Vidro

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—eu só não lembrei do copo quebrado.
—hum... esperei mais um tempinho e eu simplesmente não queria que esse momento acabasse. Não sei se era a ternura com que ele me tocava ou o cuidado. Era claro que eu era bem cuidada na minha casa, mas nunca eram meus pais que faziam sempre havia um médico de prontidão.

Se eu estava me alimentando mal, uma nutricionista.
Se minhas notas iam mal, um professor particular.
Se eu estava triste, poderia fazer quantas compras quisesse.

—pronto.
—ta, obrigada.
—escutei mesmo isso? James comentou.
—vou dormir. Sai tão rápido de perto dele, meu coração batia acelerado sem parar, sem me dar tempo de respirar normalmente.

*****

Quando acordei, a fazenda estava o maior movimento e eu não sabia o motivo.
—Oi tio.
—bom dia, minha linda. Beijou minha testa.
—o que acontece? E esse tanto de leite e comidas indo embora?
—é pelo festival de hoje, o comércio e as pessoas sempre compram ingredientes daqui para fazerem comidas a noite.
—ah o festival...
—vai querer usar uma roupa tradicional também, se for tem que aproveitar que James está indo fazer uma entrega na cidade e comprar.

Pensei o mais rápido que pude e decidi por que não?
Fui até James que estava no estábulo e entrei.
—preciso do meu pagamento.
—que pagamento?
—de trabalhar aqui!
—devia era me pagar pra eu poder te aturar.
—anda James! Me paga!
Ele colocou a mão no bolso contou algumas poucas notas e me deu.
—aqui!
—QUE? Solo eso? Necesito de más dinero!
—é compatível com o tanto que trabalhou.
—não combinamos isso!
—então quer me dar esse aí também?
—ai! Ridículo!

Sai e esperei ele pegar a caminhonete, mas aparentemente teve um imprevisto e James disse que não ia mais poder ir, minutos depois Lorenzo apareceu falando que poderia me levar.
Assim que chegamos ele entregou a mercadoria que meu tio precisava e disse que poderíamos ir onde eu quisesse.
Não posso negar, foi bem divertido. Escolhemos meu vestido, ainda tomamos um sorvete e Lorenzo pagou por tudo.

—hailey.
—hm? Perguntou enquanto estávamos no carro de volta, parou o automóvel do nada em um lugar qualquer...
—por que não namora comigo? Eu fiquei sem nenhuma reação, não sabia o que responder nem daqui 10 anos.
—bom, por que eu...
—Me sinto bem com você e se não der certo você pode terminar a qualquer momento claro.
—você também não tem uma boa fama Lorenzo.
—você também não. Era justo.
—mas... é que... James...
—se você quiser, ele vai entender somos amigos desde sempre... então.. ele vai ficar bravo por uns dias por você ser da família, mas depois passa, estou gostando mesmo de você Loirinha...
—Lorenzo...
—não precisa me responder agora, hoje à noite no festival pode me dar sua resposta. Ele passou a mão no meu braço fazendo um leve carinho enquanto me olhava, sorriu e voltou a dar partida no carro.

Eu ainda estava sem saber o que fazer ou falar.
Lorenzo não era uma pessoa ruim, além de ser bonito, rico e me tratava bem.

Tempo depois do silêncio no carro Lorenzo estacionou desceu do carro e beijou minha mão. Sorriu pra mim e eu também então segui até a porteira da fazenda e entrei.
Assim que cheguei a porta com a sacola de coisas que havia ganhado James saiu da janela e me perguntou.
—O que porra foi aquilo?
—aquilo o que? Peguei no ar pelo olha dele.
—ah, gentileza? É assim mesmo.
—como se você soubesse o que é isso.

Dei de ombros e subi.
Hailey deixou as sacolas e foi até a entrada e deu de cara com Ana que estava passando com uma cesta de coisas.
—Hailey?
—ah... oi?
Lembrei na mesma hora que não poderia falar que sou da "família" de James, eu não poderia mais ter aula com ele.

—o que faz aqui? Você não tem cara de quem busca uns rabanetes. Disse e soltou uma risada.
—bom, pois bem... eu precisei buscar umas coisas aqui sim.
No momento que disse isso...

Meu pior castigo Histórias para pegar e não largar. Descubra agora