—SEU IDIOTA IMPRESTÁVEL! AHHR!
Hailey levantou com sua bota escorregando de cocô e foi direto para casa. Tirou a bota na entrada e a jogou no lixo.
— minha filha o que foi? Meu tio perguntou quando entrei.
—nem me pergunte! Subi peguei qualquer sandália e sai novamente, precisava respirar um ar diferente daquele.
Desci as escadas, abri a porta de madeira na entrada e sai eufórica. Por que diabos estou nesse lugar?
Andei, andei e andei pela estrada cheia de árvores ao redor, era só o que via, depois cheguei em um "centro" se é que pode chamar assim, só havia um de cada. Um banco, uma sorveteria, uma loja, mercado... eu queria um sorvete, mas se quer tinha dinheiro.
Passei direto e mais uma vez somente árvores, até que passou um carro preto na estrada, foi reto e depois deu ré até mim.
—bom dia senhorita, essa cara eu nunca vi por aqui.
—talvez veja porque é uma bonita.
—também nunca vi tamanha modéstia.
—o que você quer? Fala logo e vai embora, se for dinheiro não tenho.
—dia ruim? Só queria saber mesmo passei e vi sua cara amarga.
—como se pudesse ser feliz nesse lugar.
—desculpa, mas eu não aceito que falem mal dessas terras.
—não estou nem aí pra sua aceitação.
—asseguro que ainda não viu o lugar do jeito certo ou conheceu pessoas como eu.
—e por ter visto e falado com você que sei que não presta.
Ele só sorriu.
—o que foi?
—esta matriculada na faculdade?
—aqui por acaso tem faculdade?
—é claro aqui tem de tudo, não como você espera, mas como você precisa.
—nossa, que lindo, tem papel aí pra eu anotar essa frase?
—tenho, mas então... está ou não?
—não em um mês estarei longe daqui.
—então só tenho um mês para fazer você gosta desse lugar?
—não pedi sua companhia e não perca seu tempo.
—não precisa pedir eu sou gente boa e o tour é de graça.
—já vi tudo enquanto andava em linha reta.
—uma carona pra casa então?
—obrigada, não sei se vai vender meus órgãos.
—você dirige?
—tenho carta, mas não sei.
—nossa por isso é triste.
—na verdade nunca precisei aprender.
—vamos eu levo você.
—ta, tanto faz.
Subi no carro e ele foi me perguntando enquanto eu indicava o lugar.
—É aqui.
—aqui? Como assim?
— é proibido morar aqui?
—O que faz na fazenda do James?
—você conhece ele?
—é uma cidade pequena e quem não conhece o James?
—quem iria querer conhecer um grosseiro?
—ei loirinha olha como fala do meu brother.
—aí é sério? De tantas pessoas eu tinha que conhecer logo quem defende ele?
— mas me diz o que está fazendo morando aqui?
—quando você souber também quero saber, tchau.
—de nada? Enfim fala pra ele responder meu convite.
—não sou pombo correio.
—quem é grosseiro?
Ela saiu sem dar mais atenção e entrou na casa, morrendo de fome. Começou a procurar o que comer e da janela viu seu tio conversando com uns homens que estavam trabalhando no local.
—não tem nada pronto nessa casa? Acabei pegando um pão e queijo.
Sentei a mesa e depois de alguns minutos escutei aqueles passos e logo estava passando pela cozinha sem ao menos ter me visto.
—ei! Disse levantando, preciso de um carregador novo! Não posso ficar aqui sem ter contato com o mundo, por acaso é uma prisão?
— e está falando isso pra mim por quê? Questionou curto e grosso.
—pra você me levar a algum lugar que tenha ué.
—só na cidade onde você parou e como sabe fica longe e eu não tenho tempo.
—idai? Vou ficar sem usar telefone?
—pelo jeito sim.
—SEU IDIOTA! QUAL O PROBLEMA DE IR... eu não consegui terminar ele veio até mim e me deixou sem saída encostada na bancada da cozinha.
—olha aqui, esta achando que sou seu mordomo ou algo do tipo? Se estiver está enganada! Eu não dou a mínima para seus caprichos não sou seu pai e se quiser ir comprar vá sozinha, eu não estou nem ai.
—tem alguém que goste de você?
—não me importo se gostam de mim, não estou para agradar ninguém muito menos uma mimada como você.
Ele olhou no fundo dos meus olhos com uma expressão séria e eu fui ficando nervosa por algum motivo, aquela encarada e olhei pra baixo mordendo minha boca. James saiu e eu coloquei a mão no meu rosto estava quente, por que estava quente? Percebi que mal conseguia respirar e coloquei minhas mãos no peito sentindo meu coração descompensado.
—deve está louco, é isso. Sentei novamente pra comer, mas havia algo estranho comigo. Fiquei um tempo ali observando o sol se pôr até que bateram na porta e eu fui atender já que a mula não apareceu.
—quem é você? Uma moça perguntou assim que abri a porta.
—como foi você quem bateu a porta que eu moro eu quem pergunto, quem é você?
—o James está?
—o que quer com ele? Observei ela segurando algo o qual estava coberto e ouvi os passos dele até que James nos viu.
—James. Ela falou entrando e eu não entendi nada, ele tinha namorada?
—oi, o que faz aqui?
—fiz uma torta pra você... eu não sei do que gosta então fiz a mais tradicional possível se gostar de outra é só me falar.
Oi?? Fiquei confusa, pelo menos não era namorada ou não chamaria ele de James.
—obrigado. Ele respondeu segurando a torta e passando a toalha no cabelo molhado.
—te vejo amanhã.
—ok, não se atrase. Ele respondeu
—juro que não irei nem um segundo. Falou e foi saindo e eu fechei a porta.
James colocou a torta na mesa e nem deu a mínima.
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Boa noite gatinhas 😍😍🫶🏻 bora lerrr?
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Meu pior castigo
RomanceVem se divertir nesse romance com Hailey, uma patricinha que tem tudo que quer, seus pais fazem questão de bancar todo o luxo da única filha de 23 anos cursando administração em Miami. Por outro lado temos James, um rapaz que não disfruta de tantas...
