços. -mate. -ficou parada encarando a mulher.
-voce deixa ela te chamar de amor, e falar dessa forma... -falou soluçando. -o que eu não tenho que ela tem?
-Mônica, pqra mim você foi apensa uma distração, um brinquedo que eu usei, enjoei e joguei fora. -falou sem medo nenhum de ferir os sentimentos dela.
-eu mereço mais...
-por isso mesmo, quando cansei de você, fechei o contrato, não te quero, e você não merece uma pessoa que não te queira, agora esquece que um dia você me viu pelada e me deixa em paz. -gritou sem paciência. -pois eu já te esqueci e te odeio Mônica!
-como pode odiar uma pessoa que você disse ter amado? -a mulher insistia.
-se você me amou, solte a faca. -falou seria. -e eu não te amo e nem nunca te amei de verdade. -seu tom era ríspido, como se cuspisse em cima da mulher.
-você mentiu para mim?
-sim, eu não te amo e nem te amei. -disse sem ressentimento. -pronto? Já ouviu o que queria ouvir? -a menina a olhava chorando. -então saia da xasa da minha namorada e me deixe em paz de uma vez por todas! -gritou. -tá com tanta vontade de fuder vai procurar uma buceta pra chupar, a minha não! -continuou passando pela mulher e abrindo a porta dos fundos. -anda Satanás, sai daqui porra! -trincou o maxilar, seu olhar estava furioso, completamente fora de si.
-eu te amo.... -a Mônica tentou abraçar ela mas foi interrompida por um tapa na cara. -não faz isso comigo Senhora...
-sai daqui porra! Não percebe que eu te bati porque estou com ódio de você?? Se enxerga caralho, eu não quero você, eu tô com nojo de você! -geitou apontando com o dedo na cara dela. -necessitada do caralho. -falou grossa e começou a empurrar a mulher para fora da casa. -E nunca mais ouse olhar na minha cara, desgraçada. -alertou enquanto ela estava caída no gramado da minha casa. -E deixe a minha esposa em paz! -bateu forte a porta, largando a mulher lá.
-meu Deus... -falei depois de um tempo a encarando.
-me desculpa por isso, não deveria ter visto. -falou constrangida.
-tá tudo bem. -ela me analisou. -então quer dizer que eu sou sua esposa...? -provoquei vendo ela sorrir e ficar toda vermelha.
-foi no calor do momento. -negou rindo nervosa. -mas se você não tivesse se incomodado eu poderia fazer ser real. -ficou me encarando com aquele olhar marcante dela.
Comecei a correr por toda a casa vendo ela vir atrás de mim, e acabar me agarrando na sala. Me jogou em cima do sofá e sentou em cima de mim, me imobilizando.
Gargalhei tentando sair do aperto, vendo ela rir e me segurar mais. Quando consegui acalmar o riso, sua boca desceu na minha.
-voce tem que parar de ser tão galanteadora... -falei entre o beijo. -seu. Plano. É. Me. Beijar. Até. Eu. Esquecer? -falei com dificuldade pelos os selinhos que ela estava me dando.
‐é, só fica quietinha, eu me lembro de não ter feito você gozar nenhuma vez ontem... -falou se abaixando entre minhas pernas.
-é realmente... -falei já sentindo sua língua em mim, fazendo aquele trabalho maravilhoso que só ela faz. -hmm, porra! -mordi o lábio segurando seu cabelo em uma mão. -isso! -revirei os olhos jogando minha cabeça para trás.
-Senhora Millie? -me assustei ouvindo a voz da Cleonice, soar na sala. -o que estava acontecendo aqui, eu ouvi gritos... -arregalou os olhos quando parou ao lado do sofá.
Sadie com a cara mais cínica do mundo só saiu de onde estava com a maior calma e depois saiu da sala, achou ué indo até o meu quarto. Me deixando sozinha com a minha empregada.
-foi, a ex da Sadie, tranquei sempre a porta dos fundos, não se esqueça. -falei me levantando também. -e poderia fazer algum doce para a sobremesa?
-claro, Senhora. -forçou a dizer. -o almoço já está pronto.
-certo, vou estar no meu quarto, se precisar. -subi as escadas correndo e morrendo de vergonha, mas não deixei transparecer. Quando entrei no quarto a bonitinha estava sentada na cama assistindo vom a cara mais cínica do mundo.
-filha da mãe! -,joguei uma almofada na cara dela. -me largou sozinha para falar com a mulher! -joguei outra.
-que que tem amor? -sorriu sapeca. -a empregada é sua. -
-não tem nada a ver isso não. -sentei do lado dela na cama. -eu fiquei com uma vergonha e você ainda levantou simples e saiu. -cruzei os braços e ela veio me abraçar.
-vamos dormir um pouquinho? -mudou de assunto enquanto colocava a minha mão em cima do cabelo dela. -faz um carinho, amor! -protestou vendo minha mão ficar parada.
-abusada! -comecei um cafuné nela. -dorme, minha princesinha. -dei um beijo na testa dela.
